quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

A PRÓXIMA GUERRA

Segue abaixo o relato
de uma pessoa conhecida e séria, que passou recentemente em um
concurso público federal e foi trabalhar em Roraima. Trata-se de um Brasil que
a gente não conhece.

As duas semanas em Manaus foram interessantes para conhecer um Brasil
um pouco diferente, mas chegando em Boa Vista (RR) não pude resistir a fazer um
relato das coisas que tenho visto e escutado por aqui.

Conversei com algumas pessoas nesses três dias, desde engenheiros até
pessoas com um mínimo de instrução.

Para começar o mais difícil de encontrar por aqui é roraimense, pra
falar a verdade, acho que a proporção é de um roraimense para cada 10 pessoas
é bem razoável, tem gaúcho, carioca, cearense, amazonense, piauiense,
maranhense e por aí vai. Portanto falta uma identidade com a terra. Aqui não
existem muitos meios de sobrevivência, ou a pessoa é funcionária pública, e
aqui quase todo mundo é, pois em Boa Vista se concentram todos os órgãos
federais e estaduais de Roraima, além da prefeitura é claro. Se não for
funcionário público a pessoa trabalha no comércio local ou recebe ajuda de
Programas do governo. Não existe indústria de qualquer tipo. Pouco mais de 70%
do Território roraimense é demarcado como reserva indígena, portanto restam
apenas 30%, descontando- se os rios e as terras improdutivas que são muitas,
para se cultivar a terra ou para a localização das próprias cidades. (Na
única rodovia que existe em
direção ao
Brasil (liga Boa Vista a Manaus, cerca de 800 km) existe um trecho de
aproximadamente 200 km reserva indígena Waimiri Atroari) por onde você só
passa entre 6:00 da manhã e 6:00 da tarde, nas outras 12 horas a rodovia é
fechada pelos índios (com autorização da FUNAI e dos americanos) para que os
mesmos não sejam incomodados.

Detalhe: Você não passa se for brasileiro, o acesso é livre aos
americanos, europeus e japoneses.. Desses 70% de território indígena, diria
que em 90% dele ninguém entra sem uma grande burocracia e autorização da
FUNAI.

Detalhe: Americanos entram na hora que quiserem, se você não tem uma
autorização da FUNAI mas tem dos americanos então você pode entrar.. A
maioria dos índios fala a língua nativa além do inglês ou francês, mas a
maioria não sabe falar português. Dizem que é comum na entrada de algumas
reservas encontrarem- se hasteadas bandeiras americanas ou inglesas. É comum se
encontrar por aqui americano tipo nerds com cara de quem não quer nada, que
veio caçar borboleta e joaninha e catalogá-las, mas no final das contas pasme,
se você quiser montar um empresa para exportar plantas e frutas típicas como
cupuaçu, açaí camu-camu etc., medicinais, ou componentes naturais para
fabricação de remédios, pode se preparar para pagar 'royalties' para
empresas japonesas e americanas que já patentearam a maioria dos produtos
típicos da Amazônia...

Por três vezes repeti a seguinte frase após ouvir tais relatos: É os
americanos vão acabar tomando a Amazônia e em todas elas ouvi a mesma resposta
em palavras diferentes. Vou reproduzir a resposta de uma senhora simples que
vendia suco e água na rodovia próximo de Mucajaí:

'Irão não minha filha, tu não sabe, mas tudo aqui já é deles,
eles comandam tudo, você não entra em lugar nenhum porque eles não deixam.
Quando acabar essa guerra aí eles virão pra cá, e vão fazer o que fizeram no
Iraque quando determinaram uma faixa para os curdos onde iraquiano não entra,
aqui vai ser a mesma coisa'.

A dona é bem informada não? O pior é que segundo a ONU o conceito de
nação é um conceito de soberania e as áreas demarcadas têm o nome de
nação indígena. O que pode levar os americanos a alegarem que estarão
libertando os povos indígenas. Fiquei sabendo que os americanos já estão
construindo uma grande base militar na Colômbia, bem próximo da fronteira com
o Brasil numa parceria com o governo colombiano com o pseudo objetivos de
combater o narcotráfico. Por falar em narcotráfico, aqui é rota de
distribuição, pois essa mãe chamada Brasil mantém suas fronteiras abertas e
aqui tem Estrada para as Guianas e Venezuela.. Nenhuma bagagem de estrangeiro é
fiscalizada, principalmente se for americano, europeu ou japonês, (isso pode
causar um incidente diplomático). . .. Dizem que tem muito colombiano traficante
virando venezuelano, pois na Venezuela é muito fácil comprar a cidadania
venezuelana por cerca de 200 dólares.
Pergunto inocentemente às pessoas; porque os americanos querem tanto
proteger os índios. A resposta é absolutamente a mesma, porque as terras
indígenas além das riquezas animais e vegetais, da abundância de água são
extremamente ricas em ouro (encontram-se pepitas que chegam a ser pesadas em
quilos), diamante, outras pedras preciosas, minério e nas reservas norte de
Roraima e Amazonas, ricas em PETRÓLEO.
Parece que as pessoas contam essas coisas como que num grito de Socorro
a alguém que é do sul, como se eu pudesse dizer isso ao presidente ou a alguma
autoridade do sul que vá fazer alguma coisa. É pessoal, saio daqui com a quase
certeza de que em breve o Brasil irá diminuir de tamanho. Um grande abraço a
todos. Será que podemos fazer alguma coisa???
Acho que sim.

Repasse esse e-mail para que um maior número de brasileiros fique
sabendo desses absurdos.

Mara Silvia Alexandre Costa Depto de Biologia Cel. Mol. Bioag.
Patog. FMRP - USP

Opinião pessoal:

Gostaria que você, especialmente que recebeu este e-mail, o repasse
para o maior número possível de pessoas. Do meu ponto de vista seria
interessante que o país inteiro ficasse sabendo desta situação através dos
telejornais antes que isso venha a acontecer.

Afinal foi um momento de fraqueza dos Estados Unidos que os europeus
lançaram o Euro, assim poderá se aproveitar esta situação de fraqueza
norte-americana (perdas na guerra do Iraque) para revelar isto ao mundo a fim de
antecipar a próxima guerra. Conto com sua participação, no envio deste
e-mail..

Celso Luiz Borges de Oliveira Doutorando em Água e Solo FEAGRI/UNICAMP

Tel: (19) 32...


Celular: (19) 91...

e-mail´s: celsoborges@ gmail.com

Nenhum comentário: