quinta-feira, 31 de julho de 2008

AVENIDA JAMIL SNEGE

Avenida Jamil Snege
Não é uma via qualquer no devir de Curitiba
Mas um espiritual espaço cênico dentro de nossas sandálias de saudades
(Ele deve estar cerrindo da gente
Sobre um farol esquinal sempre vermelho-coisa
Num turbilhão de nuvens como se leitoas brancas
No tabuleiro em hélio de um céu meio sépia
Sobre o macadame da terra tipo hidrogênio-pitanga)

Avenida Jamil Snege
Poderia parecer humor de polaco anjo maluco
Mas é um horizonte cor de rosa-chá
E sobre uma bananeira que já deu goiaba o turco escreve
Salmos em rimas quânticas
Todos numerados de A a Z
Muito além das ficções com laços de ternura nas doces memórias.

Avenida Jamil Snege
Entre jardins e tempestades o viajador paranaense olha
Os picumãs das tardes friorentas do Paraná
Porque as nuvens entre coxas brancas de crepúsculos amanteigados
Pitam as chaminés ribeirinhas de pés-vermelhos entre urtigas
Cheirando jabuticabas brancas

Avenida Jamil Snege
Para quem só acreditava vendo, ele agora impertinente lê muito
Lê os manuscritos cósmicos além de Pasárgada ou Shangri-lá
Lê atiçado entre os braços de palhas das auroras
Lê os sótãos de trastes velhos de um Deus com solidão infinita
Sempre com saudades dos bolinhos de piruás
Saudades dos papos afiados dos amigos notívagos da boca maldita
Entre colchas de retalhos celestes revê urbanidades abaixo da seda-luz
Com reviçadas memórias saradinhas feito guloseimas verbais em volúpias telúricas.

Avenida Jamil Snege
É quase um bom bocado, um suspiro, um rocambole, um documento letral
Na galeria nobre da saudade muito além dos núcleos humanos
Talvez um reconhecimento de honra e paz nos píncaros da glória
Enquanto Jamil Snege ri gostoso e trancham com seu novo pijama de estrelas
Quase que maroteando de nosotros pobres mortais comuns
Que ainda nos reinamos atiçados em bem bebemorá-lo
Porque ainda nos restamos algo humanos entre etiquetas e rapsódias
Muito além das periferias descalças com humildes figuras em bisotê
De uma Curitiba que amanhece verde
Porque as gralhas azuis semeiam saudades e lágrimas entre pinheiros.
-0-
Silas Correa Leite
(Sampa Beirando Agosto 2008)

31 de Julho de 2008 07:08

quarta-feira, 30 de julho de 2008

Diógenes e a sua saga a procura de um estadista....



Olhar para os lados talvez seja uma forma subversiva de encontrarmos o centro do mundo, ou simplesmente, o brilho de uma estrela solitária, mas sorridente.

Reginaldo Poeta Gomes


Joca Faria

Como canta Gilberto Gil se quiser falar com Deus entre em si mesmo... E esta frase de Reginaldo Poeta Gomes diz muito sobre tudo em poucas linhas e eu aqui que estava me sentindo um idiota sonhador. Mas onde estão as estrelas... Procuremos sempre e encontraremos... Viver a sós quem realmente anda sozinho... Não meu caro Wallace POUSSO a verdade pode estar mais dentro do que imaginamos... Junto de nós com os amigos virtuais e reais nesta tarde tentando abaixar o Ubuntu falei com Josias Franklin Maciel
Com Ricardo Faria e outras almas perdidas por este planeta já é fim de noite estou aqui de volta a TV ligada num programa na cultura já voltei de um curso de filosofia fui ao Shopping ler as desventuras de Paulo Coelho em busca de ser Best seller ,mas quanto tudo isto custa, será realmente que vale a pena estes sucessos?
Desligo a TV para me concentrar neste texto todo tó fora e o Ricardo acha que fumo alguma coisa nunca fumei to é pensando e sofrendo minhas dores humanas. Tão necessária a humanidade.
Fui ao shopping sem dinheiro que delicia olhar e não consumir tenho medo de gastar. Sinto-me superficial.. Então ás vezes ando sem nada no bolso além de passes escolares passei um carão no ônibus hoje a tarde pediu-me a carteirinha e eu não tinha. Bela experiência inicial com a nova empresa de ônibus ser honesto não tem preço de agora em diante ando a pé , mas não uso mais passe escolar é claro depois que acabar o que comprei.Agora vai ser um suador para esta empresa mudar o hábito do passe escolar que o povão por necessidade adota. Cadê as lideranças políticas para brigarem por um preço justo do transporte coletivo nesta cidade e nos pais como um todo.
Estão gastando uma fabula nas eleições municipais vendendo um peixe podre ao povo.
Neste pais não há lideres de verdade só uns vendilhões do templo da política...
Prefiro os poetas eles percebem que os rios estão mortos, o pássaro na rua e as crianças brincando enquanto os políticos tramam em suas doentias cabeças novas armações contra os adversários.
Em pensar que vivemos numa região que teve homens como Monteiro Lobato e Cassiano Ricardo.
É vou-me indo preciso dormir amanhã é outro dia e quem sabe nossa consciência desperte e façamos algo bom de verdade sem querer nada em troca.
E Diógenes com sua lanterna anda pelo Brasil a procura de um estadista de verdade.


João Carlos Faria

Mensagem # 1

Video de Paulo R.C. Barros
Conto de Rynaldo Papoy



YNVARNEK - Os humanos não entendem o significado da mensagem de nossos ancestrais bem como não entendemos o porquê de terem escolhido a Terra, tão distante de nosso lar.
HUTERAB -- Eu o acompanho, Ynvarnek, em busca de uma resposta para este sentimento que há dentro de mim.
7.¨+++/JHK -- weewemdivj djdfkjkdsjfj dfdeeremfdi.
YNVARNEK -- Eu sei, meu amigo, você seria capaz de explicar aos humanos, mas eles não acreditariam em você.
HUTERAB -- A nave de nêutrons está pronta.
7.¨+++/JHK, já deveria estar em seu posto.
YNVARNEK -- Huterab, será que eles vão voltar?
HUTERAB -- Os ancestrais? Eles estão em algum lugar, como também um dia estaremos. Todos que atingem a idade de Gramahab atingem a dimensão fractual, onde não existe o tempo.
7.¨+++/JHK -- jffjkjsdjfjdfj ieiiiiiviv wqfkdfkdkkkkkld.
YNVARNEK -- Não, amigo. Neutrônicos não podem atingir a dimensão fractual. Seus companheiros que tentaram desmaterializaram-se.
HUTERAB -- Ynvarnek...
YNVARNEK -- Guarde suas palavras quando estiver certa delas.
HUTERAB -- Você é insensível.
7.¨+++/JHK -- mmmmmmmmmkfjsdfiuidfuk dfjsdjdferefi?
HUTERAB -- Sim, pode acionar o propulsor, já copiei a mensagem.

terça-feira, 29 de julho de 2008

Gaia

Literatura, filosofia e arte


Convida

Venha participar de um Bate Papo

Com

Joca Faria


Tema

Para que serve a escrita hoje?

Dia 9 de Agosto de 2008

As 11 horas

Espaço Mário Covas

Prédio da antiga Câmara Municipal

Praça Afonso Pena 29 Centro

São José dos Campos SP

http://artegaia.blogspot.com/
Tapinha nos costas

Joca Faria


As cidades estão em festa é eleição uma grande festa da democracia muita gente trabalhando candidatos, partidos políticos , militantes e cabos eleitorais.
O eleitor ainda desatento claro né uma boa maioria cuida de seus afazeres outros começam a se ligar em breve as olimpíadas e ai só depois delas começa para valer com o horário eleitoral.
Alguns articulistas que surgem do nada tentam denegrir os trabalhos de governos atuais nunca vi num debate algum candidato falar que um governo acerta, mas nunca propõem algo novo.
O que é sempre patente é uma turma querendo o emprego da outra turma e nunca nada de concurso público ou valorização do quadro de funcionários de carreira da cidade nenhum incentivo de cursos e faculdades aos funcionários sempre levando a fama pelo mal atendimento. E sempre a terceirização , estagiários e por ai vai tem sempre as frentes de trabalho.
Candidatos prometendo empregos para o povo, transporte melhor passa-se a eleição a passagem sobe.
Nos comitês de candidatos vitoriosos começam a brigar pela melhor boca o prefeito nomeia cargos indicados pelos vereadores até da oposição tapinhas no ombro e o discurso da coalizaçao. E a periferia sempre periferia os centros degradados e os espigões crescendo.
E o povo ouvindo os radialistas mentirosos que não podem anunciar a prefeitura.
E agora batem para ter audiência. Depois é tapinha nas costas...
E a saúde vai mal, as clinicas psicológicas das cidades só aumentam. Carros e mais carros enche as ruas nada de ciclovias, nada de cooperativas nada de proteção ao meio ambiente.
Epa esta descrição para ser São José dos Campos que coisa né.
E DEPOIS TAPINHAS NAS COSTAS....


João Carlos Faria

Gaia

Literatura, filosofia e arte

domingo, 27 de julho de 2008

Fala Cidadão


Joca Faria


Nosso Valeparaibano ta contribuindo muito para o desenvolvimento da democracia na cidade e no pais com seus blogs muito bem usado pelos leitores.
Este blog de perguntas de cidadãos a candidatos a prefeito é uma grande painel de levantamento de problemas e soluções para as cidades.
Sobre a pergunta do o que fazer com o Morro do Regação antiga Vila Nova Tatetuba porque a prefeitura na época não desapropriou aquela área. Dizer que ela é particular não exime os candidatos numa cidade que compra caríssimos imóveis a todo o momento.
E o Pinheirinho quem vai solucionar o problema daquele povo, se as pessoas topam invadir um terreno é que não tem outra opção digna de moradia.
Uma das perguntas e sobre um senhor que está há nove anos desempregado que cidade é esta que diz ser humana e deixa seus trabalhadores marginalizados?
Porque não se investe em incubadoras de cooperativas para gerar emprego a todos porque não se tem parcerias com o INPE, ITA e USP para se desenvolver tecnologias sociais nesta cidade e pais.
Que prefeitura é esta que não busca parcerias com o governo federal? Os recursos estão em Brasília e é nosso o dinheiro.
A saúde esta sendo privatizadas as unidades de saúde mental como o do Monte Castelo está sendo desestruturada e abre-se licitação para ONGS.
O atendimento nestas unidades é humano e porque a atual administração insiste em mudar algo que funciona.
Estas eleições servem para se gerar um grande debate para se criar uma nova São José dos Campos e nós que a amamos estamos ai para contribuir com seu presente e futuro.
Parabéns São José dos Campos.

João Carlos Faria

Gaia

Literatura, filosofia e arte.

sábado, 26 de julho de 2008

Gaia

Joca Faria


Sol na claridade desta nossa São José dos Campos que ainda é criança como nós não podemos perder a criança que está dentro de nós, nem a adolescência temos que ser adultos sensíveis e ousados construir o novo... Pois tudo é sempre novo para quem sempre olha tudo como se fosse novidade... Sou um homem , mas sou o jovem a criança e o adolescente dentro de mim mesmo...Sou o masculino e o feminino sou quem busca o equilíbrio entre estas energias que emanam dentro de mim...Sou a metamorfose que como borboleta passeia por esta nossa cidade.
Quem dera um dia navegar por todo este planeta Terra que chamo de mãe Gaia.
Quero voltar a Shambala quero novamente sentir seu cheiro, suas cores e seus suores... Quero rever aquele profético dragão nos seus...ver o profeta Gentileza lá sorridente a caminho de outra vida neste plano físico...
Quero adentrar ao Portal do Banhado e me transportar através dos séculos e visitar tri bus indígenas... Reencontrar os antigos Deuses AGORA desconhecidos... Quero falar com os espíritos da água e descobrir a cura de nosso egoísmo...
Quero a salvação do Córrego Cambuí para que jovens voltem a nadar e navegar em suas águas....
Quero a nossa redenção a mãe natureza que o espírito da floresta volte e mostre-nos a solução para os danos que nosso ego egoísta causa...
Que as flores nasçam , como aquele resistente pé de tomate numa calçada perto de nosso Mercado Municipal...sejamos mulheres e homens de verdade...que os espíritos de Fernando Pessoa, Wiliam Blake nos digam os caminhos a seguir...
São José de Encantos, São José de Amores.... Que o ser humano se descubra humano na humanidade do Profeta Gentileza....
Diogenes com sua lanterna passeia por São José dos Campos com sua lanterna a procura de homens de verdade.... estamos presos dentro de uma caverna?

João Carlos Faria

Gaia

Literatura, filosofia e arte....

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Sou usuário do transporte coletivo e toda vez que vou a região sul é um sufoco não tem onibus é só de hora em hora o mesmo se dá para ir a Univap ou ao Shoping Colinas já passou PT e não resolveu, já passou PSDB e não resolveu com exeção do Gradela nunca vi um politico joseense andar de onibus nunca vi algum politico no pronto socorro da vila industrial.
Como estas figuras vão resolver problemas que não conhecem de perto.
Acredito que se tem que sentir na pele o problema para ser resolvido.Esta passagem de 2,10 é alta porque não tem subsidio e ela vai a mais de 3 reais depois que passar a eleição ontem me decepicionei com a Amélia Naomi dano premio para a filia do Gargione..
aqui é tudo manipulado mas como temos que escolher um dos 3 voto em Carlinhos e para vereador no Willis.
E partido fico neste partido de gente alienada Gabeira é teorico mas pegou em armas e fez sequestros, José Dirceu e um babaca mas construi um grande partido ele é da geração 60...Paulo Coelho é da geração 60 e é um dos maiores best selers.
Precisamos de ação quem é homem ou mulher aqui para me acompanhar numa ação em defesa do corrego Cambui que passa na Vila Industrial em baixo do Carrefur?
Todos vemos corrupção e degradação ambiental e ficamos quietos o tempo todo. Se o psdb esta ai mandando e desmandado é porque não sabemos nos articular esta cidade precisa de gente séria e competente.
Por isso votem em Willis e Carlinhos de Almeida vamos fazer uma bancada de gente honesta.
Vamos brigar para baratiar o onibús para ter emprego para todo mundo e os aposentados trabalhando na GM e ningúem fala nada.
E o povo sendo tirado do banhado em nome dos falsos ecologista para parar numa periferia qualquer.
Criemos vergonha na cara denunciemos estas coisas.Sorrizinho e tapa no ombro não me ilude mais.
Vamos exigir de Carlinhos e Willis que se comprometam a lutar contra o empreguismo.
Contra caixinhas de 50 mil da sabesp neste pais não há mais homens?


João Carlos Faria


Fui criticado num poema, mas eu escrevo é a unica coisa que um cidadão normal pode fazer é escrever e votar. E participar de Partidos

--- Em sex, 25/7/08, Paulo Gomes(PV) escreveu:

De: Paulo Gomes(PV)
Assunto: [campanhaverde2008] Ônibus novos.
Para: campanhaverde2008@yahoogrupos.com.br
Data: Sexta-feira, 25 de Julho de 2008, 8:20

Bom dia, amigos Verdes.



Gostaria de lembrar os amigos Verdes que o problema em São José nunca foi ônibus velho ou novo, e sim a qualidade do atendimento das empresas que operam, isso inclui, falta de ônibus, falta de horários adequados para cada região, constantes atrasos no ponto de ônibus e etc...

Portanto muito cuidado com está certeza que agora e daqui em diante o transporte vai melhorar,e passar isso pra população, o que vai fazer o transporte melhorar não vai ser os ônibus novos, e sim uma efetiva fiscalização e organização da Secretária de Transportes em relação ao sistema.

Senão meus amigos, daqui a pouco vão dizer:

“Ônibus novo, problema velho!”. Já tem gente dizendo..... .....



Paulo Gomes

quinta-feira, 24 de julho de 2008

O PODER DO INDIVIDUALISMO



Ser e viver a moda nos condiciona o tempo todo?
Quem somos nos?
Vivemos em prisões comportamentais, padrões construídos.
Podemos desconstruir.
Será que realmente ao longo da vida nos tornarmos nós mesmos ou somos
caricaturas sociais?
Revelarmos por inteiro.
Expôr realmente nossa opinião.
Criar nossa própria moda.
uma real arte nova.
Uma nova maneira de economia, buscar uma nova democracia, isto é
possível ?
A religião, seja ela qual for, nos condiciona o estado.
Nos doutrina e a mídia cria os padrões ditos corretos.
Somos escravos da mídia, escravos das formas econômicas dependentes da
religião, da escola, do estado.
Quando conseguiremos realmente construir uma sociedade Libertaria?
Longe de prisões e neuroses, onde a geração 60 falhou.
Ali podia ter começado algo novo e se perderam.
Deixando-nos os medíocres anos 80 e 90.
Qual é o real papel transformador da internet?
No que ela influencia para uma economia democrática e saudável?
Ccontinuaremos escravos do consumo, do modo de vida dos shopping
centers.
A violência das grandes cidades nos proíbe estar nas praças, nos
parques.
O estado está e falido assim privatizando os espaços que seriam
realmente públicos.
Gerando medo e apatia política, somos uma sociedade pós-ideológica.
O dinheiro e o poder individual se sobrepõem ao coletivo.
Qualquer boa intenção para se construir um movimento coletivo é barrado
por práticas culturais individualistas.
Como podemos transformar tudo isso e aprender a construir uma
civilização verdadeira e humana?
Não tenho resposta só tenho perguntas.
Tento a todo tempo me descontaminar desta hipocrisia e parece-me que
ficamos cada vez mais contaminados de toda esta sujeira. Que nosso modo
de vida atual.
Uma grande teia em que somos apanhados como insetos e devorados por nos
mesmos.
Enquanto humanidade precisamos enxergar a luz fora desta caverna.
Quem já saiu fora deste buraco negro, no qual nos encontramos?
Não há resposta somente perguntas.
Somente desejo de se libertar destas algemas de ignorância e medo.
Quem sabe um dia descobriremos o fio que nos levará para fora deste
labirinto de ignorância e veremos a luz.



Joca Faria
Olá Joca,

Seu texto é inspirador.

Modestamente, gostaria de responder algumas das suas perguntas:



Só vive em prisões comportamentais quem gosta de viver nelas.

Uma nova maneira de economia? Leia sobre economia,estude, existem muitos sistemas econômicos. É só escolher. Aí então,se quiser,invente um novo.



Não existe “nova” Democracia! Democracia é uma só, é Democracia. Se mexer nela não é mais Democracia, falou?



Mídia não cria padrões, mídia detecta o que está acontecendo e divulga. Mídia é a voz das ruas, é o reflexo de uma sociedade, ela não cria a sociedade.



O que vêm a ser uma sociedade Libertária? Talvez uma sociedade livre de regras? Isto seria o caos, concorda?



Religião, Escola e Estado, num país democrático somos nós que escolhemos. Portanto não podemos ser escravos de alguma coisa que nós escolhemos (a não ser o amor).



Quanto à geração 60, você tem toda razão! Porque se perderam? Porque eram jovens e sonhadores. Depois cresceram.



O real papel transformador da internet é espalhar informação para quem tiver interesse. Isso nunca existiu na história da humanidade: informação disponível. Internet não é uma “Entidade”, não é um “Big Brother” (de H.J. Wells, não o da Globo).

É informação pura. Ela está à disposição, ela não transforma nada. Quem transforma somos nós.



As algemas de ignorância e medo só podem ser cortadas com muita leitura e conhecimento. E este também é livre e está à nossa disposição.

Sugiro que leia, muito. Os clássicos, literatura de qualidade de todo o mundo, estude filosofia, antropologia, sociologia, economia, psicologia, todas ciências que nos ajudam a nos conhecer melhor.



Quem sabe um dia você perceba um pouco mais do que vai acontecendo com a nossa querida humanidade. Querida porque é a que temos no momento, e, se você leu e estudou bastante, vai verificar que com todos os seus defeitos é a melhor de todas as que conseguimos rastrear e conhecer até agora.



Um grande abraço solidário

Nicky
http://artegaia.blogspot.com/

Efeito Carpinejar


Joca Faria


Ontem assisti o show performance palestra de Fabrício Carpnejar não é que o cara enquanto pessoa e talentoso mesmo...Adorei um sujeito estranho como ele bem irreverente. Com uma performance de arrasar quarteirão nada igual aos bate papos e palestras que assisti...Nada daquela coisa cerebral tudo na devida desordem natural das coisas um humor inteligente o cara é um Chacrinha dos escritores. Bem animado digno
de ganhar um programa numa TV pública...
Deu um show como intérprete adorei a figura humana até decorou meu nome... é aquelas unhas pintadas e peruca é o prenuncio do fim do típico macho gaucho?
Gente o FABRICIO é metrasexual será que ele sabe disto e sob o efeito Carpnejar hoje pintei o cabelo de roxo, fiz as unhas com cores vibrantes, comprei talco para o pé e vou comprar creme para o corpo ai quem sabe arrumo outra namorada...e continuo a afirmar apesar das dúvidas espalhadas pelos opositores sou homem com H...
E fora a bela saia colorida que a Dona Rosa fez para mim... O Fabrício também é serio e falou destas bobagens dos poetas criarem textos de metalinguagem. O cara é defensor da família uma causa que aderi aos poucos. Sempre fui um canceriano rebelde né...
Ontem estava lá parte da Trupe Reginaldo Poeta Gomes, Zenilda Lua que estão fazendo um namoro de parcerias com este agitador cultural...
Harley Campos e suas muletas, Nélio e sua revolta até a Eliza Bethe Souza eo Franklin Maciel esquecendo um pouco da bitolagem com a política.
É gente parabéns ao nosso SESC até hoje nosso verdadeiro ministério da cultura...
E vamos em frente se deu um bom debate depois pena que faltou os come e bebes...mas fica para o próximo.
O Fabrício faz parte de um clube paulista de novos escritores eles trocam elogios entre eles o tempo todos os caras são bons de marketing estão muito certos....e viva nossos novos nomes alguns ficam outros não só o tempo dirá e quero é ser o novo Paulo Coelho só falta alguma coisa como tino comercial e talento...
Mas vou chegar lá já chamei o Edu Pane para fazermos uma longa metragem e chamei o Franklin para participar na elaboração do roteiro...
Eu e que não vou ficar dando milhos aos pombos vou é armar este circo. E vivo Willis e Carlinhos que são os meus candidatos.
Mas vou encerrando , pois estou elaborando meu segundo livro...E preciso aprender a fazer ficção também pois é gente tem filme do Zé do Caixão estreando e o arquivo X e
Não esqueçam os Mutantes Caminhos do Coração...
Beijos a todos que amam a liberdade....

João Carlos Faria

Gaia

Literatura, filosofia e arte


http://artegaia.blogspot.com/

quarta-feira, 23 de julho de 2008

A era viciada a era digital e seus problemas inexistentes...


Joca Faria


O tempo é que nos falta e a vaidade é muita. A tarde se encerra a noite começa a chegar, faz tempo que não escrevo...Filosofar o que nestes dias de calor em pleno inverno...a cabeça dói...o corpo cansado e a ausência de chuva...Estamos todos aqui presos ao Orkut a Yahoo quando elas falham ficamos agitados e nervosos e quando nossos computadores quebram a banda larga quebra para que tanta tecnologia se ainda ficamos cada vez mais neuróticos, moro numa avenida e acreditem acho que sou acostumado
com o barulho.
E tal da Microsoft que controla nossos micros pagamos tantos micos. Ontem não resisti e fiz uma limpeza de pele gente como isto é bom sabem que as mulheres estão corretas em suas vaidades, acho que vou aos poucos ser um metra sexual...Não ia escrever mas comprei uma saia nova mandei fazer foi a Dona Rosa uma artista de mão cheia que fez a mulher escreve, compõe,interpreta e artista muito talentosa e eu como canceriano acho que só sei escrever. Nunca desenvolvi nenhum talento manual...quem sabe um dia me descubra nestas áreas. Pois é Wagner Moloch hoje está um dia muito quente... Ainda bem que daqui a pouco vou numa palestra do Fabrício Capnejar sabem não resisti e tirei o short estou pelado da cintura para baixo não posso por uma câmera aqui se não seria exibicionismo e este ego tenho aos montes... Mais a minha coleção de calcinhas é gente hoje comprei uma muito bonita lá na CIA e agora eu falo para as vendedoras o cara babaca...acho que preciso falar com uma psicóloga...que sejam vocês né leitores anônimos.
Mandem seus pontos de vista e só recebo a vista...há... há ...há...
To tentando por um Linux no meu computador também para dividir não agüento mais perder material tenho que fazer estal de bekap...
É a gente fica neurótico atoa...preciso arrumar uma maneira de ganhar algumas moedas pois dinheiro sempre falta e a vaidade custa caro, se bem que tratar nosso veiculo carnal bem faz parte da vida...
To encerrando não to tendo paciência para escrever sobre política prefiro o blog fale eleitor do Vale paraibano.

João Carlos Faria

Gaia

Literatura, filosofia e arte....

terça-feira, 22 de julho de 2008



Fabricio Carpnejar
O SESC - Serviço Social do Comércio convida para a performance:


VIZINHANÇAS RUIDOSAS
Meus outros bem melhores do que eu
Com Fabrício Carpinejar

Poeta, cronista, jornalista e professor, Carpinejar fará interpretação de crônicas e poemas seus e de outros autores, com a discussão de suas predileções literárias e apresentação da sua estética “Conficções: confissões inventadas”. O encontro integra o projeto Circular Clandestino, desenvolvido pelo SESC São José dos Campos para estimular a troca individual de livros com os objetivos de discutir a circulação de obras literárias e estabelecer uma rede entre leitores de diferentes ambientes da cidade.

Fabrício Carpinejar, 35 anos, é mestre em Literatura Brasileira pela UFRGS e vem sendo aclamado por escritores do porte de Carlos Heitor Cony, Millôr Fernandes, Ignácio de Loyola Brandão e Antonio Skármeta como um dos principais nomes da poesia contemporânea. É autor de onze livros, oito de poesia, entre eles “As Solas do Sol”, “Como no céu/Livro de visitas”, “Cinco Marias” e “Meu filho, minha filha”, todos pela Editora Bertrand Brasil. Reúne suas crônicas no blog fabriciocarpinejar.blogger.com.br.

Dia 23, quarta, às 20h.
Grátis. No SESC.
Recomendação etária: livre.

SESC - Rua Cel José Monteiro, 275, centro. 3904-2000

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Poesia no prato....2 a nova missão...

Aos velhos e novos amigos...



Joca Faria


Acabei de sair do Sarau Poesia no Prato que banho de humanidade, longe desta virtual solidão estávamos-nos em festa comendo e bebendo a alma.
Agora estou tentando editar um clipe com a música Inevitável Céu de Léo Mandi dá um trabalho legal . Mas no fim tudo da certo mesmo quando errado...Estava lendo a biografia do Paulo Coelho num shoping muito bem escrita por Fernando Moraes...
Tudo é um grande processo não se chega a lugar nenhum sem se trabalhar muito, tó aprendendo a lidar com o computador doméstico vira um touro a se domar..Se não aprender a máquina te devora ...
Tenho também que aprender a meditar silenciar o touro chamado mente...nunca vi uma festa assim...adorei ...o povo é bem sossegado diferente da minha antiga turma, por falar o poeta Dailor Varela quer de novo o povo na Praça Afonso Pena? Mas será que dá caudo? Segundo o Solfidone quem decide eo universo? To com uma saudade daquele baixinho chato, mas cada um é cada um eos macacos quebrando os galhos... Esta é a nossa cidade...tanta gente interessante num grande cidade industrial...é só procurar...mas ás vezes e quase sempre quero estar na Mantiqueira...
Ou aqui em silencio criando um texto, não me preocupa mais com a forma, chegam de rimas versos o que importa é o todo... o conteúdo palavra tão em voga e nos cada vez mais vazios...onde está nossa humanidade?
Tantas pombas no parque tanta poesia no prato... e tantas dificuldades em nosso dia a dia mas o que seria de nos se não fosse as dificuldades e a doce rotina sempre queremos ser diferentes e sempre iguais...e viva o Moraes viva...
Passei no Chopin hoje lendo muito aquela citada biografia não tenho nem um precoce ito quanto a besta seller tudo é útil ? Lendo a vida de outros as vezes não repetimos os mesmos erros...
Temos que nos ver nos outros o melhor e não o pior circulei anos com gente que só vê defeito nos outros gente assim nunca vai para frente o lance sempre e perdoar as nossas falhas e a dó próximo...
Pois é deixo aqui a pergunta é bom retomar a filosofia na Praça Afonso Pena ao vivo e acores longe das telas dos computadores estou ai disposto e aberto ao novo...Que venha o novo....

João Carlos Faria
Crítica de Filme – Batman o cavaleiro das Trevas

*Franklin Maciel



Não tenho hábito de escrever sobre filmes, apesar da enorme influência que os mesmos tem em minha formação, mas não consegui resistir à escrever algumas linhas sobre o novo filme do Batman (Dark Knight) O cavaleiro das Trevas.



Como sei que muitos já escreveram e ainda escreverão sobre a parte técnica do filme com muito mais propriedade que eu, me permito dar minha opinião sobre a parte psicológica e sociológica do filme, na minha opinião, o grande acerto e diferencial deste filme, que o torna muito acima da média do que temos visto, principalmente em relação à filmes de herói cujos roteiros em geral são previsíveis.



Através do personagem do Coringa, “mediunicamente” incorporado no ator Heath Ledger, e todos os desdobramentos que suas ações desencadeiam nos demais personagens e em toda a sociedade de Gotham, trazendo a superfície o real caráter individual e coletivo de cada um, podemos observar até que ponto, a nossa sociedade vem sendo pervertida e submetida por uma ideologia dominante que impõe através de mecanismos de cultura de massa, manipulação da verdade, repressão e intimidação sua forma de ser e de existir, impondo massivamente sua verdade torta e única, a verdade do capital, onde qualquer outra forma de pensar e existir, já é fadada ao fracasso antes mesmo de ser tentada, e como essa “sociedade capital do possível” é frágil, desmoronando à qualquer contestação mais forte.



Estão lá todos os valores atuais que defendemos: o dinheiro, as posições sociais, a ética capitalista, os jogos de interesse, o individualismo, a mídia e o espetáculo, a família, a corrupção, às jurisprudências (Que o diga o Daniel Dantas e o Gilmar Mendes) que vivem sob uma dinâmica de funcionamento onde todo mundo tem um preço, do cada um por si, e que são surpreendidas por um louco (ou será um gênio excêntrico) para quem esses valores todos não tem valor algum.



Como corromper alguém que ateia fogo em uma montanha de dinheiro? Como parar alguém para o qual os nossos títulos, diplomas e distintivos não tem valor algum? Como aterrorizar alguém que não tem medo? O medo do desemprego, da desaprovação, da lei, do ridículo... O desrespeito explícito do Coringa à todas as nossas leis, normas, condutas e códigos que tantos quebram pela certeza da impunidade, mas fingem respeitar, coloca toda a sociedade num clima de incerteza e caos, e, no caos, o instinto coletivo de sobrevivência fala mais alto, onde o cidadão comum, abre mão de sua aura de civilizado e trai à tudo e a todos em nome da barbárie.



Isso fica claro diante da mudança de postura da população ante seus heróis, entregando-os de bandeja para se verem livres de um problema, tentando linchar um homem para defender um hospital, atendendo todos os caprichos do “louco” Coringa, afim de resolver, pelo menos momentaneamente seus problemas, delegando-os aos outros.



Esse comportamento de falta de comprometimento social e coletivo, numa radicalização do individualismo, é fruto de uma sociedade que estimula a competição (desleal ou não, o que importa é ganhar e quanto você tem no bolso), a propriedade e a exploração.



O mais engraçado disso tudo é que, justamente o fato de se isolar cada vez mais de suas raízes sociais e coletivas, abrindo mão daquilo que acreditam e que os faz humanos, aceitando o inaceitável apenas pelo receio de se expor e se submetendo à intimidação (afinal, que outro argumento justifica tantos e tantos governos de direita pseudo competentes manterem-se no poder senão o medo e a perseguição que impõem) é que torna as pessoas cada vez mais vulneráveis, pois a medida que se curvam às ameaças de leis e situações injustas, mais em mais essas mesmas leis e situações se aproximam do dia da qual não mais precisarão sequer da sua omissão, sendo elas próprias, o prato do dia, assim como o fizeram inicialmente com seus heróis.



E este dilema também persegue os heróis, que são sempre corroídos por dúvidas perante suas escolhas, se seria melhor desistir e se entregar a mediocridade comum) por intuírem que seus esforços serão inúteis e que o mundo, a contrário do dito popular, não é dos fortes, mas dos fracos corporativados, assim, o destino de todo Jesus, é sempre a cruz.



E é nessa dúvida, nessa encruzilhada muito bem resumida nas reflexões dos personagens de Harvey Dent e do Coringa: “Ou você morre herói ou vive o bastante para se tornar vilão” e “Os homens são tão bons quanto o mundo permite” que aqueles que se aventuram à negar o statu quo, terão de trilhar, abrindo mão de seu conforto, de suas condições e posições, e amiúde de uma ética institucionalizada em convenções e leis, para galgar a construção de uma sociedade onde todos possam ter oportunidades, mesmo que, ao final, este mesmos pelo qual dedicou a vida, sejam os primeiros à mandá-los à fogueira.



Por esses e outros, Batman – O cavaleiro das Trevas é imperdível, mas se você quiser somente ver explosões, perseguições alucinantes e efeitos especiais espetaculares, não tenha medo, seu ingresso também terá sido bem pago, afinal, como diria o Coringa: -“ Por que tão sério?”



Franklin Maciel

sábado, 19 de julho de 2008

Sem banda larga nao ha' internet de fato e as "teles" ganharam o mon
Enviado por: "Egeu Laus" egeulaus@terra.com.br egeu_laus
Sex, 18 de Jul de 2008 10:38 am
13.04.2008
Governo troca política de inclusão digital ampla por banda larga nas
escolas


No dia 7 de abril foi publicado no Diário Oficial da União o Decreto
Presidencial 6424 que determina uma mudança nos contratos de concessão
com as operadoras do Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC):
Telefonica, Oi e Brasil Telecom.

Os contratos, assinados em 2005, obrigavam que as empresas instalassem
Postos de Serviço Telefônico (PSTs) em cada cidade brasileira. Menos
de três anos depois, chegou-se à conclusão que aquelas obrigações
estavam erradas e o próprio governo sugeriu a mudança, sem contudo
assumir publicamente o equívoco cometido em 2005.

Pelas novas regras, acordadas com as operadoras, estas deixam de estar
obrigadas a instalar os PSTs (exceto no caso de cooperativas rurais),
mas passam a ter que colocar seus backhauls em todas as sedes
municipais brasileiras.

Se a banda larga pudesse ser comparada com árvores, os backbones que
as operadoras possuem seriam os troncos, o backhaul os galhos e cada
cidade brasileira uma folha. Sem o backhaul, não é possível levar a
seiva que vem do tronco para cada folha. Ou seja, o backhaul interliga
o backbone da operadora às cidades. No Brasil, mais de 2000 municípios
não têm backhaul e, portanto, não podem se conectar à banda larga.

A proposta do governo é digna de mérito, porque, no século XXI, é
muito mais importante garantir a universalizaçã o da banda larga do que
do telefone fixo. Contudo, este adendo aos contratos de 2005 ainda
apresenta problemas. São pelo menos dois.

As velocidades mínimas exigidas para cada backhaul são muito baixas.
Por exemplo, uma imaginária cidade com 70.000 habitantes teria,
segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em
torno de 20.000 residências, mas contaria com um backhaul de apenas 64
Mbps. Ou seja, se apenas 1.000 casas tiverem dinheiro para contratar o
serviço de banda larga oferecido pela tele, ainda haveriam 19.000
excluídas e a velocidade máxima disponível para cada residência
conectada à suposta banda larga seria de apenas 64 Kbps, ou igual
àquela obtida por uma linha telefônica comum.

E não há a obrigação para que a operadora faça unbundling em seu
backhaul. Por detrás desse palavrório técnico, tal obrigação significa
que a operadora teria que vender parte da capacidade instalada do seu
backhaul a qualquer provedor interessado em competir com a própria
tele. E a preços não discriminatórios, regulados pela Agência Nacional
de Telecomunicaçõ es (Anatel). Essa seria a única forma de estimular a
concorrência. Do jeito como ficou, o Decreto permite que os backhauls
sejam usados exclusivamente pelos próprios serviços de banda larga das
operadoras (BrTurbo, Velox e Speedy), matando qualquer possibilidade
de concorrência local.

Mas, principalmente, a falta do unbundling dificulta em muito o
surgimento de experiências de redes comunitárias, organizadas pelas
prefeituras e/ou pela sociedade civil, usando tecnologias sem fio, e
que levam a Internet gratuíta a prédios públicos (como bibliotecas e
telecentros) , mas também às próprias casas, o que já fazem Sud Minucci
(SP) e Duas Barras (RJ).

Em resumo, ainda que amplie o alcance da banda larga, o Decreto
Presidencial 6424 está longe de garantir a tão sonhada inclusão
digital de nossa população e tem como efeito colateral o
aprofundamento do monopólio regional exercido por cada tele em sua
área de concessão.

O acordo subterrâneo:

A mudança dos contratos de concessão teve que contar com a
concordância das teles. Caso contrário, ficaria valendo a obrigação
inicial dos PSTs. Para convencer as teles, um estudo da Anatel
comprovou que o custo de instalação dos backhauls nos municípios que
ainda não o possuem seria o mesmo da instalação dos PSTs. Seria trocar
seis por meia dúzia, sem onerar o caixa destas empresas. E é óbvio que
as teles perceberam, também, que a futura prestação de serviços de
banda larga lhes trará muito mais receita do que a administração de
postos telefônicos.

Tudo certo, eis que surge um novo elemento. Além da troca dos PSTs
pelos backhauls, o governo negociou um segundo acordo com as teles,
que prevê a instalação de conexão de 1 Mbps em cada uma das 56 mil
escolas públicas urbanas brasileiras, sem custos para os governos
(federal, estaduais e municipais) pelo menos até 2025 (quando vencem
os atuais contratos de concessão). Até 2010 todas essas escolas
deverão estar com a conexão funcionando.

Se as teles brigaram tanto para ter certeza que a obrigação dos
backhauls não lhes custaria nada a mais do que a antiga obrigação dos
PSTs, se não queriam desembolsar nada além do que fora previsto
inicialmente, por que aceitaram tão prontamente este novo acordo, que
foi anunciado no dia 8 de abril pelo presidente Lula? Nada as obrigava
a este novo acordo. Por que concordaram? Puro patriotismo?

Coincidência ou não, ao mesmo tempo em que começaram as negociações em
torno deste segundo acordo, saía de cena o debate no interior do
governo sobre o “backbone estatal”. Essa proposta consistia em dois
movimentos. Primeiro, unificar a gestão dos cerca de 40 mil Km de
fibra óptica que o governo federal já possui, seja através das
estatais ou da massa falida da Eletronet. Em segundo lugar, construir
sua própria rede de backhaul, levando a conexão deste backbone estatal
a cada município brasileiro.

Com isso, o governo estaria em condições de ofertar às cidades
(prefeituras e/ou sociedade civil) a possibilidade de construírem
redes locais que posteriormente seriam conectadas à infra-estrutura do
governo federal. Sem fins lucrativos, este backbone estatal poderia
cobrar das cidades apenas o necessário para se manter e crescer (o que
é bem menos do que cobram atualmente as teles).

De início, já seria possível prever que as prefeituras e governos
estaduais poderiam usar os serviços de telefonia por IP desta rede,
deixando de ser usuárias das operadoras privadas. Uma economia de
muitos milhões para os cofres públicos. Mas também seria possível
construir redes comunitárias, que levassem Internet banda larga,
telefonia por IP, webrádio, IPTV e muito mais para todas as
comunidades hoje excluídas das estratégias de mercado das teles. Uma
ligação local, feita de um telefone conectado a esta rede comunitária
para outro igualmente conectado, teria preço igual a zero!

Mas o acordo subterrâneo com as teles foi além. Não bastava apenas
garantir que o governo abriria mão de usar sua própria infra-estrutura
para fazer inclusão digital. As teles também ganharam o direito de
explorar sozinhas a rede que irão construir para chegarem até as
escolas. Essa rede passará na porta de milhares de residência e
obviamente as teles a usarão para vender seus serviços de banda larga.
A proposta do governo não obriga a que as teles tenham que partilhar
essa rede com os provedores locais (o tal unbundling).

Com backhauls e redes de “última milha” para uso exclusivo, as teles
acabaram de ganhar o monopólio da banda larga em todo o país.

Se tudo isso for mais do que uma simples coincidência, quando o
presidente da República inaugurar a primeira escola conectada em banda
larga através deste segundo acordo com as operadoras, o que pouca
gente saberá é que esse evento festivo também será o funeral de uma
idéia muito mais inclusiva. Por esta linha de raciocínio, o governo
negociou a instalação da banda larga nas escolas em troca do abandono
da idéia de um backbone estatal e da morte dos pequenos provedores
locais.

Para as teles, as 56 mil escolas conectadas até que saíram barato...

(*) Artigo publicado no Observatório do Direito à Comunicação.

> Gustavo Gindre é jornalista (UFF), mestre em comunicação (UFRJ),
coordenador geral do Instituto de Estudos e Projetos em Comunicação e
Cultura (INDECS), membro eleito do Comitê Gestor da Internet do Brasil
e membro do Coletivo Intervozes.

Comentario:
64 kbps não deveria nem ser considerado banda larga. Para uma
navegação confortável (digamos, escutando uma rádio e navegando)
precisamos de uns 256 kbps. E ainda está piorando a situação nesse
mundo de páginas bastante pesadas (muitas com 1MB no index), youtube,
podcasts... 64 kbps = lixo.

sexta-feira, 18 de julho de 2008

Para que sermos sempre iguais?

Joca Faria


O beneficio da dúvida sempre temos que duvidar de tudo e de nós mesmos do que acreditamos ou deixamos de acreditar. Sou estudante de gnose, mas já questionei muito antes de começar... Se fosse Católico, também questionaria pensar ajuda muito tento agora aprender a não pensar...
Já questionei minha própria sexualidade ás vezes duvidam de mim mesmo, mas isto é ser humano porque todos temos que ser iguais?
Porque todas as mulheres devem usar botas no inverno? Tudo o que fazemos é fruto da imaginação, todo o conhecimento e fruto da vivencia humana neste planeta...
Portanto ninguém é igual a ninguém , mas tentar ser diferente gera provocação.
Basta uma pessoa do sexo masculino pintar o cabelo ou por uma saia já causa um estranhamento?
Não era para ser assim estamos aqui a um bom tempo e ainda podemos ficar mais tempo ainda outras civilizações homens usaram saia e porque agora não?
Talvez eu seja alguém fora do padrão , mas temos que ser o tempo todos padronizados e a criação e a arte?
As inovações não podem acontecer?
Tudo sempre igual á poesia só com rimas a prosa sempre prosa e os partidos políticos sempre iguais?
Vamos repensar tudo e reconstruir o mundo... Só existe este momento não há outro daqui um século outras gerações farão este papel cabe a nos cumprir o nosso.
Portanto pinto o cabelo, uso saia e vestido e gosto de mulheres...
Qualquer hora desta vou experimentar a depilação total e daí?


João Carlos Faria

http://aboborasaovento.blogspot.com/

Do blog Aboboras ao Vento



Segunda-feira, 7 de Abril de 2008
O homem vestido


Ele acabara de entrar e então todos os olhares se dirigiram a ele. Adultos, crianças, homens e mulheres. Muitos olharam embasbacados, como se nunca tivessem visto nada igual na vida. Alguns olharam assustados; outros demonstraram estar desconfortáveis. Muitos acharam graça e riram. E ele atravessara o ambiente com rapidez, passara tímido na frente de todos e sentara em um canto. Acomodou-se, e colocou seus pertencentes no colo. Após aquele breve momento de timidez; parecia não estar incomodado com todos os olhares que persistiram se fixar em sua pessoa.

As pessoas o observavam e se entreolhavam, procurando segundas opiniões e confirmações através de olhares. Ele permanecia sentado, mantinha as pernas cruzadas, as mãos em cima de seus pertencentes e um sorriso enigmático. Talvez todos pensavam a mesma coisa que eu: “por que este senhor está usando um vestido?” Não parecia um travesti, transformista, nem nada do gênero. Já vi muito homem de vestido; de tudo quanto é jeito, mas nada assim. Era simplesmente um homem usando um vestido de tecido fino, de cor laranja, estampado com flores enormes; com dois ou três babados na manga. Nas costas, havia uma fileira de botões, que estavam prestes a estourar, pois o senhor tinha as costas muito largas. Tinha cabelos castanhos muito finos e lisos, mesclados com fios brancos; o corte era aquele típico de “menino-com-a-bacia-na-cabeça”. Seu rosto era composto por traços bem fortes: maxilar quadrado, um nariz grande e um pouco torto, sobrancelhas grossas, a barba cerrada e algumas rugas. Mas também tinha olhos inocentes e o sorriso de uma criança ao pensar em travessuras. Nenhum sinal de maquiagem. Sob as mãos grossas, tinha um casaco de crochê e uma bolsa preta, um pouco empoeirada. Ele ainda usava meia-calça cor da pele em suas pernas peludas, e nos pés grossos, com as unhas pintadas de vermelho, usava uma sandália baixa e preta. Ele aparentava ter mais ou menos cinqüenta anos.

Um tempo depois, passei a observar a reação das pessoas que entravam naquele ambiente. O moço-vestido estava sentado em um canto que o deixava visível a qualquer pessoa que entrasse naquele recinto. E a reação era a mesma, aquele primeiro olhar; para o cérebro processar a informação. “Um homem de vestido!” E depois, a curiosidade: “Mas por que ele está usando um vestido?”. Teve um cidadão que ao entrar, levou um susto tão grande; que quase caiu para trás. “Ué, nunca viu um homem de vestido, não? É uma coisa até normal hoje, mas quem espera um homem-vestido no meio da tarde, ainda mais naquele lugar?” E então, duas garotas entraram usando mini-saias, reagiram ao ver o homem-vestido; mas enquanto atravessavam o lugar, ele olhava as pernas das moças fixamente. Estranho.Não sei se desejava as moças ou suas mini-saias.

Mas por que diabos, o homem usava vestido? Ora, vai ver ele estava com uma amante, e marido dela havia chegado, e às pressas ele teve que sair disfarçado de mulher. Não, não daria tempo dele pintar as unhas e ainda vestir a meia-calça, sem borrá-las. Mas talvez as unhas era um fetiche da amante!Vai saber!Já sei! Ele poderia ser um ator; mas ele não tinha cara de ser tal coisa. Às vezes, ele havia passado no vestibular e esse era o trote dele!É, difícil. Às vezes, ele era doido e estava fugindo do hospício!Ou indo pra um! Ou ele gosta de vestido e ponto. O que a gente (eu e minha multidão de eus) tem a ver com isso?

E então perdida entre tantas hipóteses, uma cada vez mais absurda que a outra, vem-me à mente a data do dia. E tudo fez sentido (pelo menos na minha cabeça). Mistério desvendado. Olhei para o homem-vestido e entendi o seu sorriso enigmático, seu olhar, a sua tranqüilidade. Tem coisas que acabam sendo esquecidas com a correria do dia-a-dia e com o ritmo frenético da vida. O dia era Primeiro de Abril: Dia da mentira. O homem-vestido, na verdade, era simplesmente um homem-brincalhão.

Beijos para os plantadores de Abóboras!
Obrigada pela visita de vocês e pelos votos de melhora! ;* Bisous

The Hellacopters/By the Grace of God
Por Pelirroja às 10:25:00 AM 12 comentários
Marcadores: abobrinhas, devaneios

http://aboborasaovento.blogspot.com/
J o c a F a r i a e n t re v i s ta E d u P la n c h ê z

A HORA DOS DIAMANTES

“Nós, os Celebreiros, declaramos somente contar com a chama de nosso interior/Contamos apenas com o “mar de raios”, do sol do céu,
do sol de nossos corações brasileiros universais/Possuímos raízes profundamente fincadas/Determinamos cobrir esse país –Terra/
com as folhas de ouro da poesia/“Não avançar é recuar”/Nossas mãos, vozes, palavras, inauguram a comunicação de alma para alma/
Essa é a atitude de um celebreiro pau para toda obra/Essa é a nossa doce entrega/Nada ou ninguém é caso perdido/

Avancemos!/Caso queira,nos acompanhe/Avançaremos, e o que importa é avançar/Se desejar, nos chame de tropicalistas,
mangue-beat, nação-brasílis, homens-mulheres de pedra orgânica, ciclone invisível, ou qualquer outra maravilha sem cotação na bolsa de Pequim/O fato é que estamos acordados diante de uma terra cheia de estrelas e demônios estrelas./Nada à temer/

A Lei das Leis é a nossa pele selvagem/Nossos sonhos ganharão corpo no reino da matéria/Não abriremos mão, ser feliz é a nossa opção/
Infalivelmente os verdadeiros humanos serão evidenciados/ A voz do poeta é a maior de todas as vozes
porque a poesia é a maior de todas as revoluções” EDU PLANCHÊZ

Quem é Edu Planchêz? Onde nasceu? Onde cresceu? - Edu Planchêz é um homem simples, nasceu no mesmo bairro que nasceu o mestre Guinga, Jacarepaguá, Rio de Janeiro, Zona Norte. Edu Planchêz é um guerreiro incansável que segundo o mestre Dailor Varela não passa de um animal poético de versos livres e alucinados. Orgulhosamente ele é um dos maiores poeta cantor pensador de seu tempo, dedicou uma existência a essa “loucura”.

Edu Planchêz é irmão do mundo, brasileiro universal, rebento do novo, uma ou duas crianças brincando com as próprias fezes, um ancião adorador de mitos e comédias mais velho que Enoke, um devasso revolucionário que ama fazer amor com orientais e negras sobre as copas das árvores. Edu Planchêz nasceu para quebrar a couraça da hipocrisia com suas artorianas mãos de Budha, com sua voz profundamente humana, com suas palavras intensas carregadas de ouro e lama. Edu Planchêz ainda está nascendo. Edu Planchêz cresce nas lagunas dos corações de seus fraternos amigos. “As pessoas que eu amo, amo bastante.” “Daqui do Rio de Janeiro eu estou te sacando!” Viva o Príncipe Luís Melodia!!!

Como vê a arte hoje? - Como sempre fiz, com os olhos da boca de minha alma de gás azul. Vivo no século XXI mas tenho braços e pernas espalhados por todos os séculos passados e futuros. Os verdadeiros artistas deveriam abandonar o egóico e partirem para o social, assim como faz o meu irmão Tico Santa Cruz ( Vocalista dos “Detonautas”) e seu grupo performático “Voluntários da Pátria” grupo do qual faço parte. Jim Morrison disse: “Quando os assassinos do verdadeiro reino obtém licença para agirem livres, mil mágicos surgem sobre a Terra!” Porra!

Eu sou um desses Mágicos! Você também é?!?! Se acreditar... “Todo jornal que eu leio diz que a gente já era, que não é mais primavera...a gente ainda nem começou!” DEFITIVAMENTE, NÃO É O FIM, É HORA DE DESPERTAR, DE APONTAR TODAS AS LANÇAS INCENDIÁRIAS PARA OS OLHOS DO SOL HUMANO. A arte e seus criadores são sacerdotes, é preciso que haja essa compreensão. Medo de quê? Acredito que estar enterrado numa carceragem, nos equinócios de um hospício, nos trapos de um leito hospitalar ou nos egoísticos acordes de si mesmo, é degradante.

Como vê a internet? - Tanta gente falando de Internet... “que depois da roda e da televisão é a maior de todas as invenções”...deve ser.Vivemos a Era da comunicação, a Internet veio para facilitar a vida, mas ela não tem vagina, não tem cérebro, não tem pernas, não tem braços, não tem pau, não tem bunda: sou mais eu, sou mais você. Caralho, a Internet é uma ferramenta de trabalho fuderosa, para nós escritores tarados é uma maravilha. Ter o mundo sob a ponta dos dedos é excitante. Eu adoro. Gostaria que saísse leite de verdade do peitão que me ataca agora nessa tela faminta. Mas se eu quiser leite mesmo tenho que ir até a geladeira ou bater uma mística punheta.
Em tempo: Eu sou a maior de todas as invenções! Ou seria a sirírica?

Rio x Sampa? - Duas Terras queridas, dois pontos no mapa, duas canções, os aros das minhas orelhas. Vivo no Rio de Janeiro porque aqui enterrei o meu umbigo, amo essa cidade, suas histórias, ruas, pessoas e encantos. Recomendo a todos o livro “ Carnaval no Fogo - Rio de Janeiro uma cidade excitante”, livro este, escrito pelo genial jornalista Rui Castro. Nesse livro sê tem a real noção do que é viver na fabulosa RJ.
O estado de São Paulo, a cidade de São Paulo, minha segunda pátria: amo e odeio.

Nas brenhas do estado de São Paulo inventei esse Demônio poeta vomitador de metais em combustão, trepando nas forquilhas das goiabeiras do quintal de nossa casa lá do Parque Novo Horizonte. Esse mesmo Demônio, correu pelas valetas do Jardim da Granja catando gravetos e lambaris raquíticas. Não posso negar, sinto falta da Mantiqueira majestosa, dos meus irmão e irmãs de luz e trevas, das mulheres que gentilmente me doaram suas bocas e pêlos. No estado de São Paulo nasci para a poesia, para o meu despertar espiritual e humano. Tenho grande gratidão a essa Terra e suas pessoas. Amigos das terras de São Paulo, saudades!

Como tá enxergando São José dos Campos hoje? - Com saudades, sem saudades. “Toda cidade é uma lenda.” São José dos Campos e todo o estado de São Paulo possuí muitos olhos provincianos, não gostou de me sentir vigiado-censurado. Dei muito e pouco recebi; fui escorraçado, humilhado por pessoas de mente estreita voltados apenas para seus próprios interesses.

Hoje entendo Cassiano Ricardo, da sua aversão aos valores da sociedade joseeense, da forma que a cidade lhe cobrava só porque ele era “um corpo humano que venceu”. Cassiano Ricardo e sua poesia são maiores que São José dos Campos, que a burrice e os burros que tentaram me oprimir. Por onde ando nem todos conhecem São José do Campos, mas certamente conhecem ou ouviram falar de Cassiano Ricardo.

Tenho um amigo ( o poeta CHICO CHAVES) que atualmente coordena o setor de Artes Plásticas da FUNART que funciona no prédio do Ministério de Educação e Cultura (MEC) aqui no Rio; ele afirma que Cassiano Ricardo é um moderno criador de imagens, de metáforas extravagantes, que não deve nada a nenhum poeta do mundão dos poetas visionários.

Chico Chaves disse que Cassiano Ricardo precisa ser redescoberto. Na época que eu era conselheiro e coordenador da comissão de Literatura da Fundação Cultural Cassiano Ricardo, levei a proposta do Chico Chaves para uma parceria entre o Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro e a Fundação Cultural Cassiano Ricardo para fazermos um ciclo de exposição e debates sobre Cassiano Ricardo aqui no Rio de Janeiro, simplesmente fui ignorado, o professor Diniz ( que era o presidente) não tomou conhecimento, o conselho cagou. Não recebi de São José dos Campos o valor que mereço, mas reconheço que muito aprendi com a cidade, com algumas pessoas.

Afirmo: os melhores filhos de São José dos Campos são meus irmãos irmãs amigos amigas! É uma pena que os interesses políticos tenham destruído uma Fundação criada pelos artistas, Fundação essa que fez trabalhos primorosos e que serviu de modelo para muitas outras Fundações do Brasil e do mundo, eu sou testemunha. Usar o nome de Cassiano Ricardo, dar o nome dele a uma fundação Cultural conservadora e a uma remota avenida é uma grande hipocrisia. São José dos Campos jogava pedras fedorentas em Cassiano, só porque ele era famoso, genial, amigo de pessoas influentes...

A grande poesia de Cassiano Ricardo precisa ser lida, ela não carece dessas homenagens menores. Sugiro que mudem o nome da Fundação Cultural para Fundação Cultural Dailor Varela. Dailor Varela é meu padrinho, poeta de renome nacional. Quando Belchior esteve em São José dos Campos, perguntou-me no camarim do teatro Municipal: “ Aqui não é a terra daquele grande poeta? Respondi, “Cassiano Ricardo!?”, Belchior disse, “não”, Dailor Varela!!! Dailor foi o cara que me descobriu, que me entrevistou pela primeira vez quando era o responsável pelo caderno Vale Viver.

Dailor precisa ser mais valorizado, ele é grandioso, homem de coragem, criador de extrema capacidade, irmão dos que ousam e do simples, ele está para muito além dos que usam a horrenda mortalha do poder. Para mim Dailor Varela é mais importante que Monteiro Lobato.
Dailor Varela, presidente das Nações Unidas dos Pássaros Comedores de Brasas Arreganhadas.

Leis de incentivo o que acha? - Não sei. Não quero falar sobre isso, deixo para o Franklin Josias e para o meu parceiro Eduardo Pane. Liguem o Gilberto Gil, para Beth Brait, para o Alcemir Palma, para o Cacá Diegues, para o Jarbas Passarinho, para o Golbery. Pesquisem na Internet. Só um comentário: A novela das oito é de longe melhor que a maioria dos filmes que foram patrocinados por essa dita Lei de Incentivos. Tenho acompanhado algumas pré-estréias que rolam toda semana no cine Odeon-BR (que fica aqui perto de casa), sinceramente, pouca coisa que vi me comoveu, gostaria de saber quem foi que falou que Caio Brant é cineasta. Porra, os caras pegam um montão de grana ( do Itaú, da Sabesp, BNDS) para fazerem aquelas merdas, filmes caretas defensores de padrões conservadores.

O cinema é uma máquina cara, simples e complexa, requer profundidade, peso filosófico, magnitude tribal, xamânismo crônico, seriedade solar. Todas as glórias a Neville de Almeida, o mestre dos meus olhos curiosos. Neville, diretor célebre de “A dama do Lotação,” Navalha na Carne”, “Os sete Gatinhos”, “Matou a família e foi ao cinema 2”... e uma porrada de outros títulos iluminados. Encontro Neville sempre, com uma câmera digital no reino das mãos, captando tudo, ele vive entre os poetas, entre os da rua, ele é uma pessoa simples, não usa a sua celebridade para se isolar do mundo e das pessoas, ao contrário, não estagnou como a maioria dos que fazem sucesso. Orgulho-me de ter como amigo e irmão o mahatma Neville de Almeida. O Rio de Janeiro é lugar apaixonante, e seus habitantes... os peixes da lua cheia.

Como o mundo reage a sua poesia? - Calorosamente, com espanto, indignação, repulsa, desprezo, prêmios, comendas, tapetes vermelhos, pedradas, beijos na boca .Não tenho o que reclamar, minha poesia cumpre sua função junto a sociedade humana, ela é uma bunda na janela, um ouriço do mar de diamantes cravejado de pérolas e amigos. Escrevo em primeiro lugar para as minhas sonoras pupilas. Uns me chamam de psicodélico, outros de intenso romântico, outros de lunático, outros de “momo sexual”, e outras coisas que agora não recordo.
Abri o Orkut alguma horas atrás e me deparei com o seguinte comentário: “Você já leu o perfil do lunático Edu Planchêz, vocalista da banda-desgraça Blake Rimbaud?...”

Joca, estou ficando famoso, pop, celebridade, farol das novas gerações, exemplo a ser seguido. Joca, eu sou apenas um andarilho que faz de suas palavras flechas perfumadas. Joca, pela poesia rompi com a minha família, fiquei por anos longe de meu filho, de mim foram arrancados amores, morei andando por muitas estações, usei farrapos, pedi esmolas, fiquei sem poder ir ao médico, ao dentista, pedi carona, roubei comida, fui trancado no manicômio. Não me arrependo de nada. A minha integridade, a integridade da minha poesia e da música que faço transcende esse tempo, seguramente se espalhara a todos os povos. Minha banda “Blake Rimbaud “ é a nova grande banda do Brasil. Acabo de publicar dois livro: “LATITUDES DO ESCORPIÃO” e “INDIO NEON”( segunda edição) que esta à venda na internet, é só me procurar no Orkut. Minha banda também está disponível para shows... www.blakerimbaud.com.br

Você é pop ou cult? - Pergunte ao povo.

Por que não escreve mais aqueles ensaios maravilhosos que fazia
na pagina dois do Litter? - Voltarei a escrever.

O poder público compra a consciência dos artistas? - A minha, não! Neste momento estou gravando dois discos, um de poesia, ou seja, os poemas que fazem parte do meu livro “Latitudes do Escorpião” estão sendo gravados por mim e por Grad Azevedo no apartamento dele na Glória, e também acabo de entrar em outro estúdio com os músicos da minha banda, a Blake Rimbaud ( os guitarristas Danilo Lima e Reinaldo Gore Doom, o baterista Daniel Mendes e o Baixista Ivan Guillon) com produção de Felipe Cavalieri ( atual produtor do cantor baiano Riachão), camarada que por muito tempo foi técnico musical produtor da Som Livre, ele assinou muitos discos que certamente estão e vossa estante, por exemplo: “Cantoria um e dois”, o encontro de Geraldo Azevedo, Xangai, Elomar, Vital Faria e Alceu Valença.

O que acha da burocracia nas artes? - Uma merda, mas há quem goste...

Considerações finais? - Um poema de meu novo livro “Latitudes do Escorpião”:

N a t e s t a d o s m u r o s

Tudo corre, tudo é mercado, Era digital: ciflas astronômicas cobrem
os céus que antes eram cobertos de astros e bailarinas

Não quero esse mundo sem violas reais,
sem cadeira nas calçadas de Vila Isabel

Acordo diante de uma realidade há muito profetizada
Os homens deixaram seus cérebros serem tomados
por vermes de porco

Nada me curva, mundo apodrecido!

Amigo Irael Luziano,
irmão, as juras que fizemos estão impressas
na testa dos muros

Edu Planchêz

Fale-nos de novos artistas?

Destaco a cantora paraibana ELMA ALEGRIA,o violonista cantor compositor maranhense GRAD AZEVEDO,o ator performático IGOR COLTRIM, a cantora mineira que gravou uma de minhas músicas, a SANDRA GREGO, o poeta TAVINHO PAES ( autor de “Rádio Blá”,” Totalmente demais”, entre outros sucessos), o poeta pernambucano BRASIL BARRETO, o TICO SANTA CRUZ do Detonautas Rock Club, o poeta professor paraibano FLÁVIO NASCIMENTO, o poeta joseense DOUGLAS ELEOTÉRIO que está aqui pelo Rio cursando Letras na UFRJ e fazendo parcerias brilhantes com Antônio Cícero e Ferreira Gullar, a poetisa BETINA COPP, a cantora poetisa LIDOKA ex-Frenética, o poeta BAIÁ TONÉLI, o ator poeta EDUARDO TORNARGUI, o poeta cantor compositor LÉO MANDI, o poeta JOÃO MARCELO PLANCHÊZ ( meu irmão), o poeta intelectual GUEDES BUENO, as poetisas JOSEFINA DE MELO, DANIELA PENELUPPE, DIRCE ARAUJO, BETH SOUZA, BETH BRAIT, o múltiplo musicista MARCUS FLEXA, o poeta RICOLA, o poeta REINALDO SÁ, o poeta ZÉ MORAES, o compositor EDSON PRATA entre muitos outros aguçados criadores de respeito.
O Brasil e o Rio de Janeiro estão vivendo uma intensa febre de poesia: muitos saraus acontecendo, poetas e mais poetas derramando o leite da solidariedade sobre o rosto da cidade Mãe, do país Pai.

O que anda compondo? - Algumas novas canções, eis a letra de uma delas:

CADEIA

150 pessoas confinadas num cubículo
que no meu entender
cabe apenas um único demônio

A imagem dolorida permanece latejando, impossível digerir,
não encontro respostas no campo do sentimento

Nessa noite
fui na companhia de alguns amigos
a uma carceragem
(em Nova Iguaçu),
ao chegarmos encontramos irmãos
iguais a nós,
sentados no chão sujo e frio,
estavam lá à nossa espera
Ali na qualidade de poetas solidários,
levávamos e buscávamos
um pouco de calor humano
e esperança para nós e para aquelas pessoas habitantes do inferno

Acredito que estar enterrado numa carceragem,
nos equinócios de um hospício,
nos trapos de um leito hospitalar
ou nos egoísticos acordes de si mesmo,
é degradante - Edu Planchêz

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Um tiro na cabeça de um ex deputado ladrão?

Joca Faria

Acabo de ver as fotos da degradação ambiental que fazemos neste Planeta e ai como mudaremos nossa consciência?
Cada vez que vou ao banheiro me sinto muito mal porque estou contribuindo para a poluição ambiental e ai o que podemos fazer? Deve estar tendo pesquisas para acabar com a poluição domestica?
Chega a tanto a se fazer e nos sentados á frente destes computadores todos atônitos? Precisamos de uma luz? Idéias e ações, gerar renda. Crescer sem destruir?
Mas tudo parece ser como é e não é assim vamos juntos achar a solução e salvar nossa nave mãe a Terra o planeta Gaia...
Favelas e para fitas nas grandes cidades a fome no campo? E nois aqui? Os sem terras os sem tetos tomam suas ações... Tem hora que da vontade de meter uma bala na cabeça destes banqueiros bandidos, deste traidores da esquerda mas não daria em nada. Terrorismo não muda nada para melhor vejam o oriente médio...
Agir e agir ,mas de que maneira com prepotência não adianta, fingindo humildade também não adianta...?
O que podemos fazer por onde começar temos agora um grande instrumento de comunicação que é este mundo virtual
E daí? Podemos fazer o que ?
Vou escrevendo e passando a frente, pensar e agir este é o lema?
Não tenho respostas, não temos respostas.
Quantos mendigos em nossas cidades ? Quantas pessoas com dificuldades?
Quando o bolo da economia será realmente dividido?

João Carlos Faria

Gaia
Literatura, filosofia e arte

Bodas de Merda

Um casal de velhos sentados numa varanda.

Sente-se um terrível fedor de merda.

A velha olha para o velho e pergunta:

- Meu velho, fui eu ou foi tu que cagou nas calças?

O velho olha para ela e responde:

- Tanto faz, minha velha...
irmão você também é grandioso,

vejo intenso absoluto crescimento em você em tua amada arte. Admiro tua dedicação à bandeira dos kaóticos. Sei que és um rosnante destruidor de paradigmas: viver não é nada fácil, e se ver e ser cidadão dentro dessa agúda sociedade tornou-se um desafio mais que humano. Irmão, não esqueci de nada, tudo que vivemos e tentamos viver tremula e continuará tremular por toda a eternidade, porque somos filhos da grande noite e do grande dia, arteiros selvagens em estado de reconstrução/putrefação, e não abrimos patas de assim o ser. Obrigado por tuas palavras vivas e mortas. Aqui vos fala apenas o homem, que caga... que abre a janela pra tentar encontrar o pão e o sol. Nascemos mesmo para vomitarmos livros e outros setembros, andar nu com a lente aberta para a extrema visão. Assim viveu e não morreu o trágico romantico Glauber Rocha, ser farol, lanterna que nos guia, evitando assim que pisemos nos que ainda estão mortos (desconfio que deve ser melhor pisar). A morte é certa, a vida é errada, e por ser errada que nos fascina. Eu quero mesmo é errar, ferder diante do portal da arrogante inteligencia.



Beijos

Edu PLANCHEZ
sitio Veja São José

www.vejasaojose.com.br

Colunista Joca Faria



Entrevista: Elizabeth Brait Alvim



Beth Alvin lança livro Ciranda dos Tempos- Espaços do Desejo e fala um pouco dela



Joca Faria



-Quem e você?

-Uma paulistana parida na década de 50, que foi submetida aos sonhos e agruras dos anos 70 e tenta reconstruir utopias no século XXI.



-Como despertou para a literatura ?

-Aos 12 anos, por precisão e desconcerto. com radicalismo aos 13, por ter lido Érico Veríssimo.



-Partido da cultura ou partido político?

-PCB, claro, partido da cultura brasileira...



-Em seu pensar o que é ação cultural ?

-Provocar, subverter o que está posto, imutável, despertar o desejo, e, segundo Teixeira Coellho, inspirado em Montesquieu, o que amplia a presença da esfera do ser.



-Qual o retorno que o livro esta tendo?

-Muitos, muitos e imediatos comentários, missão quase utópica, emocionar através de uma gestão cultural...



-Fale mais do livro, como surgiu ?

-Ah, está lá: quando os estudantes vinham em nossa sala, no conturbado e complexo cotidiano de nossa gestão, querendo entender qual a diferença da cultura em São José dos Campos. E só contávamos “estórias”, nada estava organizado, registrado... um dever!



-Como vê hoje, em 2005, o fazer cultural em São José dos Campos?

-Muitas organizações independentes, o que era apenas uma utopia, um desejo a longuíssimo prazo. Muitos profissionais espalhados por outras cidades, mesmo que sem a felicidade daqueles tempos.



-Teve frutos?

-Sim, vide a anterior. afinal, invadimos a tecelagem, publicamos, poetamos, circulamos ...



-Da onde surgiu o Nucleo Ethos de Cinema e Video?

-Surgiu de um movimento iniciado na década de 60, 70. Os herdeiros apenas colheram a aura do que já estivera latente. E depois, entre 93-96, bastou acreditar, estimular, provocar, juntar, abrir-se todo espaço material e imaterial

-Como criar algo assim no Terceiro Setor ?



Escrito por JOCA às 09h16
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-Ora, hoje temos verdadeiros especialistas em Terceiro Setor, aí, na terra. Vide o centro de Cultura Popular, a Casa de Cultura Zé Mira, e tantos outros, que se formaram na nossa gestão.



-Três acertos e três erros nas gestões pos 1996?

-Acertos? O site, a criação de espaços, o embelezamento da sede. Erros: a restrição à participação, o medo, a detenção político-partidária.



-Na sua visão, se pudesse mudar a lei como se daria a participação da comunidade nas decisões da FCCR ?

-Audiências públicas, plantões de formação comunitária, regionalização do Conselho, edital de concorrência pública para organizações civis coordenarem as casas de cultura.



-O que acha do centro Walmor Chagas e do espaço da ong Bola de Meia?

-Mesmo distante, considero exemplos advindos da única missão concernente ao verdadeiro trabalho “estado-cultura”:a emancipação da população através da arte-ação, conforme Mário de Andrade



-E os finalmentes?

-Gostaria de que vocês fossem ao site palavreiros.org e colassem o poema “diamante”, que fiz inspirada na minha transição entre minha amada “Mantikir” e Diadema. Hoje estou em Santo André, outra cidade, outro poema que ainda hei de fazer. Fale com a entrevistada: bethbrait@directnet.com.br



jocafaria@yahoo.com.br

terça-feira, 15 de julho de 2008

Latitudes do Escorpião

Joca Faria


Acabo de ler Latitudes do Escorpião de Edu Planchez mergulhei neste poeta e descobri neste livro outro homem talvez o homem Antonio Eduardo Planchez de Carvalho bem longe do louco visionário a imagem comum que temos deste ser humano..
Mostrou-nos o seu cotidiano suas riquezas e medos tornou-se um homem comum e isto fascinou me. Sou seu fã confesso.
Mas nesse livro se mostra outra pessoa preocupada com o cotidiano, filho, esposa a ex esposa , irmãos, pais e amigos...
Nada do velho Edu andergraud, mas um homem normal com todas as nossas dificuldades normais nos artistas ou falsos artistas? Vendemos uma imagem de gente feliz , verdadeiras cigarras mas não somos assim temos nossas dificuldades cotidianas, temos família, trabalho ou falta dele.
Para que serve a arte se ela não se retrata o mundo e sua época seu cotidiano. Meus caros o místico esta ai a todo instante em tudo. Não precisamos das roupas de mago e nem da varinha de condão e Edu desnuda este universo neste livro.
Falando-nos de sua infância da Vó fã de Getulio de seus irmãos no Rio de Janeiro e em São José dos Campos aprendi muito lendo este livro e descobri mistérios em nossa vidinha comum , hoje quero é ser normal. Chega de buscarmos ser super-heróis ?
De toda vã ilusão de sucesso e poder. Este livro reflete meu atual momento veio na hora certa é de grande ajuda ? Uma auto ajuda?
A boa literatura esta ai viva na voz de Edu Planchez e seus pecados e amores eu conheço o poeta e o ser humano...
Prefiro o verdadeiro que foi desnudado neste livro...O que aconteceu com sua tia? O que fazia em Ribeirão Preto é viva a vida ....
Leiam este cara este livro vale os vinte reais é uma vida uma louca vida para fazer nascer um homem de verdade...
Conheci Edu na Praça Afonso Pena no século passado vendendo sorvete e já era celebrado por nossos amigos.
Lembro dele criticando minha gramática para o Wangi Alves nunca o supero sempre aprendo com ele mesmo quando faz gênero e fala muito de pornografia só para provocar..Gente o sexo é algo sagrado. Mas Edu esta vivo e forte e aguardamos muitas outras obras que o mundo o descubra , mas sem mistificação enquanto ser humano de carne e osso. Edu mande-nos mais de sua poesia marginal ...As margens do infinito?
Beijos que logo te reencontre na praia de Copacabana na nossa São Sebastião do Rio de Janeiro....

João Carlos Faria

Gaia

Literatura, filosofia e arte

O CANTO DA FEIA SEREIA ?

Joca Faria

A civilização esta ai e onde chegaremos com esta noção de individualismo cada vez mais forte...? Ninguém tem respostas? Só queremos consumir, comer e ter...e nos distanciamos cadê vez mais de nos mesmos...

Este jeito norte americano de viver...longe das famílias, longe das crianças, queremos realizar só nossos prazeres.

E nos dedicamos cada vez mais ao trabalho...a empresa...longe de amigos, mulheres e filhos.

O que há comigo? Com você? Não sei tento descobrir, nos enchemos as igrejas de dinheiro e daí? Saímos vazios não temos espiritualidade nenhuma, pagamos carinho... Afeto não se compra, amor não se compra...O dinheiro não é tudo? Mas nos conseguimos viver sem ele?

As praças e ruas do centro de nossas cidades onde mulheres vendem um sexo fácil e ai precisamos realmente pagar por um sexo?

Precisamos ficar longe de tudo e de todos para poder trabalhar?

Temos que resistir a estes cantos da sereia feia que nos afoga no fundo do mar?

Será que também somos prostitutos desta sociedade dita evoluída... Chega não suporto mais minha vontade de ter... Ir as compras... Consumir... Comer, minha barriga esta grande já não faço exercício Ás vezes me matriculo em academias para pegar umas coroas tão vazias quanto eu... Sim eu sou vazio um nada ...um louco...e você não está longe seu cidadão da velha média a nossa classe...não te vejo como um humano e sim um voto, um cliente, um paciente cadê o ser humano...que droga olha como criamos nossos filhos, cheios de internet, celeluar TV a cabo e nenhum nenhum afeto há quanto tempo você homem ou mulher não brinca com seus filhos? Os meus morão bem longe de mim.

E agora sou um homem de trinta e cinco anos voltado somente para o trabalho. E vejo esta arma que comprei este 38 e penso e dar um tiro em minha cabeça, vejo a geladeira cheia e quero comer, comer e comer. Pois eu paguei aqui num prato tem maconha, cocaína e remédios para eu usar e daí...Tenho telefones de mulheres vulgares e prostitutas e até de rapazes isto mesmo rapazes e daí...já fiz tudo isto e nada me satisfaz

E ai já fui a igrejas, centros de umbanda e nada sempre estou vazio... E o que posso fazer... meter um tiro na cabeça não vai adiantar já fui espírita...já li de tudo e sempre estou vazio..Já viajei para o mundo todo...e daí?

Qual é o verdadeiro caminho, religião, trabalho, tudo isto não me satisfaz já não quero me matar..vou entregar esta arma e as drogas para a policia...Será realmente que temos um criador um Deus? Ou deuses? Não sei nunca sei.. Já li de tudo e não acho nenhuma resposta? Você tem a resposta? Eu não vou indo outro dia eu volto. Talvez o amor seja a única verdade?

Mas e daí?

João Carlos Faria

Meu querido lar


Meu querido lar é feio.
Meu querido lar é sujo.
Meu querido lar é a morte.
A morte é a esquizofrenia.
A esquizofrenia não precisa de nome.
Preciso encontrar meu eixo.
Preciso me livrar das drogas babacas.
Com orientação médica.
Ou médica legista.
Meu amigo é babaca.
Meu amigo é poeta.
Eu sou poeta e babaca,
Eu tenho enormes cabelos horríveis.
Ela é loira e tem um sorriso lindo
E namora com um cadete da aeronáutica.
Não sei se ouço "The Doors".
Não quero assistir "As Faces da Morte".
Não quero assistir "Aqui Agora".
Não quero ver televisão.
Não quero ser louco.
Quero transar com uma menina.
Ela tem mãos bonitas.
Quero vê-las, em meu pênis.
Ela tem uma vulva enorme.
Sua vulva tem muitos pelos.
Ela não vem para o Brasil.
Queria vê-la inteiramente nua.
Já vi seus seios.
Ela tem uma boca enorme.
Ela vai chupar meu pau.
Eu tomo comprimido para a psicose.
Eu faço psicoterapia.
Minha psicóloga disse que não sou louco.
Eu gosto de viver drogado.
Eu tenho dor de cérebro.
Meu cérebro quer explodir meu crânio.
Eu quero amar e ser amado.
Ela é tão infantil.
Ela é tão gostosa.
Ela tem cabelos lindos.
Fiz poemas para ela.
Vou bater punheta, pensando nela.
Eu sou galinha.
Eu quero amar e ser amado.
A poesia vai me curar, outra vez.
A poesia é vômito.
Que não tenha fim e eu me sinta bem.
Minha cara já é outra.
Me acho mais lindo ainda.
Tenho olhos azuis lindos.
Sou inteligente, até brilhante.
Eu gosto de estar feliz.
Eu queria que você passasse as férias no Brasil.
Eu queria ver e sentir seu corpo.
Eu queria que você não fosse tão infantil.
Tem muito espaço para zilhões de poemas.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Corrosão

Sono. Foge de mim,
como amante volúvel
que não me ama,
quando mais necessito,
mas, às vezes, vem,
inesperadamente e é bem recebida.

O que faço
para que seja dedicado a mim?
Deverei presenteá-lo
com lençóis de seda,
repartidos com uma gatíssima?

Mas nem sei como
a gata estará sob meus lençóis.
Devo lapidar-me (ou brutalizar-me)
para que ela me ame,
mas, não sei como, não sei.

O não-saber
me dói. Estaca!
Afiadíssima, em minh`alma.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

O que é ser jovem

Como podemos definir um jovem?

A partir do momento em que uma criança pode pegar ônibus sozinha, deixa de ser criança. Esta idade varia entre 10 e 13 anos.

Portanto podemos considerar como o início da juventude o momento em que o ser humano tem liberdade para andar na rua sem a companhia de um adulto.

E quando acaba a juventude?

É muito mais difícil definir o momento do ocaso da juventude do que sua aurora. Pois em nossa civilização ocidental a juventude é muito mais considerada como um “estado de espírito” do que estado biológico ou muito menos estado cívico.

De acordo com as nossas leis, atingimos a maioridade aos 18 anos. Esta maioridade em pouco tempo poderá cair para 16 anos. Assim como antigamente o maior de idade tinha mais de 21 anos e passou a ter 18. Logo, os maiores serão simplesmente os maiores de 16 anos.

Isto pode parecer um avanço, mas ao mesmo tempo em que é uma volta ao passado, se considerarmos que até o início do século 20, muitas meninas de 13 anos já estavam casadas e era inconcebível que um rapaz com mais de 10 anos ainda não tivesse começado a trabalhar, por outro lado a diminuição da maioridade contrapõe-se a um novo costume em nossa sociedade, que é o fato de que os jovens estão saindo de casa cada vez mais tarde.

É muito comum ver rapazes e moças com seus 25 anos que não têm planos de deixar o conforto da casa dos pais, ao passo que é cada vez mais comum encontrar adultos com 35 anos que nunca se casaram nem têm filhos.

Diante disto, concluímos que não existe um momento padrão em que se estabelece o final da juventude.

O máximo que podemos perceber é que certos eventos comprometem a juventude, sem, contudo, exterminá-la de vez. Trabalho, casamento e filhos podem, de certa maneira, corroer certos hábitos ou deveres juvenis, como os estudos e o lazer, mas ainda assim o trabalho, casamento e filhos não eliminam completamente o tal “espírito juvenil” de que tanto se fala.

Podemos, no entanto, tentar compreender algumas características comuns a todos os jovens. Sem considerar o “espírito juvenil” e sua necessidade de aventuras, paixões e lazer, é fácil perceber um elemento da personalidade jovem, que talvez seja o elemento mais notório entre todos que possam classificar uma pessoa como “jovem”: a dificuldade em definir o seu rumo pessoal e profissional.

A dúvida sobre o próprio ser é a marca registrada de alguém jovem.

A expressão “o que devo ser?” não refere-se apenas ao aspecto profissional, mas também a sua personalidade, anseios e desejos.

Por isto, a fase jovem é a fase da experiência. E todo jovem deve ter o direito de experimentar, pois a prática vai ajudá-lo a definir o seu próprio ser. Experimentando, sentirá o que lhe dá e não dá satisfação.

No entanto, nossa sociedade não oferece muitas oportunidades ao jovem para experimentar.

Tomemos como exemplo a faculdade.

Hoje em dia a faculdade gera uma propaganda enganosa. A publicidade do ensino superior quer nos fazer acreditar que o diploma universitário é garantia de projeção profissional, quando os números sócio-econômicos demonstram o contrário. Percentualmente, há mais desempregados entre aqueles com formação superior do que entre aqueles com escolaridade inferior.

A faculdade não deveria ser apresentada como um trampolim profissional, mas como a fase da experimentação profissional.

Não deveriam existir faculdades em que os candidatos e alunos tivessem que definir tão precocemente a especialidade que seguirão.

Os primeiros anos das faculdades deveriam ser genéricos, apresentando toda sorte de profissões e no decorrer dos cursos, cada aluno inclinaria-se naturalmente para esta ou aquela especialidade.

O próprio modelo pedagógico, em vigor há milhares de anos, simbolizado pela fórmula “professor autoritário” ou “professor omisso” tentando ensinar jovens entediados num local claustrofóbico, mal cheiroso e deprimente [sala de aula], já se revelou há muitas décadas como ineficaz.

Este sistema pedagógico serve muito mais para peneirar os alunos capazes de sobreviver a esta prática torturante do que inserir o maior número possível de estudantes junto ao conhecimento.

Muita coisa deve mudar na vida cotidiana dos jovens. Mas só o que vai garantir que as autoridades públicas e privadas ouçam os jovens e considerem suas reivindicações será a união destes jovens por uma luta conjunta.

Mas essa luta deve ser pensada, analisada, debatida, até que se chegue a um ou mais objetivos comuns.

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Trepar ao Sol

Pela densidade do aroma,
Faço manobras radicais sobre ele.
O vapor se expele
De minhas entranhas e orifícios
Sensíveis,
Suas espumas arrebentam no
Areal de meu tesão
E os corpos se debatem
Nos hormônios oníricos.

Sal.
Água.

Perdido no espaço,
Perdido em seu corpo,
Incompreensivelmente.
Não sei quem sou nem quem
O que você é.
Ou o que seja.
O futuro se debate
Enquanto não espanco a dor.
Devo transar com você
Para transar comigo mesmo
Ou anular-me para ser transado?

Fêmeas
Correm

Descalças pelo areal,
Produzindo sal/água,
Em busca de suas parceiras,
Debaixo d’água,
Em busca dos eus voadores,
Amplamente poderosos
E destruidores.

Minha amiga era virgem
E se orgulhava disto.
Transou e sentiu vergonha,
Pois não era um hábito natural
Em sua tribo.
Seus pais não mais falaram,
Perdeu amigos e perdeu
Sua própria consciência.
Mas ela via outros corpos
E trancava, no gelo, o cérebro,
Só para se sentir viva.

Eu sua honra,
Mergulhei-me
Em doces abismos.

Saliva.
Sol, sol, sol.

Já ouvi a fita mil vezes,
Ouvirei mais milhares,
Pois a humanidade tem ainda
Um bilhão de anos
No planeta

Miséria.

Demônios e amoníacos.
Tem Hall’s de cereja aí?
Depois que eu chupar,
Você vai ver qual a sensação.
Caso não saiba.


Amor bandido


joca faria


A vagina numa foto através do olhar eletrônico num blog...a vagina em sua enrugada beleza bem estranha...Porque se esconde o belo, se é belo...tudo que é belo deve ser mostrado e contemplado...o feminino é puro mistério a se desvendar...quero fazer amor na ilha a bela ilha...
Longe de toda a civilização o que é se libertar? Ainda não sei não soltei minhas algemas quero minha carta de alforria...quero toda a liberdade do universo...quero um amor proibido...ou liberado...
Mas um amor de verdade e não por interesse não por troca quero um amor verdadeiro de um homem e uma mulher. Sei que outros amores existem mas quero a união do feminino com
o masculino e nada a mais...
Quero viver um grande amor e mais nada....

João Carlos Faria
Amor bandido

joca faria

A vagina numa foto através do olhar eletrônico num blog...a vagina em sua enrugada beleza bem estranha...Porque se esconde o belo, se é belo...tudo que é belo deve ser mostrado e contemplado...o feminino é puro mistério a se desvendar...quero fazer amor na ilha a bela ilha...
Longe de toda a civilização o que é se libertar? Ainda não sei não soltei minhas algemas quero minha carta de alforria...quero toda a liberdade do universo...quero um amor proibido...ou liberado...
Mas um amor de verdade e não por interesse não por troca quero um amor verdadeiro de um homem e uma mulher. Sei que outros amores existem mas quero a união do feminino com
o masculino e nada a mais...
Quero viver um grande amor e mais nada....

João Carlos Faria

terça-feira, 8 de julho de 2008

?

Joca Faria

A noite silenciosa se faz presente e eu e meus seres que me habitam em eternas dúvidas ainda não sei nada do mundo...nunca sabemos por mais que o tempo passe, novas pessoas vão entrando em nossas vidas e vamos aprendendo muito mais que ensinamos o mundo é de quem ousa? Acho que sim mas temos que ousar em tudo? Ou ousamos de medo...sei o que não sou...e não sou o que sou ... apenas aparência...Quem vem lá , quem vem lá além deste sono , não sei parece que todos os dias são iguais e nunca são. O mundo é bem e mal dentro de nos...Ando nu em meus sonhos e vestido no mundo. Afinal quem sou afinal? Todas as pessoas agora são pop tsar grandes estrelas do orabutã...e no entanto somos tão comuns...Graças a Deus que somos comuns? E como não ser...sé somos copias de tudo e de todos?
Porque não somos satisfeito com o que somos? Não merecemos ser o que simplesmente somos?
Sou uma grande interrogação? Eu posso ser outra coisa? Preciso deixar de criar mentiras mesmo as inofensivas? Como escrever sem mentir? Tem algum escritor no mundo que nunca deixou de escrever mentiras?
Caramba que tantas perguntas não sei sou sim uma grande interrogação meu ser não é não sou o que aparento ser?
Ou sou o que sou. Vou sempre andar em volta de mim mesmo afim de descobrir dentro de mim o que sou realmente...

João Carlos Faria

Gaia
literatura, filosofia e arte

http://artegaia.blogspot.com/

http://www.ramoorepoemas.com/

No Hay Fronteras!

Entre campanas de anhelo susurro tu deseo,ese mismo que late en mi pecho, en noches soñadas,no hay fronteras bajo un mismo cielo que nos observa,se deleita buscando suspiros en mil poemasy se eleva, buscando un lugar entre las estrellas.Cierra los ojos, sentirás mi beso apasionado,sentirás el abrigo de mi pecho ilusionado,y mis manos, entrelazadas entre tus manos.No existen soledades bajo el místico amparoque nos otorgan los sueños, cuando se está enamorado!Cuando buscamos nuestra mitad en el universoy la encontramos coronadas de hermosas rimas,el sol se acerca, nos sonríe y nos coronacon el más puro amor de orillas extremassumergidos en el crepúsculo de todas las penas.Sangrantes los pies, aún se deslizan por el mundo,buscando el amor como dos trotamundos,y olvidamos el delirio que nos comparte la vida,para entregarnos de pleno a horas no vividasy encontrar en nuestro seno de amores fundidos,Dos almas, dos cuerpos, dos seres comprometidos!

Mirta Lílian Cordido



Fronteiras...

Entre olhares iguais no horizonteDe noites firmadas no brilho das estrelasFeito em visões de corpos distantes da razãoDeixo de nossos olhares, nascer o encontroNo toque sentido da pele nua na ilusãoEntre sentires a presença de meus lábiosEm teus lábios, com cheiro do amanhãO calor deixa do frio no corpo ausenteEm corpo presente da doce solidão,Na esperança do poeta esperar do SolEntre dizeres de amantes iguais no universoDe mãos entre mãos, que acariciam do amorEm versos de almas puras, no bem quererEm braços, no abraço de suave inspiração,Na ternura de quem sabe da procuraEntre partires de tantos pés, descalços e feridos,Nas pedras não evitadas de vidas divididas,Faço de minhas cicatrizes nascerem espelhosOnde, nossos reflexos somam um mais umE permitem do eu em ti, viver um sonho!

Ramoore

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Texto antigo de 2005 ....Com rimas não gosto de rimassss

Mudanças

(João Carlos Faria)

Vivemos com medo de tudo. Do emprego que não arrumamos, da falta de oportunidade.Toleramos sempre os maus políticos e os jeitinhos dos partidos.Vivemos uma era do fim dos ideais.Chega de passarmos a mão na cabeça.De concordar com os burrocratas dos partidos.Estamos aí, sem dinheiro e o FMI com as burras cheias.Estamos sem emprego, sem aumento de salário.A beira do precipício.O que há com a gente?Porque vivemos de cabeça baixa se somos a maioria?Porque vivemos a disfarçar nossas pobrezas nossos medos e fraquezas?Cada um por si e o diabo faz a festa na floresta encantada dos Palácios, Câmaras e Senados.Governos passam e a desilusão continua a mesma.Não estamos no país das maravilhas, estamos na América Latina.A mesma América de salários arrochados, falta de emprego e uma grande maioria de pilantras nos governando.Eles estão lá, porque deixamos.Porque nos calamos com o sonho do poder?Eles não nos dão nada então meu povo!!!Vamos buscar o que é nosso!Tá na hora de tomarmos vergonha na cara e mudar este jogo ou acabar com o jogo.Para que servem os partidos?Só para ajudar os apadrinhados?Para que continuamos calados?se estamos sendo sufoca dos com uma economia cruel daqui a pouco estaremos nas ruas esfarrapados.Temos que mudar esta vergonha, este lixo chamado Brasil.Quando seremos realmente uma nação verdadeira?Tem gente morrendo de fome.Tem gente matando seus sonhos.Precisamos virar o jogo.Resistir a estes senhores hipócritas.Estarmos nas ruas.Criar cooperativas, buscar novas saídas.Levantemos a cabeça e marcharmos contra esta burrice nacional.Chega de abaixar a cabeça para estes homens covardes.Somos o povo e ponto final.

Joca Faria