sexta-feira, 29 de agosto de 2008

Roberto Maia, o Homem-Enciclopédia.

Viagem...

Joca Faria


A poucas horas de uma viagem a capital de Minas Gerais já estou á fazer as malas, aguardo o almoço ouço o canto de meus pássaros presos na gaiola.
Leio os recados no Orkut, sinto-me feliz não vejo ha hora do embarque estou desacostumado a viajar... As ultimas viagens distantes era de caminhão com um amigo o Júlio que nas horas vagas é baterista de bandas de garagem...
Depois ele vendeu o caminhão e tão gostoso viajar sendo um operário das estradas sem se preocupar com o que se está vestindo, dormir em qualquer posto... Comer na beira das estradas... E se desligar do cotidiano pena que não voltava com uma grana no bolso era só um passeio...
Agora a capital do estado em que nasci... Como turista... Sem pressa com amigos novos...
Espero contar com boa saúde longe da sinusite adoro tomar café nos postos de madrugada...e gastar um pouco além da conta...tudo sem pressa pois não não há perfeição este ano estou longe das eleições de férias só uma aparição na TV e assinando um jornal do povo...é férias?
Não sei já é tarde devo realizar meus objetivos para que vim neste plano ouço a música que Paulo Rafael Godói em cima de um escrito meu...lembra à melodia da nossa legião urbana a letra bem original...é Paulo você desabrocha...e me leva junto....
São José de encantos.
Cadê as flores?


João Carlos Faria

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quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Quem sou eu? Sou seu pai, seu irmão, seu amigo, seu filho, sua mulher, sua mãe., sua irmã...Sou Baco embriagado vagando pelas noites sem lua, sou Dionísio procurando a lupa perdida por essas eras de transformação e dôr...
Quem sou eu? Quem é vc? Quem somos nós?
Ora, ora, meu caro...olha-te no espelho e terás respondida a tua pergunta!
Pode ir! Vá sem medo! Eu lhe garanto...vai doer só um pouquinho...mas a primavera se aproxima e o perfume das flores o embriagarão de tal forma, que toda dôr será esquecida.

Homem-Palmito

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

BEIJO ELIETE
A cruz da Playboy

De tempos e tempos, o consumidor é atingido por, diga-se de passagem, estratégias manjadas que pretendem criar polêmica diante um produto. A mais velha de todas, é recorrer a utilização de algum elemento sagrado ao que se pretende vender. Comemorando 33 anos de Brasil, a Playboy de agosto, trás a atriz Carol Castro seminua, trajando além de lingerie, um crucifixo. Imediatamente o padre Juarez de Castro, Secretário de Comunicação da Arquidiocese de São Paulo, pronunciou-se contrário a atitude. A atriz tentou se explicar. Pediu desculpas, mas que não adiantaram para minimizar o rebuliço criado na net. Guardadas as proporções, nada se compara ao que aconteceu no inicio dos anos 80. A aspirante a pop star, Madonna apareceu em 83, na capa do seu primeiro disco o The First Album, exibindo um crucifixo como pingente de brinco. Um ano depois, durante a turnê do Like a Virgem, combinava espartilho e crucifixo no peito. Em 89 lançou a clip da música Like a Prayer com cenas de cruzes queimando, em alusão de protesto contra a KKK. Na década de 90 passou a cantora por seitas da moda, mas não abandonou a habito de expor a cruz. Mesmo desaprovado pela igreja, e alvo de protesto na internet, Madonna em 96 preparou um "crucifixo para discoteca", utilizado como peça do cenário em sua turnê norte americana. Outros elementos nem tão sagrados, mas que deveriam ser poupados da vinculação com o erótico e pornográfico, freqüentemente fazem parte dos ensaios da revista Playboy. Antes mesmo do Papai Noel e Carla Peres posarem juntos na capa da revista, em maio de 2003, Sabrina Sato aparece vestida apenas por um par de sapatilhas de balé. A foto foi exibida em diversos outdoors na cidade de São Paulo. Nenhuma autoridade da dança se pronuncia a respeito. Passou. De acessórios de trabalho, passando pela literatura, até temas infantis e elementos sagrados, parece que os produtores da revista, não avaliam o conteúdo simbólico e o resultado da mistura que produzem entre, elementos de valor cultural aliado a figura do corpo feminino nu. Em nome da liberdade de expressão, nada os impede, nenhuma lei existe para que os faça diminuir com os excessos nos ensaio fotográficos. Para o público em geral, quando algo desse tipo acontece e reabre alguma polêmica, nos resta a reflexão sobre os nossos valores culturais.

Eliete Santos - jornalista e profissional da dança em São José dos Campos
Sou um homem...

Dedicado a Vanessa Alves hoje uma jovem poeta...

Joca Faria


Sou um homem...talvez seja uma mulher num corpo de homem...mais sou um homem...não tenho medo de ser o que sou um homem...Preferiria ser mulher ter um corpo esbelto, uma beleza e muitos amantes...ser livre como Frida Kalo...esperar filhos, ter muitos filhos e amalos como mãe...Bela como Leila Dinis e fatal como Madonna mulher é tudo...corpos belos ...enquanto não encontrasse a minha verdade minha cama teria vários homens e várias mulheres...mas se descobri-se a verdade acharia tudo fútil e buscaria a um só homem...
Gostaria de nascer em qualquer época, seria cozinheira pobre no Rio Grande do Sul ou uma princesa européia, mas seria feliz enquanto mulher...
Mas sempre buscando uma fresta da luz...cairia muitas vezes no vão prazer...e oraria aos Deuses Pagãos...
Mas os anjos me fizeram voltar homem e devo me conformar... , mas as vezes visto uma grande saia, paço batom...e procuro uma mulher...nas lojas só vou ao departamento feminino ver e comprar calcinhas tenho uma enorme coleção já tive outras e as doei...sei que parece loucura...mas me satisfaço comprando calcinhas...olho vestidos, saias...mas amo as mulheres há muito tempo experimentei sexo com homens mas prefiro as mulheres...
Não devemos ter medo de sermos nós originais...duramos cem anos ou menos devemos ser livres...
Quero uma só mulher para mim não mais que uma... sou um homem e agora me sinto feliz sendo homem...numa próxima vida quem sabe uma mulher...
Por isso Vanessa seja feliz neste iniciar de caminho... Pois, você já é uma mulher...
Somos todos quase humanos...
Busquemos a liberdade....e o caminho do meio....viva...viva...viva...
Samael Aun Weor ....que leva a luz ao fim do túnel...é o nosso Diógenes do século vinte e um...


João Carlos Faria

Gaia

Literatura,filosofia e arte...

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sábado, 23 de agosto de 2008

Oi Joca,
concordo com você. Acho que a Rede Globo e a Rede Record na área de teledramaturgia estão competindo para o prêmio de quem faz a pior novela do momento. A começar a novelinha Malhação só tem maldade e não ensina nada de bom e produtivo para alimentar as mentes dos jovens.

A novela das 18h, Ciranda de Pedra, continua na linha da maldade e abusa das cenas de gente em altos beijos no meio da rua, coisa que não acontecia na época. Isso sem falar nas incansáveis cenas de casais na cama um tirando a roupa do outro. Quem escreve para esses horários deve lembrar que crianças estão assitindo. A Liberdade de Expressão é mal usada e vulgarizada a todo momento. A liberdade de um termina quando começa a do outro.

A novela seguinte, Beleza Pura, é um pouco melhor, investe em humor, apesar da trama não ser grande coisa. O que salva são as histórias paralelas e engraçadas bem executadas pelo elenco.

A Favorita na minha opinião é a Favorita para ganhar o Troféu Pior Novela do Horário Nobre! A trama não alcança a intenção de ser uma novela policial. A Trama está mal armada, mal amarrada e mal conduzida. Isso tudo apesar do autor ser João Emanuel Carneiro que escreve bem, mas não foi feliz com a trama. Espero que nunca passe no Vale a Pena Ver de Novo! Para completar, a novela conta ainda com um agravante: A supremacia da maldade, na verdade o verdadeiro nome dessa novela deveria ser esse. Não existe histórias leves e paralelas, não há humor. Acho um desperdício de elenco e dinheiro.

Para a coisa ficar pior, não dá nem para mudar de canal, a não ser que você tenha uma TV à Cabo, ou tenha alguns filmes em DVD em casa, a Rede Record resolveu fazer a novela Caminhos do Coração que tinha a intenção de trazer para as novelas, algo diferente.O tema da mutação genética, pega carona no sucesso de Stan Lee, os X-Men.
O autor resolveu detonar a razão da mutação genética criando coisas absurdas, como trazer vida aos dinossauros, misturas genéticas de gente com bichos, até o sobrenatural, lendas e extraterrestres, entraram na trama. Irritante! a Record anuncia o último capítulo da novela e a estréia de uma novela nova, Mutantes que nada mais é que a continuação da mesma novela. Uma enganação! e os diálogos? se um mutante fosse atacar alguém, iria ficar falando durante horas... o que vai ou não fazer? acha realmente que diriam alguma abobrinha como: " Vou sorver o sangue"? Fala sério gente! Por favor mandem todos os roteiristas para a reciclagem urgente! Ou abram inscrições para gente com mais criatividade, respeito e principalmete, divertir o espectador tendo realmente algo a dizer.

Desculpe se me estendi demais, mas aproveitei para compartilhar com vocês algo que está me incomodando e pelo visto a outras pessoas também, e pedir a todos que reflitam que a arte é para ser criada com responsabilidade e respeito. Não tenho nada contra as duas emissôras, muito pelo contrário, gosto das duas, mas temos que ser justos, Quando está bom, tudo bem, mas quando não está devemos nos manifestar para que as duas empresas possam melhorar os produtos que preparam para nós.
Tenham todos um Bom Fim de Semana.
Bjs, Andrea.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

As novelas estão fora do padrão global...

Joca Faria


A pedido de minha mãe e irmã venho pedir a Rede Globo que reflita sobre os Caminhos da dramaturgia na atual novela das nove. A favorita que segundo relatos das mesmas este novela contem cenas explicitas de violência que crianças de sete anos não podem ver
Desculpe os novelistas globais , mas neste horário migro para a Record gosto da das sete e estou acompanhando as olimpíadas.
Talvez seja a hora de reformular as novelas das nove conheço dois dramaturgos de talento
O Rynaldo Papoy e o Edison Gory gente de talento e com uma visão diferenciada de dramaturgia mereciam ir para a escola de roteiristas de qualquer uma das duas gigantes.
Legal agora temos duas grandes emissoras de TV eu quero merecer uma vaga.
Mas voltando aos pedidos menos violência na TV já basta as noticias nos tele jornais e programas dominicais porque não há espaço para novos talentos da música nas trilhas das novelas vocês não usam internet não vão ao my space ou ao yotube..Tem talento de sobra no Brasil.
Violência gera violência e com diz o profeta que viveu na cidade maravilhosa Gentileza gera Gentileza.
Diógenes navega pela internet com sua lanterna a procura de novos talentos...
Vamos mudar o pais começando pelo Globo e Recorde que pena que aquele imposto sobre a luz elétrica no estado de São Paulo que iria injetar milhões de reais na nossa pública TV cultura não vingou Mário Covas onde você estiver esteja tranqüilo você era o que prestava do PSDB embora ainda eu seja fã do Serra , mas voto na Dilma RUSSEF...DILMA para Presidente em 2010.
Devemos agradecer ao sucesso da economia a Itamar Franco, Fernando Henrique e Lula que deu continuidade tudo isso para um pais de todos .
Agora eu pergunto ...Quanto vale ou é por quilo? Um filme de Sérgio Bianchi assisti ontem e não consegui dormir e viva nosso terceiro setor?
Voltemos ás novelas reformulação total no melhor de nossa dramaturgia se Shakespeare fosse nosso contemporâneo seria uma Janete Clair...
Um abraço a todos e assistam ao próximo capitulo?

João Carlos Faria

Gaia

Literatura, filosofia e arte...

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quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Sou Solfidone...

Joca Faria


Ouvindo EDU PLANCHEZ este monstro da poesia planetária , Conversando com a Senhora das Galáxias Eliza Souza e por telepatia com Paulo Rafael de Aguiar Godói
Autor do livro inevitável da poética universal contemporânea Violência e conversas vão um trecho dele ai

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Viver


Sem luz alguma ,
Até porque não há fim pro túnel,

A gente começa a viver......a vida se dá de noite percebe...
E é dessa escuridão intensa...
Do negror negro preto...intenso....

Queeu retiro....

Eu faço e aconteço...

Minha bandeira anárquica

Viver

E não sobreviver...

Paulo Rafael de Aguiar Godói

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Viram a poesia jorrar desta alma antiga mais com 25 dias de vida neste planeta Gaia....
Somos a ilusão e poesia Idelfonso de Oliveira Filho para mim ele morreu, mas Solfidone está dentro de meus poros eu também sou Solfidone você é Solfidone ....todos somos ele...Solfidone....somos a poeira cósmica das galáxias a poesia pura de universos paralelos...somos nada e tudo se se define o indefinível Solfidone o Deus do século vinte e um....a antena parabólica que capita as energias vindas das estrelas....somos Solfidone....

Somos séculos milênios de conhecimento não há obra de autores há obras da humanidade ....assinamos um registro transitório do eu ....o eu....não existe só o ser existe...

Eu João Carlos Faria poeta JoCa fAria sou uma personalidade que é transitória eu me vou meu ser fica...não sou o ser...sou o eu a ser aniquilado...
Viva Samael Aun Weor o ser .... tudo mais é transitório você não existe você é um amontoado de eu....

Ouça os Avatares...os Santos e Anjos que não são o eu e sim o ser....

Conhecimento....Conhecimento...Conhecimento....

Gnose....Gnose....Gnose....

Eu morri eu não sou ....meu ser é...


João Carlos Faria

Gaia

Literatura, filosofia e arte...

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NORMOSE:

Lendo uma entrevista do professor Hermógenes, 86 anos, considerado o fundador da ioga no Brasil, ouvi uma palavra inventada por ele que me pareceu muito procedente: ele disse que o ser humano está sofrendo de normose, a doença de ser normal.

Todo mundo quer se encaixar num padrão. Só que o padrão propagado não é exatamente fácil de alcançar.

O sujeito 'normal' é magro, alegre, belo, sociável e bem-sucedido. Quem não se 'normaliza' acaba adoecendo.

A angústia de não ser o que os outros esperam de nós gera bulimias, depressões, síndromes do pânico e outras manifestações de não enquadramento.

A pergunta a ser feita é: quem espera o quê de nós? Quem são esses ditadores de comportamento a quem estamos outorgando tanto poder sobre nossas vidas?

Eles não existem.

Nenhum João, Zé ou Ana bate à sua porta exigindo que você seja assim ou assado.

Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha 'presença' através de modelos de comportamento amplamente divulgados.

Só que não existe lei que obrigue você a ser do mesmo jeito que todos, seja lá quem for todos.

Melhor se preocupar em ser você mesmo.

A normose não é brincadeira. Ela estimula a inveja, a auto-depreciação e a ânsia de querer o que não se precisa.

Você precisa de quantos pares de sapato?

Comparecer em quantas festas por mês?

Pesar quantos quilos até o verão chegar?

Não é necessário fazer curso de nada para aprender a se desapegar de exigências fictícias. Um pouco de auto-estima basta.

Pense nas pessoas que você mais admira: não são as que seguem todas as regras bovinamente, e sim aquelas que desenvolveram personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida a seu modo. Criaram o seu 'normal' e jogaram fora a fórmula,não patentearam, não passaram adiante.

O normal de cada um tem que ser original.

Não adianta querer tomar para si as ilusões e desejos dos outros.

É fraude. E uma vida fraudulenta faz sofrer demais.

Eu não sou filiada, seguidora, fiel, ou discípula de nenhuma religião ou crença, mas simpatizo cada vez mais com quem nos ajuda a remover obstáculos mentais e emocionais, e a viver de forma mais íntegra, simples e sincera.

Por isso divulgo o alerta: a normose está doutrinando erradamente muitos homens e mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e felizes.

Martha Medeiros ( 05.08.07)-Jornal Zero Hora-P.Alegre-RS
Oi, amigos. A Semana Literária continua na Biblioteca Pública Cassiano Ricardo. Neste mês de agosto, o tema será Tropicália e sua relação com as artes (principalmente a literatura) e o contexto social da época. Segue abaixo a agenda detalhada do evento:

Dia 25/08/2008: Teatro de libertação, com Monica Granndo
Dia 26/08/2008: A Tropicália e o comportamento social I, com Patricia Nepomuceno
Dia 27/08/2008: A Tropicália e o comportamento social II, com Patricia Nepomuceno
Dia 28/08/2008: O concretismo e o movimento tropicalista, com Maria Goreti Cepinho
Dia 29/08/2008: O tropicalismo: 'um nacionalismo crítico e antropofágico', com Maria Goreti Cepinho

As palestras acontecem no auditório da Biblioteca, (Rua XV de Novembro,99), no Centro, em dois períodos: das 9h às 12h, repetindo das 14h às 17h.

O Pão com palavra, no sábado, dia 30/08, contará com a palestra show Tropicália: letras e música, com os músicos Paulo e Adriana Barja. Começa às 9:00 também na Biblioteca, seguido de um café da manhã.

Além do prazer de aprender e discutir um período tão rico de nossa história cultural, o curso ainda oferece certificação.

Grande abraço, nos vemos lá

Tiago Campos ;)

terça-feira, 19 de agosto de 2008

Palestra grátis sobre moda

INSTITUTO DE NEGÓCIOS DA MODA apresenta:

Dizem que quando você tem uma boa idéia, não pode contar para ninguém, até que ela se realize.

Eu criei, há algum tempo atrás, o INSTITUTO DE NEGÓCIOS DA MODA. E minha primeira realização é esta:

:: Palestra Gratuita de Moda na Livraria Cultura - SP::

A palestra "Moda - Tudo o que você queria saber mas não sabia a quem perguntar"

será ministrada por Eva Coutinho no dia 23, na Livraria Cultura do Shopping Villa-Lobos

>>O que é Moda? O que é Indústria Têxtil e Indústria da Moda? Todo mundo que faz roupa tem que fazer desfile para vender? Pra que servem os desfiles, afinal? Se você tem curiosidade para aprender sobre moda e descobrir a resposta para essas e muitas outras perguntas, está super convidado a assistir a palestra gratuita

"Moda: Tudo o que você queria saber e não sabia a quem perguntar". A Consultora e Jornalista de Moda Eva Coutinho ministrará a palestra na Livraria Cultura do Shopping Villa-Lobos, em São Paulo, no dia 23 de agosto, sábado - 15h.

Eva apresentará a indústria da Moda de uma maneira geral, apontará as evoluções futuras, bem como temas mais polêmicos como "Moda e Arte" e abrirá oportunidade ao público para perguntas e respostas. Esta é sua oportunidade de tirar dúvidas, se é apenas curioso, ou de aprender mais sobre essa indústria poderosa, se pretende trabalhar na área.

Serviço: Palestra: "Moda - Tudo o que você gostaria de saber, mas não sabia a quem perguntar" Palestrante: Eva Coutinho Quando: 23 de agosto (Sábado) - as 15h Onde: Livraria Cultura do Shopping Villa-Lobos - São Paulo

http://www.revistasintetica.com.br/internasNoticias.asp?newsMundoEventosArtesDicasmodaCulturaruaEspeciasID=440

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Sexualidade no universo virtual...

Joca Faria


Navegando por ai e não resisti e entrei em tudo que tem a ver com sexo na internet naveguei no Pornôtube e lá vi de tudo mesmo em relação a sexo... Homem com home, mulher com homem e ai me dei conta que não vi mulher com mulher ,mas vou me esforçar para não ver....Até onde vai nossa falsa moral por que nos bancamos santos e anjos e na internet vemos de tudo...Tó escrevendo porque como escritor nunca devo ser falso nem hipócrita fiquei até meia noite no final fiz uma masturbação agora posso dizer que já vi e tenho que continuar buscando boas energias neste canal de comunicação...Valeu a experiência tentarei não ver mais, pois busco outros caminhos nesta vida tão passageira....e tudo tão ligeiro e nem tudo vale uma leve gozada...Nunca dei a bunda enquanto adulto e espero não passar por isso...prefiro a solidão e buscar uma mulher de verdade...Devo DIZER que não sou homossexual mas tenho um lado bem feminino...tá gente to começando a fazer análise para me achar...tudo é um Kaos um grande Kaos somos um ponto no universo...mas descobri uma coisa meu penis é pequeno que coisa...
Mas não me traumatizo o gozar na boca...o esperma não é a minha praia...vou buscar-me no inferno temos que adentrá-lo e passar por ele precisamos de uma lanterna para iluminar nosso inferno interior...nossos eus que nos habitam e uma hora ou outra nos toma...precisamos de luz não devemos continuar em trevas...descemos ao abismo e nos busquemos....ainda somos uma legião....ouço Edu Palanchez ....enquanto faço este texto...cai mais me levanto quantas vezes cair....nós somos as estrelas que iluminam o universo basta que nos levantemos.....Ariadne não perca o fio por favor deixe o fio preciso seguir este fio.....
Vou caminhando enquanto ver o caminho não quero me perder neste labirinto neste abismo novamente.....
Mãe me salve deste abismo....


João Carlos Faria

Gaia

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domingo, 17 de agosto de 2008

http://multimediazine.blogspot.com/2008/04/como-fazer-uma-longa-metragem-sozinho.html

http://www.ccsp.com.br/

08/12/2005

Clubeonline: Como foi ganhar o Prêmio Bombril na 29ª Mostra BR de Cinema?

Marcelo Galvão: Não esperava ganhar isso. O meu filme, chamado "Quarta B", foi o último que o Leon Cakoff (diretor da Mostra) assistiu em sua seleção e acabou ganhando a única premiação em dinheiro do festival, no valor de R$ 25 mil. Quando fui anunciado como o vencedor, eu estava tão desencanado que estava mascando chiclete. Foi engraçado, pois não sabia o que fazer. Recebi o troféu da Tomie Ohtake e foi ela mesma quem desenhou a peça. O "Quarta B" é um filme experimental muito bem sucedido.

Clubeonline: Um filme experimental?

MG: Isso. Foi um trabalho que eu fiz para ter no portfólio, pois queria muito dirigir um longa. É uma maneira que eu utilizo sempre para começar a atuar em segmentos diferentes. Por exemplo, eu trabalhava como redator na JWT e estava cansado e procurando algo diferente. Decidi dar um tempo e estudar cinema na New York Film Academy. Lá, fiz uns frilas para a BBDO e dei aulas de Jiu-Jitsu. Consegui comprar uma Mini-DV e comecei a fazer uns comerciais fantasmas para ter um rolo e voltar ao Brasil para trabalhar como diretor de filmes publicitários. É a mesma coisa que os estudantes que fazem um portfólio quando querem começar a trabalhar como redator ou diretor de arte. Isso foi em 1999.

Clubeonline: Como foi a volta ao Brasil?

MG: Trabalhei em diversas produtoras, como a Espiral, a TV Zero e O2 Filmes e hoje estou na Republika Filmes. Nesse período eu tinha o roteiro de um longa-metragem, chamado "Fábula", que faz uma viagem utilizando os argumentos de diversas fábulas famosas. Mas não consegui nada com esse roteiro. Aí achei que precisava de algo mais consistente, para que as pessoas conhecessem e apostassem no meu trabalho e decidi dirigir um longa. O "Quarta B" surgiu disso.

Clubeonline: Foi um filme de custo baixo? Como rolou a produção?

MG: Não houve financiamento. Fiz com meus próprios recursos e boas idéias para diminuir os gastos. Foi bastante difícil e trabalhoso. Foram três meses só de testes, com mais de 70 pessoas. Fiquei sem meu produtor, que deixou o projeto; sem fotógrafo, que aprontou 80% da luz e deixou tudo bem afinado;
e sem técnico de som, que teve malária. Fora a polícia que invadiu o set e deu geral em todo mundo.

Clubeonline: Caracas! Como assim?

MG: O filme trata de maconha. E começou a correr na vizinhança do galpão onde foi rodado que aquele era um filme onde rolava maconha e tudo mais. Um belo dia a polícia invade o lugar e coloca todo mundo de frente para a parede. Revistou um por um dos atores, incluindo os casal de idosos que participa do filme. O legal é que essas imagens foram captadas pela câmera.

Clubeonline: Qual a história do filme?

MG: O filme se passa numa sala só, com 18 personagens. É uma reunião de pais de alunos da quarta série. O problema é que o faxineiro acha um tijolo de maconha na sala. A partir disso, a dúvida é qual aluno é dono da droga. As pessoas se acusam, com muito preconceito, como no caso de um dos pais que acusa outro apenas por ele ser surfista. O acusado diz então que só porque ele é surfista isso não faz dele e de seu filho maconheiros. Até o momento em que um dos participantes que estava quieto a maior parte do tempo decide propor uma votação para decidir se eles fumam a maconha para saber o que se passa na cabeça de que usa a droga.

Clubeonline: O filme também foi vencedor no voto popular. Quantas vezes foi exibido na Mostra?

MG: Foram quatro exibições, em horários não muito bons, como 14h de uma terça-feira. Mas alguns fatores chamaram a atenção para o filme e fizeram com que mais gente se interessasse em assisti-lo.

Clubeonline: Fatores como...

MG: A própria história e como ele foi feito, mas a grande força veio do Fernando Meirelles, que é um cara que eu admiro muito por tudo o que fez filmando e dirigindo. Ele assistiu ao "Quarta B" e adorou. No dia seguinte, ele apresentou uma palestra e elogiou muito o meu filme. As pessoas então ficaram curiosas por causa do comentário dele. Para mim, esse já tinha sido o meu maior prêmio.

Clubeonline: Quais as principais diferenças de se filmar em digital e na película?

MG: Em cinco anos vai acabar a película. Eu acredito nisso. Em alguns casos, o sistema digital ainda não reproduz certas cores perfeitamente. Mas como o "Quarta B" foi feito com apenas uma iluminação e um cenário, ficou tudo correto.

Clubeonline: Qual a sua avaliação dos trabalhos em publicidade, hoje em dia?

MG: Acho muito artificial como os atores representam em filmes publicitários. A Argentina, por exemplo, está muito melhor que a gente nesse aspecto. Isso não significa que os atores sejam melhores lá, mas os diretores são. Não é que o tempo aqui seja curto para trabalhar os atores. O fato é que um ator tem que me fazer acreditar naquilo que ele está encenando. Isso é o principal.

Clubeonline: E o que você tem feito para melhorar isso?

MG: Eu estudei por um mês direção de atores em Cuba com a Marketa Kimbrill. Meu rolo e o próprio "Quarta B", creio eu, mostram isso.

Comentários

Assisti o filme. Simplesmente uma LIÇÃO de vida! Sou homossexual assumido. Meus pais me tratavam que nem cachorro.. quando eu estava assistindo o filme aqui, eles ouviram.. ouviram... e na hora que fala do menino e até mesmo quando o diretor se assume, dá uma lição de vida pra pessoas de cabeça pequena.. de mente fechada... Gostaria de PARABENIZAR o Marcelo. Marcelo...o filme foi experimental como você disse.. mas pra mim, VOCÊ É UM DOS MELHORES !!! ABRAÇÃO

cesar netto - marcelo..parabens pelo filme... e tb concordo em relação aos atores brasileiros que fazem publicidade...venho tb tentando imprimir algo mais naturalista e que passe mais verdade ao cara que ta vendo em casa... acho que temos um caminho longo pela frente...pois os roteiros nem sempre ajudam e eu particularmente sinto falta de mais atores bons dispostos a fazer filmes publicitarios...fico cobrando da galera do casting uma pesquisa maior com caras que vem ate de teatro e nao viciados em atuar para publicidade... valeu cara .. boa sorte na carreira e sucesso.. cesar netto - diretor de filmes cesarnetto@gmail.com


http://www.ccsp.com.br/entrevista/?id=19132
Decifra-se ou seja devorado...?



Joca Faria


Domingo de artes e sol ouço Belchior e suas paralelas eu em meu universo paralelo buscando tudo não chegando a conclusões. Nu em mim mesmo...
Tentando desvendar-me entre vários universos na busca do decifrar-se....
Passeando pelas páginas do youtube vencendo meus próprios demônios ou os fortalecendo... A beleza na essência ....
Vendo a beleza feminina e masculina sem nenhum pudor ou temor?
Quem sou ou não sou devo decifrar-me ou ser devorado?
Diante de tudo tenho medo e ousadia simplesmente caminho...esta tarde de calor de inverno...diante da ausência de versos ....
Cadê nossa alma viver com esta ausência longe da essência e aterrador.... Em silencio... Caminho em meu iniciar de gnose e sua essência...
Será que sobreviverei até o final avançar nesta estrada sem recuar preciso de todas as forças que tenho dentro de mim quero luz chega de trevas... Já vivi demais em trevas...
Meus eus são multiplicadores de ilusão decifro os ou sou devorado nos infernos....
Não quero mais voltar lá quero a essência a luz... Vou indo enfrentando as encruzilhadas sem medo lutando contra desejos.... A insanidade toma-me possui parte de mim... Nunca vejo o todo somente a parte nunca face a face...
Ainda não tenho méritos ó Mãe Divina me segure em suas mãos preciso atravessar o inferno... E sair inteiro.....Além Gsberg onde tu estas agora ....sou parte de um exercito? Ou mais um demônio disfarçado de anjo?
Sou a mistura entre o bem e o mal a ser cuspido preciso escolher a estrada?
Não devo ser fraco não agora....Domingo de artes e sol...vejo-me metade ainda longe do inteiro somente a minha metade....


João Carlos Faria

Gaia

Literatura, filosofia e arte...

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http://br.youtube.com/watch?v=4Rs7OBrvZUs&feature=related

sábado, 16 de agosto de 2008

Exposição requenguela ocupa três andares do Itaú Cultural

A idéia era interessante.
Uma exposição eletrônica interativa.
Numa sala, quatro carpas dentro de um aquário que alteram o som da música e você pode colocar o seu próprio mp3 para brincar com as carpas.
Noutra sala, uma estante de livros falsos. Quando você pega o livro, uma voz começa a dizer um texto, que também sai nos auto-falantes.
Depois, numa outra sala, há várias caixas acústicas com sensores de som para você ficar brincando ao ter sua voz alterada e repetida pelas caixas de várias maneiras diferentes.
Mais a frente, um monitor em que palavras ficam passeando pela tela. Você vai clicando nas palavras e formando frases que são emitidas também por caixas acústicas.
Logo ali tem um robô que faz desenhos sozinho.
E finalmente, um programa de computador em que você cria um monstrinho, faz um video e manda direto para o YouTube.

Até aí, tudo bem. O problema é que os criadores das obras se esqueceram de uma lei muito importante: A Lei de Murphy. Quando algo tende a dar errado, vai dar.

As carpas estavam morrendo de fome e não saiam do lugar. Quando colocamos nosso próprio mp3, não funcionou.
Várias pessoas abrem livros ao mesmo tempo e fica uma balbúrdia incompreensível de sons.
Os sensores de som também custam a funcionar. Eu gritei, berrei, bati palmas e não saiu nada nas caixas. Saí da sala falando um palavrão. Mas o palavrão foi captado e ficou sendo repetido dentro da sala por quase um minuto, de várias formas diferentes.
Na seção em que há o monitor em que você cria palavras, há também dois monitores no chão. Eu e meu filho subimos em cima dos monitores, achando que poderíamos formar frases com os pés, mas um "monitor humano" veio correndo em nossa direção, dizendo que não poderíamos pisar ali.
O suposto robô que faz desenhos sozinho fica apenas rabiscando qualquer coisa sem sentido.
Achei que a brincadeira de montar um monstrinho seria nossa salvação. Mas quando fui conferir o video no YouTube, ficou tão ruim e tão desconfigurado que nem vale a pena postar aqui.

E assim lá se vão três andares do Itaú Cultural até 14 de setembro.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Nossas mulheres de São José

Joca Faria


Um calor na tarde de inverno, passarinhos continuam presos a gaiola. E ainda não posso fazer nada temos um desafio de fazer um roteiro para um longa... Mas isto fica para outro dia em texto vou pensando e executando o projeto. A cidade aparentemente esta tranqüila como eu estou. Sinto a velha dor de cabeça por causa de minha sinusite um dia terei uma casa no Sul da Bahia ....
Mas agora preciso comprar um celular para minhas matérias e contatos nunca quis ter um celular , mas fazer o que né é a urgência das redações modernas...Vou mantelo só no horário comercial e para as trilhas por segurança.
Hoje tudo acontece no velho mundo cotidiano Ás palavras não surgem preciso buscar novidades na internet...A semana passa como um velocípede...E nós aqui enfrentando nossos desafios....cadê o frio ? Não sei ? Que historia deve ser contada para os jovens hoje que tema é importante para um pais e para um planeta? A QUESTÃO ambiental... Hoje no ônibus as pessoas brincavam com as estatísticas parece que ninguém se encontra nas estátitiscas de emprego comentavam cadê o meu emprego, o ônibus bem limpo e ligeiro ninguém acredita em pesquisas e estatísticas eles nos mentem... É como acreditar em faculdades elas enrolam... Criticaram-me disseram que do muito valor para o canudo e diplomas e que a gente valoriza o que ainda não conquistou. Gente adoro ler o horóscopo do Quiroga no Vale paraibano para mim é como abrir uma carta de Taró todos os dias... Não gosto de ficar sem ler o Vale saber o que acontece na região estou escrevendo enquanto leitor parece que aquela minha idéia de caderno literário nunca vai rolar mesmo....Pó mania da imprensa só valorizar a política o mundo não funciona em volta da política o Capinejar fala do dia a dia com uma linda historia....
E o LUIS RUFATO cheguei atrasado à palestra o cara é muito bom quero ler as coisas dele parece aquele ideal do escritor ainda não encontrei nenhum escritor com uma cara de mito como o Lobato, Borges aquela foto do Cassiano na entrada da Fundação é maravilhosa...Não lembrei e nunca nos lembramos de mulheres adorei ler Anais Niim e a Simone de Bovoar...elas são maravilhosas. Também fui um choque ler um livro da Ludmila. Aqui temos muitas mulheres de talento ainda não conheço a Sonia Gabriel
Uma trabalhadora das letras.
Preciso ler mais a Dirce Araujo, Juraci Ribeiro este nosso povo bem que merece um caderno de Letras no Vale...
Uma hora desta arranjo um diagramador e financiamento e crio o novo Litter vou usar este nome mesmo ia esquecendo a grande novidade a Zenilda Lua citar pessoas é complicado....
Um beijo a todas as nossas mulheres de São José....

João Carlos Faria

Gaia

Literatura,filosofia e arte

www.mundogaia.com.br
CURSO DE FORMAÇÃO CINECLUBISTA E AUDIOVISUAL

Dias: 30 e 31 de agosto/2008
(sábado e domingo)
Horário: 10:00 às 12:00 e das
14:00 às 18:00

Com Jorge Eduardo
Cacá Mendes
Diogo Gomes

Local: Projeto Movimento da Terra
R. Rubião Junior, 155 – Centro
Monteiro Lobato / SP
Tel. (12) 39791262 / 97138021
www.movimentodaterra.com.br

Realização:
Ponto de Cultura Audiovisualista
Ministério da Cultura
Centro Cineclubista de São Paulo
Projeto Movimento da Terra – cultura e arte


Apoio: Cedeca / Bidim/Fiberweb
Mercadinho Visconde
Depósito Buquira

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

VAMOS FAZER CINEMA?





Joca Faria





Nossa acabo de ler um roteiro do Rynaldo Papoy não consigo ser secreto deixo isto para o João Nicolau é que o único cara que eu convenci além de mim mesmo a fazer um filme é o Rynaldo lá de Guarulhos um talento de mão cheia, mas talento em arte não paga a conta e ainda não aprendemos a escrever Best Seller como o maior escritor da atualidade no Brasil o Paulo Coelho que todo mundo do universo de escritores taca pedra. Menos eu, pois apesar dele ser chato e prepotente , mas é muito bom e um porra louca bem sucedido. Ta mas eu e o Rynaldo vamos fazer um longa metragem, mas primeiro temos que achar o melhor roteiro para uma produção de custo zero a melhor estilo Urubuzão Humano e Movimento Momblecore ou talvez faça oce mesmo...

A idéia é simples um equipamento digital um ótimo roteiro e o melhores diretores da historia recente Joca Faria e Rynaldo Papoy e um monte de atores e atrizes desconhecidos e belos ai não precisa pagar cachê que trabalham para aparecer mesmo né...Fazer o que né...tudo em nome da santa vaidade...e da curtura mundiar...

Precisamos de um roteiro criativo, profundo e bem humorado gostei do Sétimo beijo na boca, mas a produção e bem cara para as poucas moedas de ouro que precisamos arrecadar para fazer o filme...

Precisamos definir o roteiro, analisar a locação, conseguir o equipamento, formar a equipe técnica e escolher o elenco.

Não quero grana do poder público. Estado para que estado para nos censurar? Tó fora...

Sempre com as exigências de projetos e tudo mais deixo para Dennison Ramalho

Que é um diretor de futuro e bem formado que acabou de produzir nosso Zé do Caixão, mas o estilo dele é muito pesado para este poeta aqui... Mas muito talento corre ali...e transpiração.

Vou chegar a um consenso com o Papoy muito email serão trocados o cara já tem uma boa bagagem trabalhou com o Denílson é a internet gerando contato e trabalho a estrela será nossa Daniela Penélupe atrás das melhores.

Vamos seguindo com a produção preciso ler alguns contos dele e fazer algumas historia e crônicas para filmarmos em locações em São José dos Campos, Guarulhos e nossa capital um filme bem paulista...

Vamos atrás da Quanta do Diogo Gome e muito mais gente ando falando com o Edu Pane.

É isso o cinema brasileiro ganhando novos talentos valeu aquele juramento para mim mesmo quando tomava café numa padaria no centro da cidade o cinema entrou em mim ali....Viva meu eterno diretor Diomédio Moares e o mestre Diogo Gomes.

Vamos trabalhar que o tempo urgem podem aguardar a estréia...em 2009....





João Carlos Faria



Gaia



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quarta-feira, 13 de agosto de 2008

O movimento Mumblecore, criado por jovens americanos, cria uma nova maneira de fazer e difundir filmes



Uma nova maneira de fazer e distribuir filmes tem sido capitaneada há cinco anos por um grupo de despretensiosos garotos da classe média norte-americana.

São produções de baixíssimo orçamento, que usam recursos ordinários como câmeras digitais amadoras e situações e cenografia improvisadas, para dar conta dos contratempos típicos de adolescentes recém-saídos da universidade. O fenômeno foi batizado de “Mumblecore” -algo como geração do resmungo-, logo chamou a atenção da crítica especializada e chacoalhou o panorama independente americano.

Em matéria publicada no jornal “The New York Times”, Dennis Lim escreveu que os integrantes “evidenciam uma sensibilidade característica do século 21, decorrente do modelo myspace de relacionamento social e também reflexo do voyeurismo praticado em sites como o youtube”.

O que se vê na tela são personagens vacilantes em ocasiões mundanas, discutindo banalidades com a namorada(o) ou amargando o término de um relacionamento. Quase sempre há presença da tecnologia no enredo, realçando como os novos meios virtuais podem alterar o comportamento dos jovens.

As imagens captadas em tom casual no interior de apartamentos ou festas de faculdade aparecem como se fossem diários audiovisuais, aos moldes de um filme-blog, cujas confissões descrevem o mal-estar de uma geração, a dos 20 e poucos anos. Os personagens mostram-se desajustados frente ao mundo, inseguros diante das imposições do amadurecimento e hesitam nos relacionamentos quando têm a necessidade de tomar decisões a longo prazo.

De tanto falarem e pensarem (os diálogos da maioria dos filmes fluem de forma disparatada), pouco fazem de fato. A turma Mumblecore foi inicialmente reconhecida graças aos trabalhos de Andrew Bujalski, 30 anos, nome apontado como pioneiro do grupo.
Após estudar cinema em Harvard, escreveu, atuou e dirigiu seu primeiro longa-metragem, “Funny Ha Ha” (2002), e impressionou pelo naturalismo tanto do comportamento dos personagens, quanto das situações rotineiras e aparentemente banais retratadas no filme.
O próprio Bujalski faz o papel de um nerd que tenta se aproximar de Marnie, uma garota de 24 anos, que sofre uma desilusão amorosa ao ver seu pretendente se casar com outra. Os dois passam a compartilhar momentos de consolo, sem saber ao certo o que querem exatamente com isso, apenas jogam conversa fora durante uma disputa de basquete ou no meio de um jogo de xadrez. Em busca de uma guinada no marasmo da sua vida, ela formula uma lista de “coisas a fazer”.

Os itens variam desde “tornar-se uma cozinheira melhor” até “fazer exercícios”, passando por “deixar de beber durante um mês”. Numa conversa entre Marnie e Mitchell, o personagem de Bujalski, ele comenta que ela parece um pouco deprimida. Ela responde dizendo que está apenas cansada. Então ele pergunta em seguida: “o que você quer da vida?”. “Eu não quero nada”, diz Marnie.

O filme foi rodado em 16 mm, com poucos milhares de dólares e distribuído por conta própria, no esquema conhecido nos EUA como DIY (do it yourself), sigla também usada para definir a geração dos Mumblecore. Muitos deles não contam com o sistema tradicional de distribuição de filmes e acabam fazendo suas próprias cópias de DVD em casa e vendem pela internet. Só para se ter uma idéia, Bujalski teve de rodar Nova York durante seis meses até encontrar um lugar onde seu filme fosse aceito e exibido.

O nome seguinte a surgir após o aparecimento de Bujalski foi o de Joe Swanberg, de 26 anos. Em 2005, finalizou seu primeiro filme, “Kissing on the Mouth”, com suporte digital e sem trabalhar com roteiro, abusando de diálogos improvisados. Convidou um grupo de amigos sem experiência de atuação para participar do projeto. “Kissing on the Mouth” aproveita a onda lançada por Bujalski para tratar das turbulências vividas por um casal de adolescentes recém-formado e em busca de espaço profissional.

O naturalismo é adquirido aqui na maneira como os personagens conversam entre si, um atropelando o discurso do outro, sendo que várias vezes as falas são entrecortadas ou interrompidas no meio. Swanberg interpreta o namorado de Ellen (Kate Winterich), uma garota de classe média que mantém um caso fora do relacionamento. Patrick, o namorado, trabalha em casa colhendo depoimento de jovens a respeito de traição, casamento e relação com os pais.

Apesar de repetir temas recorrentes ao movimento -vida conjugal, rompimento de namoro, problemas com os pais etc.- Swanberg aposta na exibição despudorada dos personagens a fim de atiçar o moralismo. Em uma das cenas, ele aparece em nu explícito se masturbando debaixo do chuveiro. Em outra seqüência, Ellen discute com a amiga sobre o uso de vibradores. Os tipos de “Kissing...” têm algo em comum: espanam em refúgios infantis quando confrontados no mundo dos adultos.

Este primeiro longa de Swanberg estreou em 2005 no festival South by Southwest, em Austin, no Texas. O diretor do evento, Matt Dentler, foi o maior responsável por impulsionar o movimento Mumblecore e lançar ao público nomes como Bujalski, Swanberg e Jay Duplass, diretor de “The Puffy Chair”, obra que segue a mesma linha. Nessa edição do evento, Dentler disse que estava à procura de “filmes que outros festivais jamais dariam a chance de serem exibidos”.

O encontro ajudou a convergir interesses de jovens americanos espalhados pelo país e tornou-se o lugar ideal para a troca de idéias sobre os filmes que estavam sendo produzidos. Ali eles se conheceram e passaram a cooperar em diferentes projetos, assim nasceu o mumblecore. Após o encontro, Duplass criou o roteiro junto com Swanberg para o filme “Hannah Takes the Stairs” (2007), dirigido pelo último, que conta também com a participação de Bujalski como ator.

Apesar do termo mumblecore ter sido sugerido em um bar pelo editor de som dos filmes de Bujalski, Eric Masunaga, há três anos, ao longo do tempo outros nomes foram cunhados e passaram a acompanhar os filmes dessa geração. Eles já foram chamados de “slackavettes”, em referência ao patrono do cinema independente americano John Cassavetes, de “geração DIY (do it yourself)”, enquanto outros falam de “myspace neo-realismo”.
Em cinco anos de vida, o movimento já rendeu 14 longas-metragens. Além de Bujalski e Swanberg, a trupe ainda conta com os irmãos Duplass -de um dos filmes mais bem recebidos da geração, “The Puffy Chair” (2005), road movie que acompanha a viagem de um casal de namorados que vai buscar uma poltrona comprada pela internet para dar de presente- e Aaron Katz, 26 anos, diretor de “Dance Party USA” (2006).

Ainda que o fenômeno Mumblecore tenha ganhado notoriedade pela autenticidade estética e frescor de conteúdo, algumas fórmulas parecidas já foram testadas por grandes mestres do cinema independente que hoje figuram no mainstream, como Richard Linklater, cuja dobradinha “Antes do Amanhecer” e “Antes do Pôr-do-Sol” empresta o tom casual da conversa entre os personagens, e Gus Van Sant, cineasta fascinado pela estranha resignação da juventude atual.

Mesmo filmes bem recentes, como “Eu, Você e Todos Nós” (2005), da videoartista e diretora de cinema Miranja July, servem como ponto de referência para se estabelecer uma relação com a geração atual. Assim como no filme de July, os jovens mumblecore parecem buscar a todo custo uma maneira de se comunicar e contar suas próprias histórias. E por isso às vezes soam como relatos narcisistas e egocêntricos.
Em depoimento à revista “Filmmaker”, Joe Swanberg disse: “Eu não sinto que eu tenho algo a dizer agora sobre a guerra do Iraque, as histórias da minha vida e dos meus amigos são as únicas que eu posso contar”.

Querer aglutinar tendências pode ser um caminho prático para simplificar a complexidade de cada autor, mas é quase impossível examinar as obras desses jovens cineastas e não amontoá-los debaixo de uma estética comum. Não somente devido ao naturalismo com que filmam situações casuais, mas principalmente por revelarem uma juventude atordoada com o despropósito de suas vidas e insegura com o futuro que lhes espera.

Publicado em 2/5/2008
.
Fernando Masini
É jornalista.

Wallace Puosso
(12) 9175-2738
www.nasasasdocinema.com.br
http://celebreiros.zip.net

"Arte pra mim não é produto de mercado... Arte pra mim é missão, vocação e festa." (Ariano Suassuna)
Cara, artista é uma questão de POSTURA e ATITUDE.

Eu sou um artista. Vivo da minha arte e convivo diariemente com com ela.

E posso falar de outras pessoas também. Mas, o artista é refinado pelo tempo, não da noite pro dia. Logo, das pessoas que conheço e com as quais convivo há mais de 15 anos, várias delas posso dizer, sem medo de errar, que são artistas também.

Portanto, respondendo sua pergunta:
SIM! TEM ARTISTAS DE VERDADE EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS

Wallace Puosso

terça-feira, 12 de agosto de 2008




Uma viagem a Mantiqueira


Joca Faria


Caminhantes do mundo uni vos ontem fiz um bela caminhada do Bairro do Turvo a São Francisco Xavier.
Peguei um circular na velha rodoviária de São José dos Campos em direção ao Bairro do Turvo e comecei a percorrer aquele belo caminho em direção a nossa Serra da Mantiqueira em pensar que com uma passagem de dois reais e dez centavos conseguimos chegar a Mantiqueira , mas é verdade lá cheguei com uma hora dentro de um circular que não era clandestino depois de passar por vários bairros cheguei ao Turvo andando numa estrada rural.
Chegando ao ponto final...Desci e sem medo comecei a caminhar em direção ao desconhecido e sozinho já fui a cachoeiras sozinhos não recomendo mas nesta era individualista ás vezes é a única alternativa para dar um pouco de aventura a nossa vida moderna.Legal que não era um roteiro turístico nada de encontrar gente nem carro como esta Mantiqueira me fascina segui por uns sete quilômetros até uma encruzilhada que indicava um caminho para uma cachoeira e entre o caminho para chegar á estrada asfaltada que dava no Cisnei Real e a ir a Monteiro Lobato ou São Francisco preferia o caminho mais longo sem água e sem comida com dinheiro no bolso para que serve o vil metal nestas horas. Segui com meu pensamento e caminhei sem quase parar vendo aquela paisagem e subindo e descendo serras. Um carro escolar no caminho cheio de crianças eu parei e perguntava diferentemente do que a Equipe Zero prega que era o grupo de trilhas que participei no século passado... Quando fiz minhas primeiras caminhadas á estrada tem vários cheiros de plantas que já conheço. Bem mas pena que nunca achamos cachoeira ou uma venda qualquer nenhuma Vila... Alguns roceiros, matas nativas e de eucaliptos um monte de placas a cada encruzilhada e meus planejamentos da malfadada carreira literária , pois a política quero enterrar...mas o coração bate forte...fui caminhando e vendo amanhã virar tarde e nada de água, numa encruzilhada no alto da Serra uma seta indicado São Francisco e outra um Rio e uma cachoeira, resolvi descer e ver aquele vale que parecia ter uma Vila e indicava São FRANCISCO que decisão tola pois se fosse por cima mais dez quilômetros chegava ao centro do distrito mas desci agora não me arrependo ,pois farei estes caminhos outras vezes mesmo que só...
Fui desci vi uma igreja bela como ficamos contentes quando nas estradas vemos igreja, pois pode ter Vila e comida nos Sítios que poucos haviam nada de gente andei mais uma hora e meia subi outra serra, dois cachorros no caminho nada de água em bica dava vontade de beber da água corrente, o cheiro de mato neste caminho um ou dois sítios a venda quem sabe num futuro.
E finalmente a estrada asfaltada e nada de um rio e subi, mas pintou uma carona encerrando a aventura no restaurante Califórnia em Monteiro Lobato quem quiser estou as ordens e pronto daqui a uns quinze dias para novas caminhadas..
To indo, mas sempre volto á serra de nosso coração....


João Carlos Faria

Gaia

Literatura, filosofia e arte

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segunda-feira, 11 de agosto de 2008




O SESC Serviço Social do Comércio convida para a conversa:

A figura do proletário na literatura brasileira
Com Luiz Ruffato

Ao analisarmos a história da literatura brasileira, percebemos uma quase total ausência da representação do proletário nos romances e contos, entendendo aqui “proletário”
em seu conceito clássico de “operário urbano”.
Este é o tema da conversa com Ruffato, que vem desenvolvendo um projeto denominado “Inferno Provisório”, que busca realizar uma reflexão sobre os últimos 50 anos do Brasil.
O encontro integra o projeto Circular Clandestino.

Luiz Ruffato escritor, publicou entre outros, Eles eram muitos cavalos, com o qual ganhou o prêmio Machado de Assis da Biblioteca Nacional e o APCA. Lançou também três dos cinco volumes do projeto “Inferno Provisório”: Mamma, son tanto felice e O mundo inimigo, agraciados com APCA, além de Vista parcial da noite, ganhador do Jabuti.

Dia 13, quarta, às 20h.
Grátis. No SESC.
Recomendação etária: livre.

SESC São José dos Campos
Rua Coronel José Monteiro, 275 • Centro • CEP 12210-140
Tel. 12 3904-2000 • email@sjcampos.sescsp.org.br • www.sescsp.org.br

domingo, 10 de agosto de 2008

pô, zoca falia,
só u ocê que podi escrevinhá do jeitu qui qué - nóis também podi, nois
tá mum estadu demucraticu, tá sabendu?
caraio, pubrica nossu testu nu seu brog -
nóis fica esperandu ocê pubricá, a nossa mensage sem mudá nadinha.
farou! e ve si veim na telça fera pra modi ajudá nóis cum o nossu
brog, cadê a quelabiscati da dani pernalonga?
ablaços
do edugair colsta e do ricaldo falia
oi zoca falia
mande uma matéria contando cumu foi a reunião qui ocê feis nu sabadu,
nu prédio da antiga camera de são jusé dus campus, aquele negociu qui
ocê inventou achu qui u nomi é cidadi das conversas furadas - si ocê
tiver argumas fotus ocê manda qui nóis pubrica aqui nu vejusaojuse.
que tar?
vai mandar? nois agradece
nós fica aguardandu
edugair xanxana e ricaldo fazia
Quando setembro chegar

A amiga Zenilda Lua

http://zenildalua-alfazema.blogspot.com/

Joca Faria


Quase tarde, mas ainda antes do almoço amanhã passou voando ainda não fiz nada neste dia além de cuidar de pássaros e preparar atividades para a semana que entra e tentar saber o que acontece no mundo hoje. É Domingo e não quero fazer muita a coisa além de comer e dormir a tarde toda amanhã tenho muito trabalho hoje é descanso...
Por um descuido do dia recebi um poema por email de Zenilda Lua e dito feito entrei lá depois da tarde dormida deste poético dia e não é que descubro outra Zenilda Lua lá uma poetisa ou poeta? Firme e forte com belos poemas que encheram esta tarde silenciosa de flores como só as mulheres podem nos trazer. Tem vezes que num shopping vejo as lindas mulheres diante de meus olhos e esforço-me para acreditar que são humanas... Eu as admiro tanto que vivo contrariando ao machismo e dizendo aos anjos e aos Deuses que se me derem outra vida quero nascer uma bela mulher...
Já ouve tempos que não tinha segurança de minha sexualidade hoje sei que sou homem, mas conservo em mim um lado feminino que nunca deixarei morrer talvez a mais bela parte de mim...Diz os esoteristas gnósticos que temos que equilibrar nossas partes masculinas e femininas assim seremos homens e mulheres completos.
E Zenilda Lua é mulher das de verdade,
E quando setembro chegar sei que todos estaremos no Parque Santos Dumont a cantar e declamar mil poemas já não sei , mas vecejar e ontem alguém me falou que a magia e cantos nos poemas e eu sempre que digo que não gosto de rimas é uma herança de nossos modernistas que guardo em pífia razão...
Só Chico Buarque soube cantar-se como mulher até hoje desconheço outro poeta um amigo falou-me que Chico bebe então ele também é humano e falho com nós...
Hoje sonhei com meus avós que já não SE encontram neste plano físico na Velha casa do Jardim Paulista as pessoas amadas partem , mas em sonhos nos reencontramos mostrando-nos que a o após a vida.
Tudo passa talvez este texto fique e eu passarei....e todos nos como o velho poeta passarinhos.
Vou-me indo ler mais de Zenilda ESPERO que a encontre e aqueles que ainda têm pais e avós aproveitem. Deixo aqui a saudade ao velho poeta José Omar de Carvalho ontem encontrei Ricardo seu filho andando de bicicletas pelas ruas da Vila Ema... assim tudo passa, nos passamos e nenhum poder muda isto só o amor....amor ...une-nos....

João Carlos Faria

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Financiamento da Cultura
Lançado hoje pacote de R$ 28 milhões para a Cultura

Na manhã desta quinta-feira, dia 7 de agosto, o Ministério da Cultura e a Petrobras lançaram investimentos de R$ 28 milhões para ações culturais de todo o país. Com a presença de 200 artistas e representantes do setor cultural, foram anunciados dez editais de seleção pública para o fomento de atividades voltadas para os Pontos de Cultura, capoeira, programação de centros culturais, produção de documentários e realização de debates públicos, além de projetos de dança, teatro e patrimônio e ações voltadas às temáticas afro-descendentes (confira mais informações). Os recursos serão aplicados ao longo deste ano e, assim que firmados os contratos com a Petrobras, os editais serão divulgados e publicados no Diário Oficial da União.

Este é o terceiro ano em que MinC e Petrobras disponibilizam editais públicos de fomento à Cultura. “No final deste ano, lançaremos mais editais conjuntos para atender os setores ainda não contemplados”, adiantou o ministro interino da Cultura, Juca Ferreira.

Para o gerente de Comunicação da Petrobras, Wilson Santarosa, essa é uma parceria bem sucedida entre público e privado. “Estaremos sempre aliados às políticas públicas do MinC.”

Ferreira falou sobre a continuidade dos trabalhos da pasta e sobre algumas de suas prioridades de gestão como sucessor do ministro Gilberto Gil. “Encontramos um ministério que não tinha relevância, era um instrumento de troca em que a Cultura não era tratada como política pública”, disse. “Hoje podemos dizer com tranqüilidade que o Estado brasileiro tem tratado a cultura com a delicadeza, a generosidade e o respeito que merece e precisa ser tratada”, explicou. O ministro afirmou trabalhar para que o MinC consolide suas metas e esteja cada vez mais sintonizado com a sociedade. “Lembro-me que, ao assumir o governo, Gil foi aconselhado por amigos políticos a se restringir a duas ou três metas de gestão, mas preferiu abrir várias frentes para que o Ministério fosse capaz de se relacionar com todos os fatos simbólicos da sociedade brasileira. Vamos continuar este trabalho”, afirmou.

Juca Ferreira garantiu que, até o final do ano, será realizada a reforma da Lei Rouanet, uma de suas prioridades de gestão. “Vamos aprimorar o mecanismo de financiamento da Cultura. Esse mecanismo tem muitos limites, vou dar um dado que mostra bem a situação: mais de 90% do que foi investido através da lei foi financiado com 100% de renúncia. Isso significa que não entrou dinheiro do outro lado. Significa que a gente pode dispensar o trabalho de correr atrás do departamento de marketing dessas empresas e deixar para que o próprio Ministério decida como utilizar esses recursos”, disse o ministro. “No Brasil, está se construindo a idéia da responsabilidade social, mas a responsabilidade social não pode ser capturada pelas estratégias de marketing das empresas”, acrescentou.

Ferreira também falou dos resultados da política de editais públicos adotada pelo ministério, que conseguiu ampliar, nos últimos cinco anos, em nove vezes o uso desse mecanismo em seus gastos públicos. “Não podemos nos dar ao luxo de tratar a Cultura de forma subjetiva, temos que trabalhar com critérios, o que é a missão da gestão cultural dentro de um projeto de desenvolvimento”, disse. Também falou da necessidade de um maior envolvimento da sociedade para que a Cultura alcance a meta de responder por 1% do total das receitas do governo. “Este não é um projeto inflacionário. Penso que, no governo, temos os esquálidos e os obesos. Há políticas que podem ser trabalhadas para ter musculatura sem muitos recursos e, outras, que precisam se desenvolver, como a nossa.”

(Comunicação Social/MinC)
Visite nosso site: http://www.cultura.gov.br
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Poemeto de Sábado





Bem que podias aparecer de novo

E se alinhar aos meus fios de tecelã sertaneja

Encher minhas mãos com suas costas

Sabonete novo, crystal, cereja...

Represar a casa

Deixar o amor escorrer até a soleira da porta

Estilhaçar venezianas sem nublar as horas

Fecharei teus olhos,

a boca e o corpo eu beijo.



Zenilda Lua




O evento Cartografia Literária reuniu, em 2007, nove coletivos de literatura no SESC Consolação. Os encontros foram pautados pelo reconhecimento e exposição de grupos envolvidos em atividades de literatura na cidade de São Paulo, por meio de encontros, entrevistas e saraus, com o propósito de fomentar a convergência de idéias e processos de produção poética e literária. Na esteira das produções literárias capazes de prescindir do mercado editorial ou de criar alternativas a ele, caminhamos em direção à literatura que circula na Internet.

Vivenciamos um momento onde novas maneiras de pensar e de conviver estão sendo elaboradas no mundo das telecomunicações e da informática. Essa constatação, feita pelo filósofo e pesquisador Pierre Lévy, se tornou uma urgente realidade com o advento da Web e a facilitação ao acesso à Internet.

Nada mais pode prescindir da Web. As Artes e a Cultura em geral, e especificamente a Literatura, já não podem virar as costas para a Web e suas ferramentas de criação e interação.

A Web (e especificamente a Internet) chega como um suporte potencial de trocas e já desbanca grandes corporações de informação e editoras; descentraliza o acesso do público a obras e questionamentos literários (e outros) — que antes só poderiam ser acessados via grandes editoras, com esquemas empresariais de distribuição nacional, e órgãos da imprensa com seu jornalismo cultural respondendo a grandes interesses.

Agora qualquer um pode ter um blog, escrever o que quiser, montar seu site, espiar o que amigos e inimigos estão escrevendo, contatar escritores, trocar textos, arquivos, idéias, criar seu e-book.

Há informações que circulando apenas pela Internet já pressionam políticas e governos. Geram novas posturas culturais. Um novo mundo, quem sabe admirável, está sendo criado por esta geração que já domina a linguagem e ferramentas da Web como se fossem um novo abecedário.

Observamos que com a Internet, novos grupos e movimentos são gerados da noite para o dia, com visibilidade exponencial. Além do mais são várias possibilidades ainda inexploradas, ou mal exploradas até então. Se tudo isso não bastasse, com a Internet as fronteiras foram efetivamente abolidas. O muro desabou e ainda não sabemos o que fazer com isso. Mesmo a língua já não é mais uma limitação e sim um rico potencial de troca e assimilações culturais.

Todo grande momento histórico como esse precisa ser pensado e analisado enquanto os rumos ainda estão incertos e os ganhos (e perdas) não foram contabilizados.

Sabemos que a Literatura permeia de algum modo todos os aspectos da Cultura. A Literatura é o espelho — quando não a própria matriz — dos fundamentos essenciais de nossa civilização. Por isso o casamento dela com as possibilidades libertárias e as múltiplas ferramentas que a Web disponibiliza geram a faísca que poderá iluminar toda uma época.

Para discutir este momento histórico propomos este ano o Cartografia Web Literária: uma reflexão sobre os rumos da Literatura com o advento da Web. Os rumos dos conteúdos culturais e informacionais em época de faça-você-mesmo.

As várias mesas de discussão e apresentações que acontecerão durante a semana do Cartografia, contarão com uma parcela bem representativa dos protagonistas e mentores deste processo no Brasil. Profissionais, pesquisadores, editores, escritores, blogueiros, artistas multimídia, webdesigners, acadêmicos, pesquisadores na área de web arte, performers, poetas multimeios, músicos, professores, internautas e o público em geral estarão trocando experiências, questionando e repensando o próprio fazer (a poiésis) deste momento tão instigante.



Os Curadores




***




Era Nova

Por Paulo Franchetti





A web veio para ficar. Um dos seus maiores trunfos é a ausência de barreiras alfandegárias. O recorte da distribuição dos textos não é mais geográfico, mas lingüístico. Com os programas de inclusão digital patrocinados pelas empresas e pelos governos, o acesso à web tende a se tornar tão generalizado quanto a instrução básica. Já agora, o baixo custo da publicação, a facilidade do acesso à informação, a mensurabilidade da resposta dos leitores, a precisão dos mecanismos de pesquisa e a voracidade por novos conteúdos que caracterizam a web têm causado impacto na produção, na circulação e no consumo de textos literários. Uma grande massa de textos invade as caixas postais e transborda de blogs, listas de discussão e sites pessoais. A vida literária experimenta uma nova era: grupos, revistas, fofocas, rivalidades, polêmicas, o marketing dos amigos, o automarketing — tudo se projeta fácil e eficientemente no hiperespaço. Constroem-se identidades literárias puramente virtuais. O plágio corre solto. Nasce a "erudição de internet", na criação como na crítica. Modas e autores surgem e somem como bolhas. Ao mesmo tempo, a web ocupa o lugar deixado vago ou recusado pela mídia impressa ou pela TV: um grande poeta dá uma entrevista a um site e uma geração inteira pode ouvir e ver o que já não se ouve nem se vê na televisão, nem nos grandes veículos da imprensa de massa; poemas notáveis e textos críticos de peso aparecem já primeiro no espaço virtual para só depois conhecerem o gosto do papel; romances e poemas de autores de várias épocas se oferecem gratuitamente em várias línguas; textos críticos do passado ficam ao alcance dos dedos; tradutores on-line facilitam a leitura dos estrangeiros.

Como, frente a essa enorme multiplicidade de facetas e eventos, não pensar seriamente o significado da web para o presente e o futuro da literatura? E, sobretudo, como ter uma opinião simples e unívoca? Como ser apenas eufórico, face a uma mudança cujas conseqüências podem ser terríveis para o mundo da cultura, tal como o conhecemos? Como, em suma, relegar a urgência dessa reflexão, em nome da nostalgia de um tempo em que o mundo da cultura era de papel, de pedra e de tinta? Não há retorno. Este texto mesmo nasceu para a web e nela vai circular em primeira mão.

índice



* as zonas de exclusão do mercado literário e o papel da internet

12 terça 19h



Na primeira noite do evento, escritores e intelectuais de várias regiões do país debaterão sobre o mercado editorial brasileiro e as dificuldades para a inserção de autores que não publicam ou não transitam pelo eixo sul (onde há a concentração de capital, editoras e empresas de distribuição). A Internet veio reconfigurar a cartografia literária brasileira? Em que sentido a Internet contribui para o fortalecimento e fomento da Literatura? A qualidade das criações literárias foi influenciada de alguma maneira pela Internet?



Debatedores:

Heloisa Buarque de Holanda [pesquisadora e curadora] – RJ

Fabrício Carpinejar [poeta e blogueiro] – RS

Carlos Emílio C. Lima [ficcionista e editor] – CE

Vicente Franz Cecim [poeta] - PA

Raimundo Carrero [ficcionista e professor] - PE



Mediador: Edson Cruz [poeta e editor do portal Cronópios] - SP



Encerramento: Leitura de textos com os escritores e Performance apresentada por Lúcio Agra



* publicação e distribuição da literatura em tempos digitais

13 quarta 19h



A segunda noite recebe escritores e editores que começaram, ou firmaram sua escrita e interferência no meio literário, em blogs, sites ou coletivos de literatura. Quais os caminhos da publicação e da distribuição da literatura em tempos de Internet e a importância de sites e blogs na trajetória de autores, iniciantes ou não, serão os temas do debate. Haverá telões onde os sites e blogs poderão ser mostrados e comentados.



Debatedores:



Clarah Averbuck (http://adioslounge.blogspot.com/)

Ana Paula Maia (http://killing-travis.blogspot.com/)

Cardoso (André Czarnobai)(http://qualquer.org/salsbury/ )

Artur Rogério NÓS PÓS coletivo de Recife (www.nospos.blogspot.com)

Trindade Lima, editor do VERBO 21/BA (http://www.verbo21.com.br/)



Mediação: Fabrício Carpinejar (poeta e blogueiro, http://www.fabriciocarpinejar.blogger.com.br/)



Encerramento: Leitura de textos e discotecagem com DJ Malásia



* interfaces da literatura na web

14 quinta 19h



A terceira noite do Cartografia contará com criadores e especialistas nas ferramentas e recursos agregados aos conteúdos de literatura na Internet. Todos os debatedores possuem contribuições relevantes e destacam-se na área com trabalhos apurados tanto técnica quanto esteticamente. A discussão girará em torno das interfaces em meio eletrônico — o diálogo com as artes plásticas, música, HQs, animações. O diálogo da literatura com outras artes ganha maiores contornos na Internet?



Debatedores:

André Vallias, poeta e editor do ERRÁTICA/RJ (http://www.erratica.com.br/)

Pipol, webpoeta e editor do PORTAL CRONÓPIOS/SP (http://www.cronopios.com.br)

Mardònio França, poeta e editor do CORSÁRIO/CE (http://www.corsario.art.br/)

Fábio Oliveira Nunes, poeta multimídia e co-editor do site Artéria 8/SP (http://www.arteria8.net).



Mediação: Lucio Agra, professor e performer (http://www.myspace.com/lucioagra)



Encerramento: Apresentação de André Vallias com vídeo-poemas e traduções.



* apreciação e crítica dos conteúdos de literatura veiculados na internet

15 sexta 19h



A última noite de debates contará com a participação de acadêmicos e editores-poetas de publicações eletrônicas que circulam e ganharam o respeito das universidades, estudantes, professores e escritores. A discussão passará pelo olhar da comunidade científica e acadêmica sobre os conteúdos gerados e veiculados na Internet. Há a possibilidade de uma crítica confiável, estabelecida coletivamente, sobre os conteúdos da própria internet. O volume de acessos e as ações colaborativas são balizadores da qualidade de um site, ou de uma tendência contemporânea para geração democrática do conhecimento?



Debatedores:



Ivan Marques (doutor em literatura brasileira e professor da Universidade de São Paulo; foi diretor do programa Entrelinhas) (www.cronopios.com.br/tvcronopios/conteudo.asp?id=37)

Paulo Franchetti (professor e diretor da editora Unicamp) (http://www.unicamp.br/~franchet/)

Márcio-André, editor da CONFRARIA/RJ (http://www.confrariadovento.com/)

Linaldo Guedes editor do CORREIO DAS ARTES/PB (www.cd-artes.blog.uol.com.br)

Floriano Martins editor da REVISTA AGULHA/CE, http://www.revista.agulha.nom.br/]



Mediadora: Leda Tenório da Motta (Professora no Programa de Estudos Pós-Graduados em Comunicação e Semiótica da PUC SP, pesquisadora do CNPq, crítica literária e tradutora.)



Encerramento: Márcio André apresenta uma roldana de palavras-poesia-máquina de desautomatizar munido de vozes, violino e outros objetos sonoros.



* Sarau Cartográfico

16 sábado 15h



Participação de autores, blogueiros, internautas, convidados, Djs, performers, poetas, editores. Leituras e bebericagem.



Todas as mesas terão transmissão Ao Vivo pela TV Cronópios e poderão ser acompanhadas pelo Portal Cronópios (www.cronopios.com.br). Além disso, o portal disponiblizará um CHAT para você enviar suas perguntas para a mesa em tempo real. Fique conectado!





Curadoria do Cartografia Web Literária-2008

Francis Manzoni (SESC Consolação)

Edson Cruz (Cronópios)





Endereço:



rua Dr. Vila Nova, 245, 3º andar
Vila Buarque
São Paulo - SP 01222-020
mapa de localização

telefone: 11 3234-3000
fax: 11 3256-2223

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Olimpíadas e o Tibet... afinal o mundo é nosso quintal?

Joca Faria

Dedicado a Jorge Saladino....e a Letícia Costa Leite....


A chuva molha o corpo, mas e a alma? Ouço o som da cidade sinto os meus pés neste fim de tarde é agosto, minha sinusite dá sinais de vida leio, ouço e vejo tento desvendar-me afinal quem somos? Quem não sou...?
O Tibet. clama por liberdade enquanto abre-se a Olimpíada da China uma festa bonita de arte, cultura e esporte um lado de várias moedas... Cadê a liberdade mais cadê a nossa liberdade? Se vivermos presos a empregos e regras que nunca criamos trabalhamos a vinda inteira para ter algumas comodidades... Mas e ai ? Será que somos livres enquanto trabalhadores apanham em associações e sindicatos. O poder econômico disfarça e impera em todo planeta no Brasil escolas em que não se incentivam a leitura e nem a formação filosófica... É assim neste planeta inteiro tudo é uma ilusão liberdade a todos os povos aos Africanos que morrem de fome. E esta globalização que nos enche de serviços precários QUANDO temos onde trabalhar...
O mundo é um só e nossas ações políticas tem que ser unificadas esta na hora de um novo agir local e global ao mesmo tempo. Somos partes de uma civilização temos que abolir as fronteiras.... Abolir as mediocridades nacionais... Somos seres humanos em qualquer parte do planeta Terra a nossa MÃE GAIA...
Chega de passarmos vexames e sermos deportados nas alfândegas ninguém e tão igual ou tão diferente do seu próximo a diversidade humana é cultural, mas parece que todas as grandes cidades já são iguais a todas....
Quando os povos e pessoas oprimidas se juntarão para dar um basta a esta minoria invisível que se considera dona de tudo...O PODER ECONOMICO esta acima de países , acima da ONU acima de todos nós...como diria abda Almirez O CAPITAL É O CAPITAL e nas suas mãos a migalha do consumo desnecessário enquanto envenenamos a água, a terra e o ar...com nossas grandes concentrações humanas...o mundo precisa criar novas alternativas econômicas e sociais desenvolver uma tecnologia limpa e repensar o se humano e o planeta...
Será que realmente somos civilizados enchendo as cidades de automóveis? Não investindo em transporte público de qualidade e gratuito... A onde ESTÁ o seu direito de ir e vir? Há quantos lugares deste planeta você já foi? Você se sente bem vendo mendigos e pedintes em todos os lugares aonde vai, se pudesse você arrebentaria o flanelinha um ser humano igual a você que não teve as mesmas condições financeiras, moraes e afetiva já pensaram que qualquer um de nós poderia ter nascido numa favela, numa tribo faminta da África... Ainda não aprendemos a amar o próximo com a nós mesmo e nos dizemos Cristãos, Mulçumanos, Budistas, Gnósticos nós no fundo de nós mesmos somos egoísta se fosse diferente faríamos algo de verdade para mudar a nós primeiro e depois o mundo...


João Carlos Faria

www.mundogaia.com.br

Gaia

Literatura, filosofia e arte...

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Á tardinha de inverno....e a vontade de trabalhar ....

Joca Faria


Não digo oi digo saudade na tarde azul, os passarinhos na gaiola cantam queria solta-los, mas não posso eu morreria de saudade e eles morreriam, pois não sabem se alimentar.
Andei lendo Fabrício Capnejar e Reginaldo Gomes agora mesmo... Mas não sei falar do passado , pois passou...Gosto desta tarde com este vento entrando quarto adentro, barulhos na avenida que daqui a alguns meses mudarei para duas ruas acima...Dinheiro ultimamente tenho este mês não farei as unhas nem pintarei os cabelos preciso economizar para ir a Belo Horizonte neste fim de mês...As coisas na parte de finanças começam a melhorar. Preciso montar um negocio faz mais de 12 anos que não assino minha carteira... Será que ainda saberei ser empregado prefiro ser patrão de mim mesmo... Gosto de minha liberdade de tempo de não cumprir horário e poder fazer meus mantras e voltar a ler livros. Agora tenho computador e internet , mas a princesa de mais ou menos 33 anos que quero conquistar diz que não tenho TV a cabo para ver os orientais não esperava isto dela ela quer me transformar em mais um consumidor passivo ainda não tenho celular pois não quero e entre tirar carta e ir a Belo Horizonte preferi ir a Belo Horizonte depois tiro carta, faço uma faculdade que vexame o Lula ta dando chance para todo mundo fazer faculdade preciso me virar para não ficar para traz quem sabe letras...né...não que serei melhor poeta mas para errar menos na gramática to falando de mim depois de ler estes dois amigos novos...
O Reginaldo conheço da década de noventa, mas sempre foi uma relação comum agora quem sabe amigos... Se bem que ainda não veio dar uma geral no meu computador para poder tomar um café, é a distancia da zona leste a sul é o infinito...
Qualquer hora desta rola, to perdendo alguns amigos e ganhando outros a vida é assim uns vão outros vem. Mas com o tempo os antigos também voltam , mas não quero negócios com estes mais.
O povo ta reclamando do fim do site Cidade das Palavras legal quando a gente cria algo é para o mundo e não mais nos pertence. Recebi uma bela carta com uma matéria do Dailor Varela eita poeta e jornalista dos bons acabou com meu antigo parceiro que é irmão de um poeta de verdade...ó dó...
Mas a vida prossegue a editora pode rolar de vez na nossa cidade dormitório grandes parcerias profissionais ta pintando qualquer HORA vou a Sampa e ao Rio artistas tem que circular ontem vi o White um artista de rua que vive perambulando pelo Brasil ele é filho de uma amiga minha....Vamos dar um jeito nele urgente para começar um banho de loja e aulas de etiqueta....
No mais vou indo tenho que buscar criança na escola ela de sete anos reclamou das bases na minha unha. Não é vaidade e sim necessidade....
Beijos....

João Carlos Faria

www.mundogaia.com.br

Gaia

Literatura, filosofia e arte....

quarta-feira, 6 de agosto de 2008

O Guru e os Guris

Se você gosta de cinema marginal brasileiro, assista aqui ao filme "O Guru e os Guris", de Jairo Ferreira:

http://www.portacurtas.com.br/pop_boasvindas.asp?cod=5111&exib=1
Planeta Verde

Joca Faria

Olha o que já aprendi de política desde a minha entrada no Partido Verde me ajudou bastante, como militante já atuei em vários grupos a sociedade é feita de gente boa e ruim ás vezes somos bons as vezes maquiavélicos temos que aprender sempre a buscar a luz.Bonito texto da Monica e do Turteli qualquer partido que formos , religião ou grupo social sempre haverá problemas vamos enfrentalos vamos buscar luz e levar luz.
O Partido Verde é uma idéia busquemos o melhor de nós para construir a democracia interna estejamos na sociedade, nas ONGs, nas comunidades é um grande erro só trabalhar pelo poder do voto o voto vem pelas ações e méritos de trabalhos sociais minha bandeira é a cultura não dá voto mas é a minha luta agora graças a este partido e a idéias chego ao universo ecológico e a idéia de desenvolvimento sustentável em cada cidade que moramos existe alguma área verde degrada vamos abraçar uma eu escolhi o Córrego Cambuí onde tem um Carrefour construído em cima se não achar outros companheiros prepararei ações solitárias até chegar outra pessoa a luz e a consciência só vem com trabalho.
Não estamos sós Gandhi não estava só assim como Lobsang Rampa ou Che Guevará.
Tudo é luta escolhemos nossa opção como aprendi com Samael Aun Weor , reto pensar, reto sentir , reto agir.
Boa sorte e que o Cristo Cósmico ilumine nossa dura tarefa de construir uma nação, somos filhos de Bandeirantes nossos antepassados devastaram estas terras em busca de ouro cabe a nossa geração começar a reconstrução...
Viva todas as almas que buscam luz....

João Carlos Faria

Gaia

Literatura, filosofia e arte

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isso aí, joca faria, sai fora dessa turma.
homem é homem, político é político e filho da puta é filho da puta. a
bandeira verde do pv vem sendo manchada pelo marrom/merda da
corrupção. a bandidagem tomou conta do partido e pensa que vai
continuar enganando a todos: o pv está virando partido dos vigaristas.
a mim não enganam mais
abs

Ricardo Faria

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Estas belas meninas más...

Joca Faria



Estas meninas virtuais buscando mostrar outros lados o que escondem por detrás desta ingenuidade construída... Estes rostos de anjos escondem seres quase humanos e toda uma perplexidade diante da vida? De estar e ser...orkutianamente exibidas e solitárias quais os desejos do ser quase humano deste século vinte e um...?
Wandi Wuor previu os quinze minutos de fama, mas neste universo virtual o tempo é bem maior agora todos são anônimos estrelas, cometas e satélites no universo virtual...Câmeras digitais fotografam a vida das pessoas passo a passo. Do nascimento a morte. Mas somos felizes? Quem é feliz ? Nesta era de consumo...Elas são os produtos a venda na maravilhosa disnelilandia da internet....
Vendem um prazer que nunca será realizado a prazo ou em suaves pretasçoes de um juro invisível adoráveis filhas de famílias....
Mas o ser não tem idade e o que ainda não é também não. Portanto viva a liberdade e as experimentações desta geração que traz o novo de novo...? Mas como o novo se tudo é sempre igual desde que nos descobrimos quase humanos?
Desde que escreveram os livros sagrados se houve ou haverá nova idade do ouro é um mistério , mas tenho saudade do que não experimentei...quem nos fomos num passado remoto , onde estávamos antes de nascer? Estas são as inquietações que nas vozes destes anjos femininos me soa o novo...mas há novo neste velho mundo...estas meninas celebram seus rituais e nunca desvendarão seus mistérios...
Por que são mulheres e mulher por si só já é mistério.
Queremos cair em seus braços perder nossos cabelos e descobrir um pouco da transitória felicidade....nem que seja por um instante...


João Carlos Faria

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Somos todos débeis mentais...


Joca Faria


Na noite de uma segunda-feira desavisados cidadãos conversam na frente de suas casas... Enquanto balas não tão desafisadas raspam suas paredes. Milícias elegem políticos enquanto desavisados governantes brincam de governar....o microfone que instalei neste micro não funciona. Os textos que escrevo são lidos por generosas almas
Nunca semelhantes a minha , pois ainda não sou tão generoso assim sou imperfeito buscando a perfeição...mas neste universo quem se arrisca ser perfeito a muitos sonhos e pouco trabalho . Leio livros no fim da tarde de inverno...Hoje ouve sol e meu passarinho engaiolado brigou comigo ao recolhelo para eu dormir o sono da tarde. Passei a tarde toda sem arriscar uma linha sequer sapiando as noticias do mundo e tentando baixar algumas coisas para melhorar o desempenho desta máquina. Preciso urgentemente de um programa de diagramação de jornais e livros o poeta Reginaldo Poeta Gomes não poderá trabalhar comigo na editora...E ai gente talvez eu consiga uma vaga para um curso técnico de moda no SENAC que legal além de poeta um estilista olha as saias masculinas ai gente quem quer desenhar-me um vestido..Tá ai o desafio quero ver quem vai me mandar desenhos de vestidos masculinos que talvez tenham que ser unissex afinal parece que sou um dos poucos homens a de vez enquando usarem saias ...se pudesse usaria todo dia mas não tenho coragem nem grana para tudo isso em São Paulo precisaria contratar seguranças pois alguns fascistas me assassinariam por isso sempre somos iguais aos outros mesmo sendo tão diferentes ou iguais? Por onde anda Solfidone e Edu Planchez estes loucos que até hoje me inspiram na criação. Entre os conhecidos sou fã de Henry Miller e Caetano Veloso o que seria de nós celebreiros sem a Tropicália
Ela é parte de nós artistas tão como Frederik Nietze que influenciou o século vinte e faz seguidores neste século.
Só li dele Zaratrusta o resto pego por osmose alguns amigos acham que sou ozmozeiano que sacanagem é coisa do magro negro...
Mas ai que movimento faremos surgir a ferre menta esta aqui é nossas cabeças pensaram que falaria do micro ele é um grande instrumento de comunicação....Meu email só vem mensagens de spam que coisa? O SEU TAMBÉM? E viva o spam ta ai o spam é a verdadeira revolução digital..... Palmas para o Spam nosso de cada dia, eu recebo, tu recebes, nos recebemos o verdadeiro difusor de informações úteis e inúteis o SPAM....
SPAM SPAM....Não tem nenhuma banda que se chama SPAM....
SPAM PAM PAM....Mas tudo rola neste século vinte que começou em 11 de Setembro que vergonha queria soltar foguetes coisa de esquerdista débio mental será que nós esquerdistas somos débeis mentais ? Á direita também com sua mania de super valorizar o status somos todos débeis mentais....


João Carlos Faria

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Gaia

Literatura, filosofia e arte.....

Sounds of Rosa Madalena

Vejam aqui um ótimo remix techno da música "Sandra Rosa Madalena", de Sidney Maga. O videoclipe é impagável!

domingo, 3 de agosto de 2008

Vamos fazer cinema?

Joca Faria


O Celebreiro Wallace Puosso dias destes numa amigável troca de email me desafiou a montar uma equipe de 15 pessoas em São José dos Campos acontece que meu universo hoje já é maior que nossa querida e mal falada e amada São José como ainda não aprendi a fazer roteiro tenho três nomes para roteiristas no Brasil Rynaldo Papoy, Franklin Maciel que diz ser amigo do atual Ministro da Cultura e Edison Gory dramaturgo e amigo do Wallace.
Já formei o time de roteirista contando com a minha quase talentosa presença vamos ao possíveis diretores Eduardo Pane, Joca Faria, João Nicolau e o Wallace Pousso, Franklin Maciel, pois diz que é amigo de Ministro. Então tem acesso a grana...Via o deputado Marcelo Ortiz então a direção fica com o Franklin que dado a cultura brasileira tem mais influencia.
E a elaboração do projeto passo a bola para o Woshigton da Assa oca porque tem os canais e nesta pais o que conta não é talento é canal ou quase carnal dado ao famoso texte do sofá.
Diretores de fotografia Marcelo Magano no e a menina.
Então encerro por aqui que o resto a gente contrata experientes profissionais e escala metade do elenco da região e a outra metade de RECORDIANOS E GLOBALIANOS se não não tem bilheteria um orçamento modesto de um milhão de reais eita grana boa torço para não ser desviada....que no Brasil tudo é sempre desviado em prol de nosso egoísmo...
E é capaz de me passarem a perna e roubarem a idéia , mas tudo bem isso aqui não passa de mais um texto mesmo...
Vou é comprar uma bela maquina digital e fazer meus vídeos caseiros mesmos porque há malandros de mais na cena cultural e sou muito ingênuo perto das cobras...
Mas quinze pessoas não são tão difícil o que falta é vontade e trabalho em equipe e o povo aprender a dividir parte do bolo talento nos sobram vi um belo vídeo do Nélio e do Nicolau feito num curso da Assa oca com uma câmera de três cds....que custa 2000 mil reais.
E o espetáculo do Harley Campos muito bom que produção e que texto merece circular neste planeta inteiro pena que dura no máximo dez apresentações e olhe lá por isso não quero saber de teatro como diria o Davi Fernandes de Faria não gasto meu tempo á toa prefiro escrever...
Mas é uma pena esta falta de união na cultura foi ela que acabou com o Ethos e outros embriões de projetos por isso agora sozinho eu vou montar minha editora e produtora quem sabe sozinho eu decolo. Chega de quebrar a cara e ai gostarão do Jornal do Povo....
To indo beijos....

João Carlos Faria

Gaia

Literatura, filosofia e arte...

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CONVITE para o 14º Encontro UFOLÓGICO Giordano Bruno

Contamos com sua presença para juntos conhecermos:



A MEDICINA EXTRATERRESTRE

com a Dra. MÔNICA MEDEIROS



" Médica cirurgiã paulistana, formada na Unicamp com fellowship

em Chicago, sensitiva. Palestrante, escritora. Fundadora e presidente da Casa do Consolador,

entidade universalista dedicada à cura física e espiritual de pessoas e animais, há 16 anos, sem

qualquer fim lucrativo. Assistência a famílias carentes e animais em sofrimento".

APRESENTAÇÃO: - Luiz Ricardo Geddo

ABERTURA:

- LUÍZ RICARDO GEDDO - Comunicação com os Extraterrestres e suas Naves ( parte II)

-DINO NASCIMENTO – Geologia da Terra – ELA PODERIA SER OCA?



Dia 17 de AGOSTO de 2008 – a partir das 14:30h.

-DOMINGO-

Local: Largo Santa Cecília, 73 – 1° andar – sala 02 –

(metrô Santa Cecília) – na praça, ao lado da Igreja – Edifício Jaraguá – SP – SP.



***********ENTRADA FRANCA***********

Agradecemos a quem puder contribuir com LEITE EM PÓ, ou ALIMENTO NÃO PERECÍVE

para as CASAS ANDRÉ LUÍZ * apoio às GESTANTES CARENTES* – Santana, São Paulo - SP.



grupogiordanobruno@ terra.com. br

grupogiordanobruno@ gmail.com



APOIOS: DEPOL

Programa Fenômeno UFO

Rede Boa nova de Rádio 1450 AM

REVISTA UFO * 25 anos.

WWW.ufo.com. br

Besame Mucho

Eu tenho obsessão por covers. Gosto de colecionar o maior número de covers da mesma música. Uma delas é "Besame Mucho", talvez a música mais tristemente bela de todos os tempos.

Minhas versões favoritas são de Diana Krall e Cesária Évora.





Num domingo chuvoso como o de hoje, o coração fica ainda mais apertado. Isto porque eu não me apaixono mais.

Encarnação do Demônio




Em 1998, mais ou menos, soube que José Mojica Marins voltaria a filmar e estava selecionando atores.

Telefonei à produtora dele, que me marcou um "teste de coragem".

Fui perguntar a meu pai, cinéfilo e conhecedor da cinematografia de Zé do Caixão e talvez pessoalmente do próprio, o que seria o tal "teste de coragem". Meu pai falou que talvez o Marins me desafiasse a ter baratas passeando pelo meu corpo, segurar ratos, cobras, sapos...

Não tive coragem de ir. Tiraria de letra os ratos, cobras e sapos, mas... baratas?

Os anos foram se passando e nada de filme novo de José Mojica Marins, embora ele continuasse anunciando na televisão que faria um filme. E sempre dava o telefone para o tal "teste de coragem".

Em 2001, tive o prazer de conhecer sua filha Nilze Marins [uma gata], que também queria ser cineasta. [Não achei nada sobre ela na internet]. Questionei a ela sobre o fato de seu pai prometer fazer um filme e não fazer e ela ficou aborrecida comigo.

Em 2002, quando fui participar do filme de Dennison Ramalho, "Amor Só de Mãe", ele me disse que estava produzindo a terceira parte da trilogia original do Zé do Caixão, que incluía os filmes "À meia-noite levarei sua alma" e "Esta noite encarnarei no teu cadáver".

Vi Dennison Ramalho pela última vez em 2003, acredito, quando fui assistir no cinema, pela primeira vez, ao filme "Amor Só de Mãe".

De lá para cá, Dennison só me respondeu um único e-mail e desapareceu. Até na produtora "Olhos de Cão", ninguém atendia ao telefone.

No ano passado, tive vontade de procurar pelos filmes de Jairo Ferreira. Através do Porta-Curtas Petrobrás, soube que os filmes estavam em mãos de Paulo Sacramento, também da produtora "Olhos de Cão".

Não consegui encontrar Paulo Sacramento de jeito nenhum. Desde que havia filmado "O Prisioneiro da Grade de Ferro", Sacramento também havia desaparecido.

Agora soube que eles de fato continuaram produzindo a terceira parte da trilogia de Zé do Caixão, chamada "Encarnação do Demônio".

A primeira coisa que pensei foi: "A Volta dos Mortos-Vivos". Ou mais especificamente, "A Volta dos Três Mortos-Vivos", porque muita gente chama ao cineasta José Mojica Marins de "morto-vivo". Ou pelo menos, alguém que deveria ter se aposentado nos anos 70.

Eu sou do tipo que valoriza a obra de uma pessoa. Tiro sarro mas não massacro ao Ronaldinho, porque não me interessa se ele não sabe a diferença entre mulher e travesti, nem entre mulher bonita e canhão. Ou o fato de estar barrigudo. O que me interessa é o que ele já fez pela seleção brasileira, como a extraordinária atuação na final da copa de 2002. Se eu fosse técnico da seleção brasileira, escalaria Ronaldinho mesmo que ele estivesse em cadeira de rodas, apenas para ficar na beira do gramado me dando palpites.

Portanto, diferente do que alguns críticos radicais dizem, José Mojica Marins deve continuar filmando, mesmo que seja um morto-vivo. Mesmo que seus filmes não sejam lá mais estas coisas. Porque José Mojica Marins é um dos grandes monumentos da cultura brasileira e realizou provavelmente os mais interessantes filmes brasileiros.

É claro que vou assistir a "Encarnação do Demônio". Assim como já assisti milhares de vezes e continuo divulgando o filme "Amor Só de Mãe". Até porque recebo e-mails de fãs deste filme até hoje, isto porque apareço 15 segundos no filme.

E também assisti e adorei o filme "Prisioneiro da Grade de Ferro".

Caso conheça o artigo sobre Jairo Ferreira, Paulo Sacramento e Dennison Ramalho devem querer minha cabeça numa bandeja.

Mas eu ainda considero Dennison Ramalho meu amigo e ainda vou insistir com Paulo Sacramento para que ele relance os filmes de Jairo Ferreira. E mais: que filmes seus roteiros inéditos também.

E pensando bem, o fato de José Mojica Marins estar produzindo um filme há dez anos me faz pensar numa coisa: eu também sou um morto-vivo. E um morto-vivo dos chatos, que fala mal de outros mortos-vivos.

Eu tenho 37 anos e tenho a fantasia de que um dia serei alguém nos ramos literários e artísticos. Se eu tivesse vergonha na cara, teria seguido o conselho do meu pai e teria, aos 17 anos, abandonado as utopias e começado a trabalhar numa loja de sapatos. Mas não... até hoje sou esta merda de pseudo-escritor e pseudo-artista que assombra a blogosfera.

Devo desistir? Claro que não. Tem um outro lado meu que não me deixa desistir: o lado irônico e sarcástico. Gosto de infernizar a vida dos outros com as bobagens que escrevo, canto e filmo. Deve existir um pouquinho de Zé do Caixão em mim também.

PS: Dennison me mandou mensagem dizendo que também me considera seu amigo.
http://jivmcavaleirodefogo.blogspot.com/

Gente um blog de primeira confiram....

Joca

AI DE MIM!


Deu de abrir comissuras na minha pele,
Porque ele partiu.
E nunca mais voltou pra minha alcova,
Pro meu convento de moça,
Pra minhas paúras,
Pra minhas pioras de noiva,
Pros meus pincéis de Almodóvar,
Pra minha cova roxa.
Eu fico esperando volta.
Ai de nós, mulheres feias!
Ai de nós, mulheres tortas!

Deu de abrir fissuras na minha boca,
Porque ele partiu.
E eu fiquei oca,
Fiquei seca,
Virei louça,
Vivi morta.
Ai de nós, mulheres feias!
Ai de nós, mulheres tortas!

Deu de abrir fendas no amor,
Porque ele partiu,
E nunca mais voltou.
Eu sucumbi ao sol:
Comi calêndulas,
Girassóis feridos,
Flores de abóboras,
Serpentes de vidro.
Abri a porta e gritei:
Ai de nós, mulheres feias!
Ai de nós, mulheres tortas!


RITA SANTANA