quarta-feira, 19 de agosto de 2009



Minha pilha de livros ...

Joca Faria

Dediquei meu tempo de escrita nos últimos anos a um texto de prosa. Agora resolvo pensar a poesia no canto. E na forma. É necessário a quem gosta de escrever as experimentações linguísticas e eu as
fiz sem fazer nenhuma concessão. Levo muitas porradas por isto. Mas levar lavas caras também são importantes e da minha reconciliação com a construção poética dias deste comprei um livro de coletânea de Cecilia Meireles o título Cecilia de Bolso na organização de Fabrício Carpinejar um poeta já reconhecido na cena cultural brasileira.
O livro saiu pela lPM comprei numa rodoviária de uma cidade qualquer. Eita qualquer São José dos Campos.
Estou começando a ler não nego a minha preferencia pela Geração Beat mas nem por isto devo deixar de ler os livros da literatura brasileira.
E qualquer hora deste lerei até Machado de Assis que a escola infilismente nos ensina a não gostar.
Também estou para começar a ler meu segundo livro de João Guimarães Rosa agora Grande Sertão Veredas ler é tão prazeroso quanto escrever. Nem com todo este mundo virtual abandonaremos um livro.
Minha pilha de livros para ler é sempre grande a mais de vinte anos. Quando começa a baixar dou meus pulos e consigo outros títulos.
Compro em sebos, faço trocas , compro usado na biblioteca , empresto de amigos sou alguém que devolve livros. E agora recebo de outros autores de minha geração como Yara Camillo e hoje bem cedo num envelope de Felipe Stefani com o título O Corpo Possível lançado em 2009 pela Dulcineia Catadora
Não gosto de emprestar livros em bibliotecas prefiro ir na Siciliano agora Saraiva ler. Lá você se mantem atualizado nas diversidades da literatura o ultimo livro que li lá foi a biografia de Paulo Coelho e agora finalmente compro alguns títulos lá.
Esta semana comecei um sobre Cultura Digital não lembro o autor pois não é de bom tom lá anotar o nome do livro.
É um lugar delicioso dentro de um shopping e tem até cafeteria. Já vi Umberto Eco escrever de novas gerações de artistas que pesquisam neste tipo de livraria.
A uma geração inteira que se forma nestas livrarias no Brasil a formação hoje se dá nos SESC, Secretarias de Cultura, Fundações e agora mais recentemente as ongs e pontos de cultura.
Em São José de literatura não tem nenhuma ainda. E vou montar uma editora comercial a Pasárgada.
Quando terminar a faculdade pretendo comprar um terreno na Zona Norte e criar uma ONG com enfoque em literatura e geração de renda e a Dulcinéa Catadora já é um belo modelo.
Por enquanto minhas finanças são bem instáveis.
Aqui nesta cidade nos anos 50 e 60 um cara inteligente o comendador Remo Cezaroni fazia exibições de cinema, tinha um planetário e um cinema na Vila Ema hoje ninguém mais fala dele. E seu cinema virou estacionamento de supermercado somos um pais sem memória.
Conheci um dos últimos donos deste cinema quando trabalhava num açougue.
Agora com o pré-sal talvez as coisas melhorem e se invista mais em educação,arte e cultura como defende o educador Saviani.
Ai a Dulcineia esta ai. De personagem de Cervantes a cooperativa editorial. A cena cultural brasileira está de vento em polpa só falta surgir os Renatos Russos, Cazuzas, Raul Seixas de nossa geração. No mais vou pois tem jantar no Estival hoje a noite.
Sorte para vocesssssssssssss......

João Carlos Faria

Editora Pasárgada


http://www.youtube.com/watch?v=JsuZ2DxUAks

Um comentário:

cimatti disse...

bem-vindo ao administrável mundo novo (criação minha), caro joca! os tempos são outros, meu caro. não nos cabe dizer o quanto são bons ou ruis, mas agir nele com inteligência e sensibilidade. só não sei se é mesmo necessário o surgimento de novos ícones, como r. russo, cazusa ou r. seixas, afinal, por serem mesmo outros tempos, podemos ser mais democráticos, repartindo criatividade e coragem em vez de adotar um novo herói: amado por uns, odiado por outros e morto por todos...

abrç!