terça-feira, 16 de novembro de 2010

Amigos(as) e companheiros(as),




Voltando aos temas mais amplos, de interesse geral da sociedade, depois de tanto tempo falando exclusivamente da minha filha Sulamita, senti-me na obrigação de contribuir, ainda que pelo avesso do avesso, com o debate proposto pelo querido amigo e companheiro Acioli, do INPE, a respeito do processo de privatização do Parque Vicentina Aranha, em São José dos Campos; assunto que a meu ver reflete, em grande parte, o estágio em que estão as discussões e o embate político também no estado de São Paulo.



Como a proposta dele é a ampliação, livre e transparente, do debate visando a mobilização que propõe, dou aqui a minha contribuição, COLOCANDO, NA ÍNTEGRA A SEQUÊNCIA DA CONVERSA MANTIDA POR AQUI ENTRE NÓS, sugerindo que entrem no debate e/ou o repassem, da forma que cada um(a) achar melhor!



Obrigado e um abraço,



moacyr pinto





De: Acioli para Moacyr

Moacyr



Sei do momento critico pelo qual passas, mas vc foi a primeira pessoa que pensei quando tive a idéia. E perdoe-me o egoísmo e a falta de sensibilidade, mas não poderia te deixar fora. E conto com tua rede de amigos que comungam da idéia de proteger nossa SJC de garras inescrupulosas.



Um abraço e mais uma vez hipoteco minha solidariedade a tua busca.



Um grande e fraternal abraço



Acioli







SOBRE A PRIVATIZAÇÃO DO VICENTINA ARANHA



Amigos



Foi publicada matéria na edição de sábado do jornal O Vale sobre a intenção da Prefeitura Municipal de Sāo José dos Campos de terceirizar o Parque Vicentina Aranha, inclusive já tendo uma entidade, presidida pelo Luiz Paulo Costa (assessor do prefeito), candidata a assumir a gestão do Parque.



Houve por parte dos leitores d' O Vale uma reação de indignação ao propósito da terceirizaçāo de um bem que custou aos cofres públicos uma considerável soma, que me levam a acreditar que esse pode se tornar um movimento que galvanize as forças vivas de SJC rumo a uma mudança que acabe nos rumos que nossa cidade enveredou nos últimos anos.



As ações recentes da atual gestāo publica demonstram, de maneira clara e inequívoca, que o compromisso maior não é com a comunidade, o desenvolvimento sustentável e a qualidade de vida que desejamos para nós, nossos filhos e nossos netos.



Baseado nestas premissas tive uma idéia que desejo, mais do que compartilhar com vocês, apelar para que criemos um movimento da sociedade civil para defender que a gestão do Parque Vicentina Aranha seja pública. A partir de um slogan (provisório): TIREM AS MĀOS DO VICENTINA ARANHA! vamos organizar a resistência à do Parque.



Assim sendo, eis alguns princípios



básicos que submeto a você como um ideário a ser discutido e ampliado:



1) o movimento deverá ser apartidário, para não correr o risco de ser tomado como bandeira de interesses outros e



fragilizando seus propósitos.



2) devemos utilizar todas as técnicas de comunicação mais modernas, como redes sociais, blog, twiter, msn, facebook e tudo que a internet disponibiliza para atingir o máximo de penetração na sociedade.



3) o movimento deve ser transparente em todas os seus passos, publicizando as suas ações e submetendo seus líderes ao poder do coletivo.



4) o apoio financeiro ao movimento será sempre identificado, podendo as contribuições serem de pessoa jurídica ou física, devidamente contabilizadas e publicadas numa pagina da web com atualização imediata. Também as movimentações financeiras serāo sempre publicadas na web.



5) criar grupos de apoio e suporte envolvendo artistas gráficos, publicitários, tecnologia de informação e imprensa, possibilitando qualidade, agilidade e eficiência na disseminação do movimento junto à sociedade.



6) por último, mas de significativa relevância e simbolismo, nenhuma pessoa ligada ao movimento deverá ser remunerada.



Aguardo manifestações



Acioli de Olivo



12 9199-7157



61-8140-7475







De: Acioli para grupo de amigos



Amigos







Parque Dona Lindu



Desde sábado estou em Recife hospedado num hotel na Praia da Boa Viagem próximo ao Parque Dona Lindu, construído e administrado pela Prefeitura Municipal de Recife. Projetado pelo Niemeyer, o Parque recebeu investimentos de R$ 28,7 milhões numa área de 27.166,68 m², à beira-mar de Boa Viagem, com 60% destinados à área verde. O projeto de Niemeyer inclui ciclovia, pistas para cooper e skate, quadra poliesportiva, playground, áreas para descanso e ginástica, teatro, pavilhão para exposições, restaurante, sanitários e fraldários em módulos externos (de design arrojadado...até em banheiro Niemeyer ousa), central técnica.



O Parque Dona Lindu ocupou um terreno cedido pelo governo federal e era pretendido pela especulaçāo imobiliária para a construção de mais espigões na orla de Boa Viagem.



Quem conhece a Boa Viagem sabe do que vou falar: é um dos locais mais valorizados do mundo, com hotéis extremados, edifícios residenciais de alto luxo e restaurantes sofisticados. Imagine a grita quando a Prefeitura resolveu criar no local um parque, mas não aos moldes de parque para a elite fazer sua caminhada diária, mas um centro de entretenimento.



Em todos os dias deste feriado prolongado observei hordas de "pobres", chegando de ônibus ou nos seus chavetes 75 e invadindo o sagrado espaço da burguesia. Imagino a revolta destes, revolta que foi traduzida na intensa campanha feita pelos Jarbas, Jungman e Roberto Freire, denunciando a criação de um monstro de concreto numa área que deveria ser melhor utilizada...



Imagino que Niemeyer deve ter arquitetado a vingança contra seu ex-companheiro Roberto Freire que vendeu o PCB e seus ideais por 30 dinheiros, projetando um parque onde os pobres correm na grama, ensinam seus filhos a andar de bicicleta, se exercitam nos inúmeros equipamentos e quadras esportivas, provavelmente façam picnic com galinha e farofa e possam também se aglomerar para participar de manifestações políticas



e culturais...O velhinho deve estar sorrindo ate hoje...



Eu gosto muito do humor ácido do Quanta Ladeira, bloco anarquista-carnavalesco que todo ano faz paródias de musicas conhecidas e recebe convidados famosos para interpreta-las. Em 2009 o Quanta Ladeira fez a parodia irreverente a partir da clássica La belle de jour do Alceu Valença, sacaneando o Niemeyer, a mãe do Lula e o Parque como um todo ( a música pode ser baixada no site sombarato). Divertida e irreverente a letra nos faz dar boas risadas, mas algo que ela não capta, provavelmente pela falta sensibilidade dos autores, herdeiros mais do Alceu Valença (que se tornou ícone da direita cultural pernambucana) do que do Chico Science, é que pela primeira vez na história da Recife rica, os pobres invadiram a sua praia. E imagino que gostaram e pretendem ficar....



Um abraço



Acioli







De: Moacyr para Acioli



Querido Acioli,



Fique sabendo que você está incluído entre as pessoas - felizmente não são tão poucas - que não me devem explicações e muito menos pedidos prévios de desculpas a respeito de nada; temos uma história de convivência, ainda que muitas vezes bem à distância, que nos permite a qualquer hora formular qualquer pedido ou iniciar um debate a respeito de qualquer assunto sem que haja da minha parte, e tenho certeza que também da sua, qualquer dúvida ou insegurança em relação à compreensão e ao respeito das diferenças.







Você me propõe o engajamento no combate a mais este absurdo que atinge São José dos Campos, que é a privatização do Parque Vicentina Aranha, conforme foi divulgado na semana passada pelo "Diário Oficial" dos donos do município, que é o jornal Ovale. Também li a matéria, eles não estavam informando uma intenção inicial da Prefeitura ou uma eventual abertura de debate a respeito da questão e sim comunicando uma decisão tomada, inclusive dando os detalhes das "manobras formais e legais" que já estão sendo feitas, para que as coisas aconteçam da maneira que eles pretendem.







Você me escreve preocupado, por estar me procurando no momento atual, em que estou envolvido com a busca da minha filha mais velha, que está desaparecida desde o último dia 16 de setembro. Sensível, você imagina que eu possa não estar com cabeça e muito menos interessado em assuntos como esse do "uso" ou da apropriação do Vicentina Aranha para garantir os interesses do agrupamento político que vem dominando a nossa cidade a mais de 10 anos; mas eu lhe respondo, de pronto, que o meu desinteresse e a minha inapetência para entrar nesse debate tem, no caso, outras motivações.







Você fala em galvanizar "forças vivas" aqui em São José dos Campos para defender o Vicentina Aranha e eu pergunto, citando o mímico e escritor brasileiro Ricardo Bandeira de renome mundial, que andou aqui por São josé nos velhos tempos em que a Secretária Claude Mary e o Luiz Paulo Costa, já quase "dono" do Vicentina se diziam comunistas, como ele: "onde estão senhor?" - "Quem menino?" - "As forças vivas de São José dos Campos; senhor?!".







É isso, amigo Acioli, não tenho visto e nem percebido a presença de "forças vivas" com capacidade e interesse para, nesse momento, enfrentar uma parada como essa. Ainda mais num tema dessa natureza, que geralmente é mais caro à chamada "classe média branca e universitária", que aqui nessa cidade "capital da tecnologia" e, emendo eu, da Igreja reacionária, sem arte e sem filosofia, tem nos privatizadores e nos loteadores dos bens públicos os seus mais legítimos e reconhecidos representantes. Essa é uma cidade onde nem nos meios artísticos e culturais a gente encontra muita massa crítica; assim penso eu!







Você fala em fazermos um movimento apartidário, transparente, etc, etc. Beleza. Fala até em deixarmos claro de onde estará vindo o dinheiro para cobrir as eventuais despesas do "movimento". Sabe o que isso irá nos garantir? Nada! O que os "cidadãos", a "elite" branca e universitária de São José dos Campos gosta, é de manipulação, mentira travestida de verdade; como foi o caso da Marina Silva, cuja campanha eleitoral foi financiada em quase 50% por um capitalista que dias depois teve a sua empresa denunciada num esquema internacional de biopirataria, etc, etc; confira a votação da Marina em nossa cidade, sem organização e sem partido. O que vale é a manipulação direta, travestida de neutralidade, que poderá ser trazida com força contra quem ousar enfrentar os donos do poder na cidade, caso o movimento que você propõe - e que eu acho que deveria mesmo ser feito, se tivesse alguma viabilidade - começar a lograr algum sucesso.







Você pode estar estranhando a minha prostração, eu, que sempre me identifiquei como socialista e revolucionário, não no sentido de "pegar em armas" a qualquer tempo ou em defender posições e posturas radicais, mesmo que inócuas, como pregam algumas correntes de esquerda, mas no sentido de acreditar que a mudança política e social é sempre possível e precisa ser construída, ainda que lenta e gradualmente. No caso, acho que, no momento, para travarmos uma batalha igual a essa, visando barrar, no curto prazo, a entrega do Vicentina Aranha oficial e legalmente para o grupo de pessoas que já vem fazendo o que quer com ele - o Parque, com o muro, as construções e a vegetação que justificaram o tombamento já quase nem existe mais - não temos armas e nem soldados. O que temos é uma porção de consumidores "brancos", ávidos pelas "novidades" que a OS do prefeito Cury e do Luiz Paulo Costa irão lhes propiciar com exclusividade; tudo financiado pelo dinheiro público que, agora o Governo do Estado está prometendo liberar. Nada parecido com o Parque Dona Lindu, que você conheceu no Recife, no Pernambuco, que é justamente o centro cultural do Nordeste desse nosso país tão diferenciado.







É isso que estou pensando no momento, Acioli. Demorei para te responder exatamente por causa dessas minhas dificuldades. De qualquer forma, se você achar uma boa, na sua linha, divulgarmos as minhas posições com transparência, no debate, eu me comprometo a distribuir para as pessoas com as quais me correspondo.







Fica à vontade para deixar para lá ou para conversarmos um pouco mais, em "particular"!



Um abraço,



moacyr pinto







De: Acioli para Moacyr



Moacyr











Fiquei comovido com as palavras carinhosas que me distinguisse. Coisa de irmão, mais que de sangue, de convergência.











Quanto a distribuíres minhas mensagens com tuas observações, fique à vontade, não pretendo liderar nem orientar o movimento e sim provocar esta sociedade letárgica.











Um abraço



Acioli

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Saudações artísticas!










Com objetivo de fechar um cronograma para três (3) dias de apresentações, com grupos e artistas interessados em mostrar seus trabalhos ou processos de criação na segunda edição do Estival – Mostra de Peças Curtas, a ser realizada nos dias 26, 27 e 28 de novembro, convocamos (por meio de carta anexa) artistas e grupos, para uma reunião de programação, onde poderão levar suas propostas de trabalho, para serem discutidas e alocadas nos núcleos de teatro, dança, literatura, fotografia, artes plásticas, artes visuais, e cinema.







Dia 31, domingo, às 16h



Ponto de Cultura Bola de Meia – Rua Porto Príncipe, nº40 – Vila Rubi

Confirmar presença pelo e-mail: estival.comunicacao@gmail.com











Como participar:



Os interessados em apresentar-se no Estival 2010, deverão comparecer a reunião de programação ou enviar algum representante, para que possamos dialogar pessoalmente e juntamente com os núcleos compor a programação que dará corpo ao projeto, definindo dia, horário, espaço para apresentação, montagem e desmontagem de equipamentos.











Sobre o Estival:



Este ano, o Estival não irá instituir uma ficha de inscrição eletrônica conforme feito em sua primeira edição. O projeto tem como proposta envolver mais pessoas para seu Coletivo de artistas. Dessa forma, desde o início do segundo semestre de 2010, temos realizado uma reunião mensal, com objetivo de estabelecer um movimento, um projeto pensado e realizado por um coletivo com interesse de criar meios para que trabalhos artísticos circulem e dialoguem com a cidade de forma democrática, além de por em pauta políticas públicas que possam contribuir para fruição da arte em São José dos Campos.











Replique este e-mail para mais pessoas interessadas.



Contamos com sua presença e participação!







Coletivo Estival





estival.comunicacao@gmail.com



Ricardo Verissimo - (12) 8831-3117

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Dada a alienação politica atual de nossa geração principalmente de quem se diz ARTISTA isto é algo raro.


Quero estar lá para comprovar.

SUCESSO.

A próposito nos fazemos alguma coisa além de elaborar projetos para O PAI E MÃE estado aprovar ou não?

Vivemos numa sociedade individualista e carente de homens e mulheres que pensem de verdade.

Além das teses do pensamento academico?

Fazer ou não fazer eis a questão.

E acredito que não fazemos.

Beijos incendiários



JOKA



joão carlos faria



Pasárgadas



Editora e Video



São José dos Campos São Paulo Brasil







COMPANHEIROS

Estamos organizando as intervenções na Manifestação de 2 de Setembro, por favor me enviem o que querem apresentar neste dia (2 à noite) ou durante o dia 3, qual é o melhor horário, quanto tempo de intervenção e do que precisarão (projetor, equipamento de som...)

Recapitulando...Após o epsteáculo 'Um navio no espaço", que abrirá o Festivale, sairemos em caminhada (do municipal) até o Benedito Alves lá nos organizaremos para iniciar as atividades. Teremos um projetor com um lap top e um equipamento de som com microfone para quem precisar deste materiais. Estamos batalhando um ponto de luz para ligar tudo isso, mas até amanhã ja teremos resolvido este pequeno problema.

Por favor levem e recomendem aos amigos que também levem o número do título de eleitor pois passaremos o abaixo assinado para que seja votado o projeto de lei do FUNDO MUNICIPAL DE CULTURA, é obrigatório além da assinatura o número do titulo dos cidadãos.

Eu e André passaremos todo dia 3 em frente ao espaço, então quem puder fazer uma interveção durante o dia por favor se manifeste, envie o melhor horario e o tempo de duração para que possamos nos organizar.

O horário do término da Manifestação será definido posteriormente.



Estamos encaminhando o texto/proposta de lei do Fundo Municipal de Cultura para conhecimento de todos (este texto foi produzido por vários representantes da classe artistica joseense em reuniões abertas realizadas na Camara Municipal)



Abraços a todos, aguardamos retorno.

Caren e André

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Atenção estou postando no blog Joca Faria

No momento este blog esta fechado um blog só já basta.

Espero velos lá

http://jocafaria.blogspot.com/

domingo, 20 de junho de 2010

A metafisica de José Saramago.






Joca Faria





Quem ama as escritas e a arte e já tenha lido um livro de José Saramago hoje deve estar em luto não um luto de choros e lágrimas mas de felicidade que alguém que tão bem contribuiu para a humanidade voltou a outro plano. Pena que nossa metafisica que Saramago dizia não acreditar nos diga como foi feito o anuncio da chegada de Jesus Cristo que Saramago nasceu. Não nós nunca sabemos como um ser humano deste nasce e não temos uma máquina do tempo para velos crianças.

Mas sabemos de suas partidas ele nos deixa um legado em forma de escrita. Ele da terra de Camoes e Fernando Pessoa escritores tão importantes para mim enquanto leitor. E para milhões de outros seres humanos. Uma figura desta que respirou o mesmo ar que eu e você. Que fez um livro inventado sobre a vida de Jesus Cristo que para meu inconsciente se tornou tão real como qualquer dos Evangelhos que li ou venha a ler. Tão belo como qualquer dos Apócrifos.

As religiões estão ai tem a sua importância não mais para mim. Saramago não é de uma religião se é que a arte é algo como uma religião. Para mim ver um bom filme, ler um livro ouvir uma música que adentre dentro de mim é pura metafisica. Não sou e nunca tenha sido agnóstico sou estudante de Gnose. Leio e releio Saramago. Ou qualquer artista que tenha alcançado seu porte ou até convivo com muitos que aprendem como eu os segredos e a magia do fazer arte. Gente como eu que ainda não atingiu a perfeição de um mestre como este. Mas que procuram viver uma vida de eterno aprendizado. De eterna critica de si mesmo e do próximo pois estamos sempre buscando uma perfeição. Que graças aos Deuses nunca é atingida. Gosto da gente que encara a arte como um caminho árduo de ensinamentos um caminho difícil. Estamos sempre próximos e distantes deste ideal da indústria cultural que foi criada no século vinte. Mas o artista em essência é um criador e ontem numa rara conversa com uma pessoa amiga debatíamos estas questões do fazer e não fazer.

Tenho a noção do cruel mercado e sua exigências. As vezes fazemos o jogo as vezes não. Faz parte de nosso aprendizado. Pois temos nosso lado direito e nosso lado esquerdo. Quem vive joga. E devemos lutar para deixarmos de sermos marionetes das farsas do destino. Enfim Saramago foi embora e nos continuamos. Faz dois dias que foi embora só hoje fiquei sabendo. Hoje no retorno de um sono entre este mundo físico e as outras dimensões me dei conta que também sou osso com uma das mãos circulei a cavidade de meus olhos e me vi caveira. Uma caveira cheia de emoções, sonhos. Dores, ilusões mas um monte de ossos que respira tem uma cultura um modo de vida.

Que não sabe nada de suas vidas passadas que tem esta personalidade transitória que agora escreve por vaidades e por desejo de sua alma. Quando escrevemos ou fazemos arte tem de tudo misturado nosso ego. A busca da esencia. Nossas vaidades. Necessidade de ser reconhecido e aceito também de justificar uma existência.

Mas para que temos que justificar no fim para nós mesmos eu não verei meu enterro nem o que dirão de mim passará um tempo e minha passagem por aqui será esquecida então para que me preocupar com alguma coisa. Saramago estava vivo mas para mim no meu dia a dia não fazia a diferença. Para os próximos dele sim. Mas para mim só a obra dele era importante.

O que importa é obra para o outro. Para mim é a minha experiencia o meu prazer em escrever.

Findado este texto quem sabe virão outros. E ai o texto esta posto num blog num site. Talvez nunca ganhe as páginas de um livro ou jornal. Mas são suportes a personalidade de José Saramago foi a essência que compõem Saramago existe.

Então de nós só vale a essência. Esta que nos anima e nos faz viver minha personalidade que se chama segundo meu batismo de João Carlos Faria que no universo cultural leva a alcunha de Joca Faria um dia vai-se.

Que talvez nunca se conte-te em ser o que é. Que quer mudar a si mesmo por dentro e por fora. Eu sou fruto de minha época desta virada de seculo vinte para vinte um. Não escrevo a bico de pena, não uso máquina de datilografia e já quase não ouço rádio.

Isto tudo é passageiro menos tudo que já passei e passarei se passar pois estou de passagem. Temos que estar preparados para a morte já em vida.

Assim sempre lembraremos que tudo é transitório. E sabendo que tudo passa devemos nos distanciar do bem e do mal. Do certo ou do errado.

Sei que é quase impossível mas também tudo é possível. O escritor Saramago só se tornou o grande escritor que é já na maturidade.

Mas o que é relevante Os Beatles foram os Beatles na juventude. O tempo é uma invenção quando estivermos prontos estaremos.

Hoje ouvi Secos e Molhados em tempo cronológico já faz quase quarenta anos que gravaram. Mas para mim vale o hoje e hoje é atual.

Tudo vai, tudo vem e ai Vinícius tudo é uma grande onda?

Estou indo se os Deuses deixarem farei outros textos. Um beijo a humanidade que toda a humanidade seja feliz.

Palmas a José Saramago.





João Carlos Faria



Pasárgadas



Editora

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Joca Faria




O JOGO SUJO DAS ELITES MUNDIAIS





Se a sociedade é o reflexo de nosso mundo interno após ler um artigo sobre a Faixa de Gaza de

Heather Sharp descubro que estamos podres. E nem adianta propor um protesto junto a embaixada de Israel na cidade de São Paulo pois eu estaria gritando sozinho. Israel chora até hoje seus seis milhões de pessoas mortas durante a segunda guerra mundial. Mas Israel provavelmente encaminha a humanidade para uma terceira guerra mundial como pregam alguns profetas. Junto com os Franceses que querem proibir a burca. O ocidente quer e provoca várias guerras. Esta semana fiquei sabendo que uma empresa Francesa que criou um sistema de cartão para vender água na Africa do Sul e uma mulher ficou sem crédito para ter agua em casa. Nas favelas no Brasil as comunidades vivem a merce do trafico.

Quantos desempregados vivem nas grandes cidades do mundo. E nós aqui só assistindo estas mazelas sociais e queremos ter paz de espirito nunca teremos. O mundo vive em guerras silenciosas e estamos aqui dentro de nossas vidas normais as vezes com algum emprego que mantém um certo padrão de conforto as vezes na ilusão de que teremos alguma coisa. E sempre criticando Hugo Chaves, Evo Morales e até Lula que é forçado a ter acordos com o honesto partido da oligarquia brasileira chamado PMDB que agora pós até o vice presidente na chapa de Dilma Roussef. O Brasil está refém destes canalhas e fascistas. Como a família Sarney. O PT apoia a família Sarney no Maranhão. É obrigado a isto? Sim pois a sociedade civil no Brasil nunca se mobiliza sempre fica em silencio será que ela tem um quinhão deste jogo sujo. Talvez não tenha mas nossas classes médias não se organizam nunca. Ou não sabe ou carece de lideres e articuladores. Os novos meios de comunicação e os problemas de hoje vão além de países e fronteiras. Tá na hora de criarmos novas formas de luta politica de forma pacifica. Como foi o envio de ajuda humanitária a faixa de Gaza.

Temos que transformar a vontade de ódio e vingança em amor. Sei que não é fácil. Explodir embaixadas de Israel ou a sede mundial da empresa que explora a água na Africa do Sul não levaria a nada só aumentaria a violência. Devemos nos inspirar em Gandhi e descobrir outras estratégias.

No Brasil o sindicalismo morreu e a luta sindical também. Nas grandes cidades precisam se desenvolver novas formas de lutas politicas e sociais. O MST enquanto movimento é o único avanço mesmo tendo uma linha considerada radical. Partidos Políticos como PSOL e PSTU. Não consegue ter a simpatia da classe média brasileira seus discursos estão fora de moda e suas práticas não convencem. Não consigo enxergar na candidata do PV partido no qual estou filiado uma alternativa sempre soube dos movimentos internos de sua direção e a mim não convencem mais é uma pena. A dicidencia chamado Partido Livre foi cooptado pelo PT. Qualquer ação nova neste pais é sempre cooptada. É difícil achar soluções mas elas virão. O pais carece de novos lideranças por enquanto vou votar em Dilma Roussef. Mas acho que ao longo dos próximos oito anos deve haver mudanças o PT corre o risco de virar um PMDB. E isto seria um grande atraso para o Brasil.

Cabe a sociedade civil descobrir novas maneiras de organização. Falta um movimento urbano que busque a geração de renda nas grandes cidades. E seja desvinculado da vida partidária.

No Brasil a cooptação de novos lideres se dá de muitas maneiras. É a falta de homens e mulheres de fibra que não se entregue a sedução do demônio no caso o poder de modo fácil.

As organizações politicas precisam ser internacionais. O que afeta Gaza de uma maneira ou de outra nos afeta. Quem sabe acordamos deste nosso egoismo e vamos em frente as embaixadas de Israel fazer nossos pacíficos protestos.

Solução para tudo tem esta na união de forças que queiram a liberdade. Mas liberdade também é

sinônimo de equilíbrio econômico, social, religioso.

Nos seres humanos estamos doente e a cura é o amor. Como o apostolo Paulo fala em Corinthios 13.

Fé e importante mas que não seja cega. Poderia ter citado alguma frase do Alcorão mas sou ocidental e este livro nunca chegou as minhas mãos.

Devemos entender a cultura muçulmana e não repeli-la. Somos uma só humanidade e este excesso de consumo nos leva a guerras.

Se não há novos lideres sejamos nós. Eu você ou qualquer outra pessoa que também tenha fé em si mesma. Que a humanidade seja feliz.





João Carlos Faria



Pasárgadas



Editora

terça-feira, 15 de junho de 2010

Joca Faria






Terceiro setor micro empresários das mazelas sociais?







Indiferença nunca é o caminho a vida corre em passos largos. Feito um cavalo livre de cercas. E nós nos prendemos a cercas imaginárias? Que são as utopias? Mais quais utopias? Me vejo cair de um grande edifício. E não criei asas ? Irei me esborrachar ao chão. Sempre me vejo nú em sonhos e hoje finalmente me vesti? Ando assistindo a filmes Americanos na telinha mas os filmes Brasileiros para mim são exóticos. Sempre trazem uma novidade são dificies de digerir. O estado financiando o cinema nacional permite um montão de experimentações e arte é experimentação não se pode prender-se a formulas pré-fábrica das. Estou assistindo sempre o Canal Brasil da Rede Globo com uma programação que privilegia o fazer cinema. O nosso cinema na TV a cabo. Só falta um canal com filmes Europeus, Asiáticos consigo ver filmes destes países mas sem legenda. Mesmo assim se vê uma variedade da produção mundial estes dias vi um pedaço de um programa estilo Chaves numa TV Árabe. Só falta a TV Aljazira em Português falta uma fusão da TV com a internet. Tanta comunicação e não vemos surgir novos lideres revolucionários. Hoje fiz uma critica a Revista Caros Amigos a um amigo dono de uma banca de revista e chamou-me de vendido. Os donos de banca de revista são intelectuais natos. Sempre se tem um papo agradável e inteligente com estas figuras. Este amigo diz que deveria ter uns trinta Hugo Chaves na América Latina como um todo. Acho que tanto Lula como Chaves tem uma boa estratégia politica. Cada um a seu modo. E devem trocar figurinhas. É duro só falta seis meses para terminar o governo Lula e não vai tarde. Uma outra pessoa tem uma tese que Dilma se elegendo Lula virá Ministro das Relações Exteriores do próximo governo. É uma idéia boa para que uma figura carismática um grande líder que não tem um diploma universitário precisa- se aposentar. Nem eu quero vestir pijama. Ando fora de revoluções pois não vejo nenhuma acontecendo. A maioria do terceiro setor é uma maneira de terceirizar as atividades do setor público micro-empresários das mazelas sociais. Vi ontem um filme nacional com uma professora de balé que fazia um trabalho legal numa favela. Também vi a ausência do setor público na única ação pública um policial corrupto entregou um bandido ao seu rival. O filme desmitificou a mentira de que traficantes são bem feitores da comunidade. Marisa Orth fez uma atuação excepcionall bem longe de suas caracturas na tv. Ela no cinema tem feito vários filmes é uma grande atriz. Este filme ousou um pouco tentando ser também um musical. Precisamos de ousadias como esta e também de um cinema comercial que leve milhões ao cinema como é o caso das produções de Daniel Filho. Que sempre cria uma obra que traz o povo ao cinema. O governo no Brasil deveria investir na criação de polos de cinemas regionais como a Petrobras faz em Paulinia no Estado de São Paulo. Sem uma interferência do Estado não há cinema. E questão de estratégia nacional. Ter uma industria cinematográfica forte com produção e distribuição. Cultura não é perfumaria. Sabemos mais da vida norte Amercana do que da nossa.

E isto nos torna pobres de espíritos só vejo o Brasileiro ter um afã nacionalista durante a copa e isto não me fascina. Temos uma história de conflitos que tiro por base na leitura de Grande Sertão Veredas de João Guimarães Rosa que ando lendo recentemente vi uma palestra sobre Padre Cicero que é uma figura histórica que nunca dei uma atenção mas foi um grande líder politico uma historia desta precisa ser filmada por vários diretores. Estes homens e mulheres que fazem e fizeram nossa historia mostra que o Brasil foi forjado a ferro e fogo e não somos tão ovelhas ou gado como parece. Por isto cultura não é nunca foi perfumaria.

Por isto precisamos de arte e cultura tanto como educação. E estamos ai miremos em personagens como Padre Cicero que aos quarenta e cinco anos deixou de ser um padre de aldeia para virar um líder um novo Jesus Cristo para o povo brasileiro graças as visões de uma beata.

A vida da muitas voltas e sempre devemos estar preparados para estas voltas. A vida é passageira ou teremos uma vida comum bem sem graça ou nos entregamos a ela e teremos uma grande Odisseia.

Indiferença nunca é o caminho a vida corre em passos largos. Vamos arrebentar nossas cercas imaginárias? Ou iremos acreditar nelas?



João Carlos Faria



Pasárgadas



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