domingo, 9 de novembro de 2008

Talvez não sabemos quem somos...

Dedicado a Léo Mandi

Joca Faria


Por estes minutos estava a ler Allen Ginsberg que não pertencia a minha estante e nem vai pertencer.
Pois concordo com Josefina Neves Mello uma poeta das tardes joseenses que diz que livros devem circular. Para que sejam absorvidos...Ela que está por estes dias em seu Rio de Janeiro...E eu aqui a dormir neste interminável domingo de Fankes Cariocas a torturar nossos ouvidos. Alimento pássaros com minhas mãos loucas para soltalos.
Talvez eu queira sair de minha própria gaiola imaginária? Porque nunca estamos contentes com o que somos. Talvez por não saibamos quem somos.
Ai queremos ter. Pois não somos. Se tivesse dinheiro entraria em lojas e compraria de tudo...De tudo mesmo...É por isso que surgiu a crise mundial muita gente comprando e não podendo pagar. É nossa doença social em qualquer parte do planeta. Somos americanos todos consumistas...Precisamos voltar a ter almas...Ainda não somos humanos...
Devemos reaprender a usar o necessário para nossas vidas e pronto as escolas de hoje não servem para nada como as escolas de minha infância. Ninguém ensina nada sobre sexo...sobre drogas de como devemos nos alimentar...nem a fazer trabalhos manuais...
Tive ótimos professores confesso que fui um pé cimo aluno... Aprendi muito sobre comunismo, socialismo e sobre o Brasil, mas nada como sobreviver nesta sociedade de mercado...
Nada sobre cooperativismo e aprender a trabalhar em equipe. Ninguém sai de buracos sozinho...Adorei a palestra de Léo Mandi no Bate Papo ele mostrou firmeza e mostrou a que veio. Jornais não divulgam palestrantes que não tem formação universitária.
Vejo um pré-conceito nesta sociedade com quem não possuem diplomas acadêmicos não tenho nada contra faculdades ainda farei uma.
Mas universidade não detém todo o conhecimento do planeta. Toda a sabedoria...
O Léo Mandi colocou de forma bem clara a função de nós ativistas culturais.
Foi uma das palestras mais objetivas e proveitosa deste ano vi muitas no decorrer do ano em vários lugares e a dele me deixou belas marcas de sabedoria.
Nossa sociedade esta bem longe da sabedoria. Estamos naufragando em nosso egoísmo...Neste individualismo que nos leva a completa solidão.
Precisamos nos reinventar para poder mudar o mundo... E o Léo esta contribuindo com sua parte para esta mudança espero continuar com este projeto no ano que entra.
Precisamos criar um novo espaço para o ativista cultural. Fazelo gerar suas riquezas, ter trabalho remunerado...Ter bases culturais regionais pais afora...Fazer cinema, literatura, criar comercio.
Tudo isto depende somente de nós ativistas sejam culturais, sociais ou qualquer uai...O importante é aconcetecer.
Não há periferias qualquer parte é o centro do universo. Estamos aqui todos a respirar o mesmo ar que nos mesmos envenenamos, a água que nos mesmos defecamos o escritor russo Tostoi já escreveu tudo isso no século dezenove e morreu velho e cansado numa estação de trem da Rússia mas suas belas idéias permaneceram...
Façamos repito o que Marçal Aquino sugeriu leiamos os clássicos para nos embazar. E dizer tudo de novo numa nova forma. Ás vezes conseguiremos avançar um pouco mais.
No mais estou indo tentando superar os ódios transformando os em amor.
Como diz a novela Caminhos do Coração de Tiago Santiago devemos seguir os caminhos do coração.
Partidos políticos, ideologias nos separam de nosso próximo que vivamos o real dialogo...
No mais beijo a todos nos que ansiamos sermos humanos de verdade.


João Carlos Faria

Mundo Gaia

Literatura, filosofia e arte

www.mundogaia.com.br

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