quarta-feira, 16 de julho de 2008

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Colunista Joca Faria



Entrevista: Elizabeth Brait Alvim



Beth Alvin lança livro Ciranda dos Tempos- Espaços do Desejo e fala um pouco dela



Joca Faria



-Quem e você?

-Uma paulistana parida na década de 50, que foi submetida aos sonhos e agruras dos anos 70 e tenta reconstruir utopias no século XXI.



-Como despertou para a literatura ?

-Aos 12 anos, por precisão e desconcerto. com radicalismo aos 13, por ter lido Érico Veríssimo.



-Partido da cultura ou partido político?

-PCB, claro, partido da cultura brasileira...



-Em seu pensar o que é ação cultural ?

-Provocar, subverter o que está posto, imutável, despertar o desejo, e, segundo Teixeira Coellho, inspirado em Montesquieu, o que amplia a presença da esfera do ser.



-Qual o retorno que o livro esta tendo?

-Muitos, muitos e imediatos comentários, missão quase utópica, emocionar através de uma gestão cultural...



-Fale mais do livro, como surgiu ?

-Ah, está lá: quando os estudantes vinham em nossa sala, no conturbado e complexo cotidiano de nossa gestão, querendo entender qual a diferença da cultura em São José dos Campos. E só contávamos “estórias”, nada estava organizado, registrado... um dever!



-Como vê hoje, em 2005, o fazer cultural em São José dos Campos?

-Muitas organizações independentes, o que era apenas uma utopia, um desejo a longuíssimo prazo. Muitos profissionais espalhados por outras cidades, mesmo que sem a felicidade daqueles tempos.



-Teve frutos?

-Sim, vide a anterior. afinal, invadimos a tecelagem, publicamos, poetamos, circulamos ...



-Da onde surgiu o Nucleo Ethos de Cinema e Video?

-Surgiu de um movimento iniciado na década de 60, 70. Os herdeiros apenas colheram a aura do que já estivera latente. E depois, entre 93-96, bastou acreditar, estimular, provocar, juntar, abrir-se todo espaço material e imaterial

-Como criar algo assim no Terceiro Setor ?



Escrito por JOCA às 09h16
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-Ora, hoje temos verdadeiros especialistas em Terceiro Setor, aí, na terra. Vide o centro de Cultura Popular, a Casa de Cultura Zé Mira, e tantos outros, que se formaram na nossa gestão.



-Três acertos e três erros nas gestões pos 1996?

-Acertos? O site, a criação de espaços, o embelezamento da sede. Erros: a restrição à participação, o medo, a detenção político-partidária.



-Na sua visão, se pudesse mudar a lei como se daria a participação da comunidade nas decisões da FCCR ?

-Audiências públicas, plantões de formação comunitária, regionalização do Conselho, edital de concorrência pública para organizações civis coordenarem as casas de cultura.



-O que acha do centro Walmor Chagas e do espaço da ong Bola de Meia?

-Mesmo distante, considero exemplos advindos da única missão concernente ao verdadeiro trabalho “estado-cultura”:a emancipação da população através da arte-ação, conforme Mário de Andrade



-E os finalmentes?

-Gostaria de que vocês fossem ao site palavreiros.org e colassem o poema “diamante”, que fiz inspirada na minha transição entre minha amada “Mantikir” e Diadema. Hoje estou em Santo André, outra cidade, outro poema que ainda hei de fazer. Fale com a entrevistada: bethbrait@directnet.com.br



jocafaria@yahoo.com.br

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