sexta-feira, 27 de junho de 2008

Em Marcha...


Da forma palaciana sou paisano
Em meio à marcha fúnebre do servil
Sem servir de nada olhar do pano
No tom verde da esperança senil

Da fome amarela ganho bolsa
Em descaso caso da impaciência
Na caridade posta e insulsa
Do azul desbotado na dormência

Sem ter do berço em reza de terço
Na fé perdida do peito abatido
Em passos truncados no desmereço

Com o olhar cabisbaixo do ser manco
Visto o nu do verbo desmerecido
No real da Pátria, em preto no branco

Levanto da voz e falo na urna!

Ramoore

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