segunda-feira, 14 de julho de 2008

Corrosão

Sono. Foge de mim,
como amante volúvel
que não me ama,
quando mais necessito,
mas, às vezes, vem,
inesperadamente e é bem recebida.

O que faço
para que seja dedicado a mim?
Deverei presenteá-lo
com lençóis de seda,
repartidos com uma gatíssima?

Mas nem sei como
a gata estará sob meus lençóis.
Devo lapidar-me (ou brutalizar-me)
para que ela me ame,
mas, não sei como, não sei.

O não-saber
me dói. Estaca!
Afiadíssima, em minh`alma.

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