segunda-feira, 11 de maio de 2009



Não sei se este livro já saiu no Brasil mas pelo que li aqui é maravilhoso. O tema acho que tem tudo a ver com a palestra de quarta. Estamos meio ou quase perdidos. Por isto entro de cabeça na arte e na politica. O termo cultura para mim ultimamente soa meio pesado.
Parece que nada se salva no hostil mundo em que vivemos. Vou parar por aqui. Semana que vem sai uma edição do meu cd Destino da chuva só vou vender pessoalmente. Nada de internet. Temos que reaprender a olhar os olhos das pessoas. Convido o povo do Arteatec e do Partido Verde para estarem na palestra de quarta - feira no Mário Covas ...FRANKLIN provendencie o café...beijos a todos ...Como dizem os Cariocas...Irmã os...Paz Inverencial. ..

Joca Faria

"O Cântico dos Melros" ou o despertar para a RealidadeO prefaciador de O Cântico dos Melros, o novo livro de Augusto Carlos, é professor de Filosofia na Universidade de Lisboa e tem vasta obra publicada na Poesia, na Ficção, no Teatro e no Ensaio Filosófico. Autor da tradução de livros budistas e coordenador das obras reunidas de Agostinho da Silva, é sócio-fundador e membro da Direcção do Instituto de Filosofia Luso-Brasileira, co-director da revista Nova Águia, presidente da União Budista Portuguesa, da Associação Agostinho da Silva e do Movimento Internacional Lusófono (MIL). Não estivemos no lançamento mas permitimo-nos transcrever o prefácio a que tivemos acesso e que nos parece do maior interesse para melhor compreender o autor."O leitor encontra neste novo livro da já extensa obra de Augusto Carlos uma bem-humorada e clarividente alegoria sobre o estado de hibernação que se arrisca a ser o de todos nós. Num estilo ligeiro e claro, mas sempre profundo, o autor oferece-nos, numa ficcionada “Hibernolândia”, atacada por uma “moléstia” que todos padecem mas de que raros se dão conta, um espelho daquilo que temos até hoje feito do mundo e de nós mesmos. Tudo está invertido em relação ao que seria normal e natural e a suprema inversão consiste em ninguém reparar nisso. A doença ataca tão forte e fundo que ninguém reflecte sobre a ilusão em que anda, numa sociedade que, cavando um fosso entre a opulência de uns e a carência da maioria, destrói as bases da sua harmonia e numa civilização que, voltada contra a natureza da qual depende, ignora estar a cavar a própria sepultura. Na incultura geral, que nada tem a ver com falta de estudos, mas com egocentrismo e insensibilidade ao sofrimento alheio, a própria democracia não pode senão expressar a geral falta de qualidade humana dos cidadãos e ser presa de políticos que vivem de angariar votos ao serviço de obscuros poderes económicos. Tudo assim decorre nesta “Hibernolândia” que o leitor rapidamente identifica. Tudo assim decorre até que algo acontece: alguém começa a dar-se conta da inversão em que tudo anda. E aí o enredo conhece divertidas peripécias à medida que na doença geral se inocula e propaga um vírus muito particular: o vírus da consciência e da cura, o vírus do restabelecimento da saúde, o vírus do despertar. Não contamos mais, para não retirar o prazer da leitura. Diremos apenas que o leitor não deve esperar que esta obra lhe ofereça o roteiro já traçado para a solução de todos os seus e nossos problemas ou faça por si a viagem que só a cada um e todos nós compete. O Cântico dos Melros desperta para uma situação e aponta um horizonte de busca, mas não pretende, felizmente, dar-nos mais uma verdade já feita e pronta a consumir. Nesse sentido, responsabiliza- nos por encetarmos a mesma demanda que é a do autor. Com uma certeza, a de que a humanidade não está só neste caminho, a de que uma “nova era” é possível e a de que “o ser humano deve despertar, deve libertar-se da moléstia e aproveitar o que de melhor existe em cada cultura, de modo a reforçar a cultura global da Humanidade”.Saúdo com alegria o aparecimento desta obra que tão bem adapta ao nosso tempo a mensagem mais intemporal e universal da cultura portuguesa e das sabedorias planetárias. Na verdade, hibernamos e há que Despertar."Augusto Carlos, autor humanista, faz o retrato, numa ficção bem dentro da realidade actual, de uma sociedade adormecida, uma 'Hibernolândia' onde a Humanidade vive simetricamente longe da Natureza e do Amor. O nono livro do escritor luso-moçambicano é uma obra que revela um Mundo invertido que temos de arrumar. O prefácio é do Prof. Paulo Borges, presidente da Associação Agostinho da Silva, filósofo, escritor, ensaísta e tradutor.Augusto Carlos, nasceu em 1955, em Gaza, Moçambique, vive perto de Sintra,e é empresário, formado em Engenharia e apaixonado por Filosofia. Autor de vários livros que falam de amor, paz e diálogo intercultural, é um humanista, um homem livre que não cede a lóbis e a sistemas. A editora de "O Cântico dos Melros", a Nova Vaga, partilha dos ideais humanistas que suportam a narrativa, tendo como missão publicar obras literárias que promovam a união entre os povos independentemente de credos e religiões. Zita Ferreira Braga

http://hardmusica. pt/noticia_ detalhe.php? cd_noticia= 1773

Um comentário:

mihalis-halkida disse...

Good morning. Eftichia and wish health, hello Michalis