quarta-feira, 9 de julho de 2008

Trepar ao Sol

Pela densidade do aroma,
Faço manobras radicais sobre ele.
O vapor se expele
De minhas entranhas e orifícios
Sensíveis,
Suas espumas arrebentam no
Areal de meu tesão
E os corpos se debatem
Nos hormônios oníricos.

Sal.
Água.

Perdido no espaço,
Perdido em seu corpo,
Incompreensivelmente.
Não sei quem sou nem quem
O que você é.
Ou o que seja.
O futuro se debate
Enquanto não espanco a dor.
Devo transar com você
Para transar comigo mesmo
Ou anular-me para ser transado?

Fêmeas
Correm

Descalças pelo areal,
Produzindo sal/água,
Em busca de suas parceiras,
Debaixo d’água,
Em busca dos eus voadores,
Amplamente poderosos
E destruidores.

Minha amiga era virgem
E se orgulhava disto.
Transou e sentiu vergonha,
Pois não era um hábito natural
Em sua tribo.
Seus pais não mais falaram,
Perdeu amigos e perdeu
Sua própria consciência.
Mas ela via outros corpos
E trancava, no gelo, o cérebro,
Só para se sentir viva.

Eu sua honra,
Mergulhei-me
Em doces abismos.

Saliva.
Sol, sol, sol.

Já ouvi a fita mil vezes,
Ouvirei mais milhares,
Pois a humanidade tem ainda
Um bilhão de anos
No planeta

Miséria.

Demônios e amoníacos.
Tem Hall’s de cereja aí?
Depois que eu chupar,
Você vai ver qual a sensação.
Caso não saiba.

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