quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Urbanidade fotos de Joca Faria
No bairro da Vila Industrial São José dos Campos São Paulo Brasil
Primaver de 2009
Camera Digital da Sony.



Esta figura já saiu até no Valeparaibano e ninguém sabe quem é ?


O lixo urbano quantos kilos por més em nossas casas ... Iremos comprar o mundo?



que bela foto de nossa atrizzz

As folhas o urbano o lixo na cidade..Em nosso cotidiano uma eterna briga entre Joca Faria e Davi F.F.



A URBANIDADE DE SÃO JOSÉ DOS
CAMPOS.
Vila Industrial
Desenhos nos postes da cidade.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Pessoas

JoCa Faria

Há sono nesta noite sagrada noite de primavera quando conheci um poeta daqueles que andam na rua. Um homem que chorava ao ouvir um poema lido por Harley Campos ... Que dia que se foi. Terminado num lançamento de livro.. De Rita Elisa Seda e Clóvis Carvalho de Brito e seu livro Cora Coralina em Raízes de Aninha ...
Não se tem dias mágicos como este sempre quando se descobre o valor real da vida. Ó vida doce como as vezes penso em suicídio? Não sei...
Nesta era conturbada entre valores velhos e novos estamos ai entre a loucura e a lucidez...
Entre Deuses e Demônios... Entre Falos e Vaginas entre o Patriarcal e o Matriarcal ... Somos novas mulheres e homens nascendo das velhas raízes que apodrecem ... Entre perdas e ganhos... Que nova civilização estamos construindo?
Ainda não li Cora Coralina e compro um livro sobre sua doce vida amarga e doce.
Quem é esta Aninha que nos falam tanto...
Entre tantos blogs descubro O outro lado da Margem de Lilia Diniz que surpreende - me com uma sutil poesia que fala de amores...
Não consigo não escrever sobre pessoas. pois pessoas são Demônios e Anjos numa mistura alucinógena que me embriaga me leva a porta de abismo devo Saltar?

João Carlos Faria

Editora Pasárgada

http://outroladodamargem.zip.net

terça-feira, 22 de setembro de 2009

A prima Vera

Joca Faria

Finalmente nesta noite de terça-feira já na Primavera ai minha prima Vera há quanto tempo não há vejo.
Época em que tomamos banho de cachoeira. Nadamos nus em Ilha Bela ... Fazemos a poesia ao por do Sol. Tem horário de verão e chuva sem hora marcada ...
É Vera quero te desnudar atrás de uma arvore num parque da cidade. Recitar poemas na beira do lago. Ver a Lua Cheia nascer. Dançar com índios ... Viajar num portal e ver o banhado um mar... É Prima Vera quero tirar tua roupa e te amar a noite toda. Numa ALCOOVA qualquer.
Fazer minhas performances pelas cidades deste planeta Terra ... O mundo é nosso vamos desfruta ló...
Enquanto temos vida ... Somos uma grande arvore ... Somos os pássaros ... É Primavera façamos amor longe de computadores não quero masturbações eletrônicas ... Entrar em XXX.
Quero sua quase alma e seu corpo ó mulher ó Vera ...
Minha Vera que são todas as mulheres e uma só ... Como cantava Solfidone ... Que está num inverno glacial ...
É vera vamos nos amar nas noites enquanto não chega o Verão venha minha nossa Vera ...
Enquanto Chico Buarque não lança um novo cd. Ouçamos nosso silencio ... Quero ouvir o bater de seu coração ... Enquanto nossos corpos unidos e fazemos um só mantra...
Que os Deuses e Deusas me ouçam e te tragam para mim Ó Verá... Minha doce Primavera...

João Carlos Faria

Editora Pasárgada

//www.mundogaia.com.br/
Desculpa não resisti mas a falta de criatividade do caderno Vale Viver está demais tantos temas que um jornal desta importancia para o pais e a região.Uma região que tem muitos artistas de talentos para ocuparem uma capa e um debate sério no Vale Paraibano e vai lá Beatles, Michel Jakson eita censo comum de nossos amigos jornalistas.Uma região que carece de editoras, gravadoras numa semana de Elpio dos Santos e lá vai o Vale perder tempo com 20 anos da morte de Raul.O Nadir Jacob Cury esta correto em sua cruzada.Pela regionalizaçãso. Os artistas carecem de apoio gente muito boa mas sem espaços decentes.Gente vão afundo. Movimentos não se fortalecem sem apoio de uma midia criativa longe deste senço comum.Abraços e vamos voar longe desta mediocridade dos ultimos tempos deste caderno.Abraços

Joca Faria

domingo, 20 de setembro de 2009




Borrão

Joca Faria

A Cópia da cópia da cópia é um borrão. E a cópia do borrão se reduz ao nada. Um ponto. Dentro da existência. Portanto minha escrita e esta cópia da cópia que deixa de ser cópia com todas as pretensões e sem nenhuma pretensão. Só desejo o caminho da felicidade. Encontrar a fêmea perfeita e fazer algo que seja além do dito normal. Pareço até um personagem de Zé Mojica ... Mas a mulher é perfeita para mim ... Quero alcançar minha divindade através desta fêmea. Saciar a sede de meu espírito que é eterno . Enquanto este corpo é perecível. Neste calor que antecede a primavera neste fim de inverno os ciclos se fecham no andar em Shopping Center. Os mercados de nossa hipermodernidade.
Pois digo sou a cópia e a imperfeição da adorável Geração Beat da Semana de Arte de 1922.
Do Tropicalismo e dos insucessos do Manifesto Abismo. Sou anárquico e ao mesmo tempo conservador. Amante de mercados municipais... Sou pura contradição Kamizes de aliados ... Sou farça e força ... Sou Joca Faria o sínico herdeiro de Diógenes... Amante das experimentações ...Liniliilista de alma ...
A CÓPIA da cópia da cópia é um borrão. NÃO escrevo a poesia a prosa certinha sou anti rimas, metrificações qualquer coisa comum que se faz na UEB hoje e não deixo de ser poeta.
Nunca quis ser marginal e não to a margem de nada , pois somos ponto centro e periferia. Estamos no espaço livres e presos a lei da gravidade ... Quero um portal para adentrar a quarta-dimensão e esta porta é sua vagina unida ao meu penis... E nada mais me interessa não quero todas as mulheres só descobrirei o amor com uma. Que me abra as portas da percepção e adentrarei aos infernos e céus...
Sou cópia da cópia da cópia sou além de um borrão. Alguém que circula a infinitos tempos tentando encontrar a porta.
Minha poética é deste momento que deixa de ser ... Não estou já não será 5.25 de uma tarde de Domingo quando ler este texto.
Não será Setembro ... Já não coleciono vocês ... Já não crio bestas ... Não posso cair devo descer e não cair. Sempre descer para poder subir ... Quem desce sobe se cair eu levanto.
Quero sua vagina unida ao meu penis ... Nossos corpos unidos em noites de sábado,,,
Nossas artes nossos sexos nossos desejos ... Sermos um só ponto num êxtase ...
A Cópia da cópia da cópia é um borrão. E a cópia do borrão se reduz ao nada. Um ponto. Dentro da existência. Portanto minha escrita e esta cópia da cópia que deixa de ser cópia com todas as pretensões e sem nenhuma pretensão. Só desejo o caminho da felicidade. Encontrar a fêmea perfeita e fazer algo que seja além do dito normal. Pareço até um personagem de Zé Mojica ... Mas a mulher é perfeita para mim ... Quero alcançar minha divindade através desta fêmea. Saciar a sede de meu espírito que é eterno . Enquanto este corpo é perecível. Neste calor que antecede a primavera neste fim de inverno os ciclos se fecham no andar em Shopping Center. Os mercados de nossa hipermodernidade.

Não será Setembro ... Já não coleciono vocês ... Já não crio bestas ... Não posso cair devo descer e não cair. Sempre descer para poder subir ... Quem desce sobe se cair eu levanto.
Quero sua vagina unida ao meu penis ... Nossos corpos unidos em noites de sábado,,,
Nossas artes nossos sexos nossos desejos ... Sermos um só ponto num êxtase ...



João Carlos Faria

Editora Pasárgada

http://www.mundogaia.com.br/
Dicas da semana
Em virtude do lançamento do livro de Rita Elisa Seda e Clovis Carvalho Brito.
A Editora Pasárgada suspende o encontro no Center – Vale desta semana retomando no dia 30 de Setembro as 8 da noite.

Cora Coralina

Raízes de Aninha
23 9 2009 Quarta- Feira
LIVRO DE Clovis Carvalho Brito
Rita Elisa Seda
Editora Idéia e Letras
Livraria Maxsigma
Shoping Colinas São José dos Campos SP Brasil

Palestra Pública

Evangelhos Apócrifos
A história secreta do Cristianismo
Local Espaço Mario Covas – Antiga Câmara Municipal
Praça Afonso Pena 29 – Centro
26 9 2009 Sábado 10 horas Entrada Franca
Ageac
WWW.ageac.org
Tel 12 3913 45 25
Associação Cultural

Sarau em homenagem ao poeta Dailor VarelaCom a participação de poetas, músicos e artistas em geral, o Espaço Cultural Chico Triste estará realizando o Sarau Poético que nessa edição homenageia o poeta Dailor Varela. Participação especial de Máh Luporini (participante do espaçopoema do mês),Jorge Pessoto e João Isidoro, João Bosco, alunos das oficinas de teatro, Canto Coral e Violão, além de vários poetas e artistas convidados.Local: Espaço Cultural "Chico Triste" - Dia: 26/09/2009 - 19h00 - GrátisEnd: Rua Milton Cruz - S/Nº (em frente ao 5º DP) - Vila Tesouro - 3929-7559

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Olha a nova caçadora de marajás ai gente ?

Joca Faria

É queremos uma revolução e as vezes elas vem silenciosamente dentro de nós.



Escrever e publicar num pais do jeitinho como o Brasil é algo estranho quando escrevemos apontamos nossos próprios erros. Não só o dos outros afinal todos os homens acordam com o membro duro de manhã.
Mas ter editores como Ricardo Faria que apimentam ainda mais seu texto ai é dureza e se bater resolvesse podíamos fuzilar vereadores, prefeitos, senadores e presidentes.
Não ia fazer falta nosso pais tem uma escola de gente covarde. Querendo roubar. Meu editor diz que até eu quero uma boquinha. É dureza. Estamos todos corrompidos e agora o Partido Verde vem novamente com a bandeira da ética olha a historia do caçador de marajás se repetindo e daí?
Daí que não tomamos vergonha na cara ás pessoas se escondem atrás de uma fachada de que tem uma família para cuidar e enche a cara de cachaça se achando alguma coisa. Ou até cocaína.
E estamos mantendo estas injustiças sociais que nós somos algozes e muitas vezes vitimas.
Onde tem homens sérios no poder de alguma empresa ou governo.
O cinema, teatro, literatura estão ai para apontar nossa podridão. Nisto no Festivale foi natural vestíamos as carapuças a todo o momento.
Esta pose de democracia e liberdade esconde uma sociedade que se apodrece cada vez mais e torna este fascismo mais claro.
Antes fuzilavam e internavam artistas agora os matam aos poucos no ostracismo e no escárnio da incompreensão.
Fazem-nos ser ridículos. O processo eleitoral é uma farça financiada por empreiteiras que no fundo governos financiam.
O PT mudou faz o jogo dos ratos. Disfarçado de gato. Mas já é um governo melhor que os proto fascista do PSDB.
A imprensa esta ai para manter este falso jogo democrático e nos povo somos a ilusão nos achando eleitores?
Nunca se inicia uma revolução coletiva , pois revoluções coletivas não existem Zé Dirceu naquela foto em cima do carro é uma farsa aquilo deve ter sido montado na hora?
Já vi brigas de fachada em sindicatos só para uma foto num jornal.
E tudo montado. E sempre será. Marina esta sendo engolida por um sistema da qual faz parte e finge não fazer.
Até eu sou usado pelo meu radical editor Sr. Ricardo Faria. Somos futuras bostas comidas de verme.
Deixemos nossa hipocrisia e covardia e voltemos a luz e nos tornemos homens de verdade.
Mas isto é um processo doloroso. No qual deixamos de ser.
No mais este mundo é uma ilusão. Deixemos nossas vaidades e escolhemos uma das pílulas?
Bem vindo ao mundo de Matrix....Você não existe.
Voce é um produto de mercado o consumidor...

João Carlos Faria

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Editora Pasárgada

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

O vestido...

Joca Faria

Acabei de ler um capitulo de um livro interessante neste universo da UEB. A cidade se faz presente em mim através do som da rua. Ouço o barulho dos automóveis estranho não tenho uma boa relação com automóveis. Não tenho vontade de dirigir ... Porque se me irritar com estes idiotas que azucrinam o transito iria meter o carro em cima deles. Por isto prefiro o transporte coletivo. É bem mais sociável. Adoro ver as mulheres pela manhã nos pontos e nos coletivos todas cheirosas e com banho tomado indo a seus compromissos.
Será que precisamos realmente de automóveis individuais não sei? Juro que não sei. Resisti há anos aos celulares. Não deixo de ser um consumista como todo mundo é hoje dia. Ultimamente contro-lo me .
Ter sem necessidade é buscar suprir carências afetivas e emocionais que temos nestes dias atuais. As escolas deveriam ensinar meditação para o ser - humano em geral.
Ontem numa loja quase comprei um belo vestido de presente. Mas para quem o daria?
Qualquer hora deste eu compro. Li ontem belos poemas que nos chegam via a UEB. Os novos autores nos falam de nosso tempo. Preciso dominar a técnica de escrever para teatro. Só faço estes textos quase que diariamente não gosto de uma vida muito agitada tira- nós o tempo da leitura e da escrita ai só lemos o mundo que fica registrado em nossa retina.
Percebo que as pessoas estão cada vez mais neuróticas por causa da velha sobrevivência.
Vou é voltar a andar apé. Isto ajuda a acabar com as neuroses.
Tem hora que dá vontade de ir morar dentro de uma mata na Serra da Mantiqueira escapar um pouco deste kaos urbano.
Eu seria tido como louco adoro quando Zaratrustra sobre a montanha e se isola. Friedrich Nietzsche me fascina tanto quanto Diógenes o cínico qualquer hora termino minha construção sobre Diógenes e monto a performance.
Compraria aquele vestido e sairia pelas ruas com uma lanterna, mas o que é um cego? Sem luz como outros cegos a querer ver a luz?
Não somos homens de verdade . Viemos das estrelas e caímos neste abismo.
E buscamos a libertação???

Libertação

Cansei de ser demôniopara que poses de DeusA minha verdade é o céuSeja ele o que acontece em tua bocaOu qualquer pedaço de infinito

Franklin Maciel

Este poema diz tudo a poesia esta ai viva um dia volto a arte de resumo ...
Viver é uma aventura mesmo diante desta tela uma pequena ave esta em meu ombro...
O CALOR e a presença nesta já tarde de quase primavera ... E agora posso fotografar a nossa São José dos Campos ...

João Carlos Faria

Editora Pasárgada

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terça-feira, 15 de setembro de 2009




A mentira do processo colobarativo?

Joca Faria

A primavera esta chegando não pela data. Mas pelo nascer de flores nos Ypés na subida do morro da Vila Industrial. Avistei pela janela de um ônibus aquelas flores nascendo. É primavera. O Festivale já foi preparo uma performance para ser lançado no Rio de Janeiro inspirada em Gentileza e Bispo do Rosário é um figurino de Eliete Santos feito para este poeta que vos escreve.
A dinâmica do fazer teatral hoje está maravilhosa. Belos grupos , mas se perdem nesta idéia absurda de processo colaborativo as peças se perdem em roteiro. Até parece que não surgem novos escritores na cena nacional. Que mentira ? Estamos num processo de organização da nova literatura liderados por figuras como Marcelino Freire, Fabricio Capinejar, Joca Reners Terron para falar em alguns nomes mais badalados na cena.
Falta aos grupos de teatro ver sites como Cronópios e fazer um contato e os autores estarão ai para colaborar neste processo atual da arte brasileira.
Uma das coisas que observei no Festivale é quase um endeusamento do fazer teatral Bispo Macedo que se cuide vai surgir uma nova igreja daqui há pouco. Ouvi até bobagens vindo da boca dos críticos que o teatro é a principal manifestação artististica discordo a arte como um todo nos envolve .mas não somos tão gênios assim para fazer tudo e a vida é única.
Por isto nos envolvemos com uma ou outra área não me vejo segurando um monologo ou espetáculo por uma hora adimiro quem faz isto bem feito.
Quem sabe com muito estudo, ensaio e oficinas até chegue lá.
Mas poetas não conseguem ensaiar poetas lêem e escrevem e fazem política.
O Festival contou com as presenças de Alexandre Mate uma figura lúcida e defensor da cultura nacional. Valmir Santos jornalista de artes.
Conheci o mestre José Facury com belas colocações, Thais Helena D Ambrosio jovem e bela e talentosa.
Heitor Saraiva um homem de teatro.
Mediação de Fernando Rodrigues.
É o Festivale se foi nos deixa saudades e a doce vontade de criar e fazer de São José dos Campos um grande pólo de arte.
Graças ao Universo estamos ai vivos por mais uns cem anos e vamos em frente.
Saudações ao mestre Cláudio Mendel. Que luta por um teatro profissional em nossa região uma luta de mais de trinta anos.
Pensem e debatam sobre a merda chamada processo colaborativo passadas por uns acadêmicos desavisados.
Gostei de sacar a importância das universidades na cena cultural brasileira enquanto formação e embasamento a Eca não é tão Eca assim?
Mas Caetano Veloso não é ingênuo e saca as falhas acadêmicas.
No mais estamos ai e aqui em Sampa, São José dos Campos num Brasil de todos nós. E para todos. Eita vou mandar prá Dilma Roussef.
Abraços ao universo inimaginável das artes que todos achemos o caminho das pedras da profissionalização.
AS FLORES DE SETEMBRO ESTÃO AI TUDO RENASCE APÓS O INVERNO ...

João Carlos Faria

Editora Pasárgada



http://www.youtube.com/watch?v=dj_cwFxBM_A

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Estou acompanhando a cena Teatral Brasileira no Festivale em São José dos Campos vi grandes avanços em relação a outros festivais. Já sai de peças em outros festivais.
Este ficamos até o debate.
Sei quanto é duro produzir arte neste pais. E as pessoas fazem. Isto é bom precisa-se de um aperfeiçoamento dos Fundos de Cultura?
Mas até que ponto é saudavel o financiamento público das artes e cultural ? Pois o Estado faz censura velada?
Como a iniciativa privada a outros caminhos de financiamento? E profissionalização?
E o precesso colaborativo na produção teatral é válido até que ponto?
O uso das tecnologias digitais acessiveis e intermos baratas ? Ferramentas como Yotube ? My Space?
Aguardo retornos é uma proposta de debate?
Sucesso a todos..

Joca Faria

São José dos Campos Brasil São Paulo

Editora Pasárgada

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Qual é a festa hoje?


Joca Faria


Pó não consigo não escrever sobre a Poesia de hoje. Ultimamente só falo dela e na minha opinião dois talentos que me comove são Edu Planchez e Reginaldo Poeta Gomes ler as poesias que estes dois jovens poetas fazem é algo surpreendente recebo os sempre no meu email ou no caso do Edu lendo no seu blog.
A arte viva é algo verdadeiro falam de nossos amores e também nossas dores. Quero voltar a escrever. E já não pego o jeito ontem na Siciliano tive acesso a dois livros maravilhosos naquela nossa biblioteca.
Onde busco inspiração e informação e conceitos haja trabalho né. Li um capitulo inteiro falando de
Sousandrade que é Joaquim De Souza Andrade um poeta que escreveu vários livros entre eles o Harpas Selvagens o cara erá Maranhense igual a um senador bigodudo. Não falo de barrigudos pois estou grávido de nove meses quando nascerá? Olha a lipo ai gente.
O livro que lia era História da Literatura Brasileira Volume 1 de Massaud Moisés grande pesquisador de nossa escrita pela Editora Cultrix.
Qualquer hora desta após concluir a faculdade pego um trem bala vou ao rio. Alugo uma casa com laranjeiras no quintal e vou morar no Rio de Janeiro. Tem hora que não dá para suportar esta caretice Vale paraibana formada por Mineiros e Paulista este meu povo é muito fechado e formado por pré – conceitos não dá para aturar por muito tempo no meu caso a uns quarenta anos .
Principalmente quando lemos trechos do livro Sabedoria Radical Wes Nisker publicado pela Editora Cultrix no Brasil.
Ai não dá para não lembrar de Jorge Saladino e Ricardo Faria duas figuras impares nesta conservadora região que tacam o pau na moleira de nossa hipocrisia paulista. Não sobra nem este escriba aqui. Os caras são bem afiados deveriam ler este livro se sentiriam em casa. O livro tem um humor inteligente o autor e radialista mora em LOS ANGELES é também budista.
Quando firmar minha Editora estes nome e muitos outros serão editados e vendidos a todo Brasil.
Nosso problema na região e que os governos tem muitos críticos mas nunca falam a mesma linguá.
A ESQUERDA é uma verdadeira babel de Deuses e Semi Deuses que no fundo não dizem nada ou tudo mas o ouvido do povo é surdo. E o povo mudo. E a elite da direita e da esquerda fazem a festa.
Enquanto a fauna reclama na floresta.
Um dia deixaremos de sermos otários e criaremos o novo mas que novo será este?

João Carlos Faria

EDITORA PASÁRGADA

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Sr. Claudio MENDEL em virtude da realização do FESTIVALE unico evento verdadeiro produzido por esta Afundação Cassiano Ricardo nos da Editora Pasárgada suspendemos as atividades realizadas nas quartas-feira e estaremos participando enquanto público deste Festival.Nos o felicitamos pois é um omem de teatro como diria Diogenes que caminhava pela Grécia não a homens nesta cidade.Felicitamos e o aplaudimos. Mas desde já lembramos que quem faz teatro a fundo nesta cidade é o sr. e Atul Trevedi e HarleyCampos que nunca é brindado pela panela cultural joseense.Segundo alguns produtores quem é ligado a afundação ou é viado ou apeziguado do falso poder eleito desta cidade fantasma pois aqui não há homens.Beijos insanos

Joca Faria

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Oração de Sapiência na abertura do ano lectivo no ISCTEM
OS SETE SAPATOS SUJOS

Mia Couto1

Começo pela confissão de um sentimento conflituoso: é um prazer e uma honra ter recebido este convite e estar aqui convosco. Mas, ao mesmo tempo, não sei lidar com este nome pomposo: “oração de sapiência”. De propósito, escolhi um tema sobre o qual tenho apenas algumas, mal contidas, ignorâncias. Todos os dias somos confrontados com o apelo exaltante de combater a pobreza. E todos nós, de modo generoso e patriótico, queremos participar nessa batalha. Existem, no entanto, várias formas de pobreza. E há, entre todas, uma que escapa às estatísticas e aos indicadores numéricos: é a penúria da nossa reflexão sobre nós mesmos. Falo da dificuldade de nós pensarmos como sujeitos históricos, como lugar de partida e como destino de um sonho.
Falarei aqui na minha qualidade de escritor tendo escolhido um terreno que é a nossa interioridade, um território em que somos todos amadores. Neste domínio ninguém tem licenciatura, nem pode ter a ousadia de proferir orações de “sapiência”. O único segredo, a única sabedoria, é sermos verdadeiros, não termos medo de partilhar publicamente as nossas fragilidades. É isso que venho fazer, partilhar convosco algumas das minhas dúvidas, das minhas solitárias cogitações.
Começo por um fait-divers. Há agora um anúncio nas nossas estações de rádio em que alguém pergunta à vizinha: diga-me minha senhora, o que é que se passa em sua casa, o seu filho é chefe de turma, as suas filhas casaram muito bem, o seu marido foi nomeado diretor, diga-me, querida vizinha, qual é o segredo? E a senhora responde: é que lá em casa nós comemos arroz marca…(não digo a marca porque não me pagaram este momento publicitário).
Seria bom que assim fosse, que a nossa vida mudasse só por consumirmos um produto alimentar. Já estou a ver o nosso Magnífico Reitor a distribuir o mágico arroz e a abrirem-se no ISCTEM as portas para o sucesso e para a felicidade. Mas ser- se feliz é, infelizmente, muito mais trabalhoso.
No dia em que eu fiz 11 anos de idade, a 5 de Julho de 1966, o Presidente Kenneth Kaunda veio aos microfones da Rádio de Lusaka para anunciar que um dos grandes pilares da felicidade do seu povo tinha sido construído. Não falava de nenhuma marca de arroz. Ele agradecia ao povo da Zâmbia pelo seu envolvimento na criação da primeira universidade no país. Uns meses antes, Kaunda tinha lançado um apelo para que cada zambiano contribuísse para construir a Universidade. A resposta foi comovente: dezenas de milhares de pessoas corresponderam ao apelo. Camponeses deram milho, pescadores ofertaram pescado, funcionários deram dinheiro. Um país de gente analfabeta juntou-se para criar aquilo que imaginavam ser uma página nova na sua história. A mensagem dos camponeses na inauguração da Universidade dizia: nós demos porque acreditamos que, fazendo isto, os nossos netos deixarão de passar fome.
Quarenta anos depois, os netos dos camponeses zambianos continuam sofrendo de fome. Na realidade, os zambianos vivem hoje pior do que viviam naquela altura. Na década de 60, a Zâmbia se beneficiava de um Produto Nacional Bruto comparável aos de Singapura e da Malásia. Hoje, nem de perto nem de longe, se pode comparar o nosso vizinho com aqueles dois países da Ásia.
Algumas nações africanas podem justificar a permanência da miséria porque sofreram guerras. Mas a Zâmbia nunca teve guerra. Alguns países podem argumentar que não possuem recursos. Todavia, a Zâmbia é uma nação com poderosos recursos minerais. De quem é a culpa deste frustrar de expectativas? Quem falhou? Foi a Universidade? Foi a sociedade? Foi o mundo inteiro que falhou? E porque razão Singapura e Malásia progrediram e a Zâmbia regrediu?
Falei da Zâmbia como um país africano ao acaso. Infelizmente, não faltariam outros exemplos. O nosso continente está repleto de casos idênticos, de marchas falhadas, esperanças frustradas. Generalizou-se entre nós a descrença na possibilidade de mudarmos os destinos do nosso continente. Vale a pena perguntarmo-nos: o que está acontecendo? O que é preciso mudar dentro e fora de África?
Estas perguntas são sérias. Não podemos iludir as respostas, nem continuar a atirar poeira para ocultar responsabilidades. Não podemos aceitar que elas sejam apenas preocupação dos governos.
Felizmente, estamos vivendo em Moçambique uma situação particular, com diferenças bem sensíveis. Temos que reconhecer e ter orgulho que o nosso percurso foi bem distinto. Acabamos recentemente de presenciar uma dessas diferenças. Desde 1957, apenas seis entre 153 chefes de estado africanos renunciaram voluntariamente ao poder. Joaquim Chissano é o sétimo desses presidentes. Parece um detalhe, mas é bem indicativo que o processo moçambicano se guiou por outras lógicas bem diversas.
Contudo, as conquistas da liberdade e da democracia que hoje usufruímos só serão definitivas quando se converterem em cultura de cada um de nós. E esse é ainda um caminho de gerações. Entretanto, pesam sobre Moçambique ameaças que são comuns a todo o continente. A fome, a miséria, as doenças, tudo isso nós partilhamos com o resto de África. Os números são aterradores: 90 milhões de africanos morrerão com AIDS nos próximos 20 anos. Para esse trágico número, Moçambique terá contribuído com cerca de 3 milhões de mortos. A maior parte destes condenados são jovens e representam exatamente a alavanca com que poderíamos remover o peso da miséria. Quer dizer, África não está só perdendo o seu próprio presente: está perdendo o chão onde nasceria um outro amanhã.
Ter futuro custa muito dinheiro. Mas é muito mais caro só ter passado. Antes da Independência, para os camponeses zambianos não havia futuro. Hoje o único tempo que para eles existe é o futuro dos outros.
Os desafios são maiores que a esperança? Mas nós não podemos senão ser otimistas e fazer aquilo que os brasileiros chamam de levantar, sacudir a poeira e dar a volta por cima. O pessimismo é um luxo para os ricos.
A pergunta crucial é esta: o que é que nos separa desse futuro que todos queremos? Alguns acreditam que o que falta são mais quadros, mais escolas, mais hospitais. Outros acreditam que precisamos de mais investidores, mais projetos econômicos. Tudo isso é necessário, tudo isso é imprescindível. Mas para mim, há uma outra coisa que é ainda mais importante. Essa coisa tem um nome: é uma nova atitude. Se não mudarmos de atitude não conquistaremos uma condição melhor. Poderemos ter mais técnicos, mais hospitais, mais escolas, mas não seremos construtores de futuro.
Falo de uma nova atitude, mas a palavra deve ser pronunciada no plural, pois ela compõe um conjunto vasto de posturas, crenças, conceitos e preconceitos. Há muito que venho defendendo que o maior fator de atraso em Moçambique não se localiza na economia, mas na incapacidade de gerarmos um pensamento produtivo, ousado e inovador. Um pensamento que não resulte da repetição de lugares comuns, de fórmulas e de receitas já pensadas pelos outros.
Ás vezes me pergunto: de onde vem a dificuldade em nós pensarmos como sujeitos da História? Vem sobretudo de termos legado sempre aos outros o desenho da nossa própria identidade. Primeiro, os africanos foram negados. O seu território era a ausência, o seu tempo estava fora da História. Depois, os africanos foram estudados como um caso clínico. Agora, são ajudados a sobreviver no quintal da História.
Estamos todos nós estreando um combate interno para domesticar os nosso antigos fantasmas. Não podemos entrar na modernidade com o atual fardo de preconceitos. À porta da modernidade precisamos de nos descalçar. Eu contei sete sapatos sujos que necessitamos deixar na soleira da porta dos tempos novos. Haverá muitos. Mas eu tinha que escolher e sete é um número mágico.
O primeiro sapato: a idéia que os culpados são sempre os outros e nós somos sempre vítimas
Nós já conhecemos este discurso. A culpa já foi da guerra, do colonialismo, do imperialismo, do apartheid, enfim, de tudo e de todos. Menos nossa. É verdade que os outros tiveram a sua dose de culpa no nosso sofrimento. Mas parte da responsabilidade sempre morou dentro de casa.
Estamos sendo vítimas de um longo processo de desresponsabilização. Esta lavagem de mãos tem sido estimulada por algumas elites africanas que querem permanecer na impunidade. Os culpados estão à partida encontrados: são os outros, os da outra etnia, os da outra raça, os da outra geografia.
Há um tempo atrás fui sacudido por um livro intitulado “Capitalist Nigger: The Road to Success” de um nigeriano chamado Chika A. Onyeani. Reproduzi num jornal nosso um texto desse economista que é um apelo veemente para que os africanos renovem o olhar que mantém sobre si mesmos. Permitam-me que leia aqui um excerto dessa carta.
Caros irmãos: Estou completamente cansado de pessoas que só pensam numa coisa: queixar-se e lamentar-se num ritual em que nos fabricamos mentalmente como vítimas. Choramos e lamentamos, lamentamos e choramos. Queixamo-nos até à náusea sobre o que os outros nos fizeram e continuam a fazer. E pensamos que o mundo nos deve qualquer coisa. Lamento dizer-vos que isto não passa de uma ilusão. Ninguém nos deve nada. Ninguém está disposto a abdicar daquilo que tem, com a justificação que nós também queremos o mesmo. Se quisermos algo temos que o saber conquistar. Não podemos continuar a mendigar, meus irmãos e minhas irmãs.
40 anos depois da Independência continuamos a culpar os patrões coloniais por tudo o que acontece na África dos nossos dias. Os nossos dirigentes nem sempre são suficientemente honestos para aceitar a sua responsabilidade na pobreza dos nossos povos. Acusamos os europeus de roubar e pilhar os recursos naturais de África. Mas eu pergunto-vos: digam-me, quem está a convidar os europeus para assim procederem, não somos nós? (fim da citação).
Queremos que outros nos olhem com dignidade e sem paternalismo. Mas ao mesmo tempo continuamos olhando para nós mesmos com benevolência complacente: Somos peritos na criação do discurso desculpabilizante. E dizemos:
Que alguém rouba porque, coitado, é pobre (esquecendo que há milhares de outros pobres que não roubam).
Que o funcionário ou o polícia são corruptos porque, coitados, tem um salário insuficiente (esquecendo que ninguém, neste mundo, tem salário suficiente).
Que o político abusou do poder porque, coitado, na tal África profunda, essas práticas são antropologicamente legítimas.
A desresponsabilização é um dos estigmas mais graves que pesa sobre nós, africanos de Norte a Sul. Há os que dizem que se trata de uma herança da escravatura, desse tempo em que não se era dono de si mesmo. O patrão, muitas vezes longínquo e invisível, era responsável pelo nosso destino. Ou pela ausência de destino.
Hoje, nem sequer simbolicamente, matamos o antigo patrão. Uma das formas de tratamento que mais rapidamente emergiu de há uns dez anos para cá foi a palavra “patrão”. Foi como se nunca tivesse realmente morrido, como se espreitasse uma oportunidade histórica para se relançar no nosso quotidiano. Pode-se culpar alguém desse ressurgimento? Não. Mas nós estamos criando uma sociedade que produz desigualdades e que reproduz relações de poder que acreditávamos estarem já enterradas.
Segundo sapato: a idéia de que o sucesso não nasce do trabalho
Ainda hoje despertei com a notícia de que um presidente africano vai mandar exorcizar o seu palácio de 300 quartos porque ele escuta ruídos “estranhos” durante a noite. O palácio é tão desproporcionado para a riqueza do país que demorou 20 anos a ser terminado. As insônias do presidente poderão nascer não de maus espíritos mas de uma certa má consciência.
O episódio apenas ilustra o modo como, de uma forma dominante, ainda explicamos os fenômenos positivos e negativos. O que explica a desgraça mora junto do que justifica a bem-aventurança. A equipe desportiva ganha, a obra de arte é premiada, a empresa tem lucros, o funcionário foi promovido? Tudo isso se deve a quê? A primeira resposta, meus amigos, todos a conhecemos. O sucesso deve-se à boa sorte. E a palavra “boa sorte” quer dizer duas coisas: a proteção dos antepassados mortos e proteção dos padrinhos vivos.
Nunca ou quase nunca se vê o êxito como resultado do esforço, do trabalho como um investimento a longo prazo. As causas do que nos sucede (de bom ou mau) são atribuídas a forças invisíveis que comandam o destino. Para alguns esta visão causal é tida como tão intrinsecamente “africana” que perderíamos “identidade” se dela abdicássemos. Os debates sobre as “autênticas” identidades são sempre escorregadios. Vale a pena debatermos, sim, se não poderemos reforçar uma visão mais produtiva e que aponte para uma atitude mais ativa e interventiva sobre o curso da História.
Infelizmente olhamo-nos mais como consumidores do que produtores. A idéia de que África pode produzir arte, ciência e pensamento é estranha mesmo para muitos africanos. Até aqui o continente produziu recursos naturais e força laboral.
Produziu futebolistas, dançarinos, escultores. Tudo isso se aceita, tudo isso reside no domínio daquilo que se entende como natureza”. Mas já poucos aceitarão que os africanos possam ser produtores de idéias, de ética e de modernidade. Não é preciso que os outros desacreditem. Nós próprios nos encarregamos dessa descrença.
O ditado diz. “o cabrito come onde está amarrado”. Todos conhecemos o lamentável uso deste aforismo e como ele fundamenta a ação de gente que tira partido das situações e dos lugares. Já é triste que nos equiparemos a um cabrito. Mas também é sintomático que, nestes provérbios de conveniência nunca nos identificamos como os animais produtores, como é, por exemplo, a formiga. Imaginemos que o ditado mude e passe a ser assim: “Cabrito produz onde está amarrado.” Eu aposto que, nesse caso, ninguém mais iria querer ser cabrito.
Terceiro sapato - O preconceito de que quem critica é um inimigo
Muitas acreditam que, com o fim do monopartidarismo, terminaria a intolerância para com os que pensavam diferente. Mas a intolerância não é apenas fruto de regimes. É fruto de culturas, é o resultado da História. Herdamos da sociedade rural uma noção de lealdade que é demasiado paroquial. Esse desencorajar do espírito crítico é ainda mais grave quando se trata da juventude. O universo rural é fundado na autoridade da idade. Aquele que é jovem, aquele que não casou nem teve filhos, esse não tem direitos, não tem voz nem visibilidade. A mesma marginalização pesa sobre a mulher.
Toda essa herança não ajuda a que se crie uma cultura de discussão frontal e aberta. Muito do debate de idéias é, assim, substituído pela agressão pessoal. Basta diabolizar quem pensa de modo diverso. Existe uma variedade de demônios à disposição: uma cor política, uma cor de alma, uma cor de pele, uma origem social ou religiosa diversa.
Há neste domínio um componente histórico recente que devemos considerar: Moçambique nasceu da luta de guerrilha. Essa herança deu-nos um sentido épico da história e um profundo orgulho no modo como a independência foi conquistada. Mas a luta armada de libertação nacional também cedeu, por inércia, à ideia de que o povo era uma espécie de exército e podia ser comandado por via de disciplina militar. Nos anos pós-independência, todos éramos militantes, todos tínhamos uma só causa, a nossa alma inteira vergava-se em continência na presença dos chefes. E havia tantos chefes. Essa herança não ajudou a que nascesse uma capacidade de insubordinação positiva.
Faço-vos agora uma confidência. No início da década de 80 fiz parte de um grupo de escritores e músicos a quem foi dada a incumbência de produzir um novo Hino Nacional e um novo Hino para o Partido Frelimo. A forma como recebemos a tarefa era indicadora dessa disciplina: recebemos a missão, fomos requisitados aos nossos serviços, e a mando do Presidente Samora Machel fomos fechados numa residência na Matola, tendo-nos sido dito: só saem daí quando tiverem feito os hinos. Esta relação entre o poder e os artistas só é pensável num dado quadro histórico. O que é certo é que nós aceitamos com dignidade essa incumbência, essa tarefa surgia como uma honra e um dever patriótico. E realmente lá nos comportamos mais ou menos bem. Era um momento de grandes dificuldades … e as tentações eram muitas. Nessa residência na Matola havia comida, empregados, piscina … num momento em que tudo isso faltava na cidade. Nos primeiros dias, confesso nós estávamos fascinados com tanta mordomia e ficávamos preguiçando e só corríamos para o piano quando ouvíamos as sirenes dos chefes que chegavam. Esse sentimento de desobediência adolescente era o nosso modo de exercermos uma pequena vingança contra essa disciplina de regimento.
Na letra de um dos hinos lá estava refletida essa tendência militarizada, essa aproximação metafórica a que já fiz referência:
Somos soldados do povo
Marchando em frente
Tudo isto tem que ser olhado no seu contexto sem ressentimento. Afinal, foi assim, que nasceu a Pátria Amada, este hino que cantamos como um só povo, unido por um sonho comum.
Quarto sapato: a idéia de que mudar as palavras muda a realidade
Uma vez em Nova Iorque um compatriota nosso fazia uma exposição sobre a situação da nossa economia e, a certo momento, falou de mercado negro. Foi o fim do mundo. Vozes indignadas de protesto se ergueram e o meu pobre amigo teve que interromper sem entender bem o que se estava a passar. No dia seguinte recebíamos uma espécie de pequeno dicionário dos termos politicamente incorretos. Estavam banidos da língua termos como cego, surdo, gordo, magro, etc…
Nós fomos a reboque destas preocupações de ordem cosmética. Estamos reproduzindo um discurso que privilegia o superficial e que sugere que, mudando a cobertura, o bolo passa a ser comestível. Hoje assistimos, por exemplo, a hesitações sobre se devemos dizer “negro” ou “preto”. Como se o problema estivesse nas palavras, em si mesmas. O curioso é que, enquanto nos entretemos com essa escolha, vamos mantendo designações que são realmente pejorativas como as de mulato e de monhé.
Há toda uma geração que está aprendendo uma língua – a língua dos workshops. É uma língua simples, uma espécie de crioulo a meio caminho entre o inglês e o português. Na realidade, não é uma língua, mas um vocabulário de pacotilha. Basta saber agitar umas tantas palavras da moda para falarmos como os outros, isto é, para não dizermos nada. Recomendo-vos fortemente uns tantos termos como, por exemplo:
- Desenvolvimento sustentável.
- Awarenesses ou accountability.
- Boa governança.
- Parcerias, sejam elas inteligentes ou não.
- Comunidades locais.
Estes ingredientes devem ser usados de preferência num formato “PowerPoint”. Outro segredo para fazer boa figura nos workshops é fazer uso de umas tantas siglas. Porque um workshopista de categoria domina esses códigos. Cito aqui uma possível frase de um possível relatório: Os ODMS do PNUD equiparam-se ao NEPAD da UA e ao PARPA do GOM. Para bom entendedor meia sigla basta.
Sou de um tempo em que o que éramos era medido pelo que fazíamos. Hoje o que somos é medido pelo espectáculo que fazemos de nós mesmos, pelo modo como nos colocamos na montra. O CV, o cartão de visitas cheio de requintes e títulos, a bibliografia de publicações que quase ninguém leu, tudo isso parece sugerir uma coisa: a aparência passou a valer mais do que a capacidade para fazermos coisas.
Muitas das instituições que deviam produzir idéias estão hoje produzindo papéis, atafulhando prateleiras de relatórios condenados a serem arquivo morto. Em lugar de soluções encontram-se problemas. Em lugar de ações sugerem-se novos estudos.
Quinto sapato - A vergonha de ser pobre e o culto das aparências
A pressa em mostrar que não se é pobre é, em si mesma, um atestado de pobreza. A nossa pobreza não pode ser motivo de ocultação. Quem deve sentir vergonha não é o pobre mas quem cria pobreza.
Vivemos hoje uma atabalhoada preocupação em exibirmos falsos sinais de riqueza. Criou-se a idéia de que o estatuto do cidadão nasce dos sinais que o diferenciam dos mais pobres.
Recordo-me que certa vez entendi comprar uma viatura em Maputo. Quando o vendedor reparou no carro que eu tinha escolhido quase lhe deu um ataque. “Mas esse, senhor Mia, o senhor necessita de uma viatura compatível”. O termo é curioso: “compatível”.
Estamos vivendo num palco de teatro e de representações: uma viatura já é não um objeto funcional. É um passaporte para um estatuto de importância, uma fonte de vaidades. O carro converteu-se num motivo de idolatria, numa espécie de santuário, numa verdadeira obsessão promocional.
Esta doença, esta religião que se podia chamar viaturolatria atacou desde o dirigente do Estado ao menino da rua. Um miúdo que não sabe ler é capaz de conhecer a marca e os detalhes todos dos modelos de viaturas. É triste que o horizonte de ambições seja tão vazio e se reduza ao brilho de uma marca de automóvel.
É urgente que as nossas escolas exaltem a humildade e a simplicidade como valores positivos.
A arrogância e o exibicionismo não são, como se pretende, emanações de alguma essência da cultura africana do poder. São emanações de quem toma a embalagem pelo conteúdo.
Sexto Sapato - A passividade perante a injustiça
Estamos dispostos a denunciar injustiças quando são cometidas contra a nossa pessoa, o nosso grupo, a nossa etnia, a nossa religião. Estamos menos dispostos quando a injustiça é praticada contra os outros. Persistem em Moçambique zonas silenciosas de injustiça, áreas onde o crime permanece invisível. Refiro-me em particular à:
- Violência doméstica (40 por cento dos crimes resultam de agressão doméstica contra mulheres, esse é um crime invisível).
- Violência contra as viúvas.
- A forma aviltante como são tratados muitos dos trabalhadores .
- Aos maus tratos infligidos às crianças.
Ainda há dias ficamos escandalizados com o recente anúncio que privilegiava candidatos de raça branca. Tomaram-se medidas imediatas e isso foi absolutamente correto. Contudo, existem convites à discriminação que são tão ou mais graves e que aceitamos como sendo naturais e inquestionáveis.
Tomemos esse anúncio do jornal e imaginemos que ele tinha sido redigido de forma correta e não racial. Será que tudo estava bem? Eu não sei se todos estão a par de qual é a tiragem do jornal Notícias. São 13 mil exemplares. Mesmo se aceitarmos que cada jornal é lido por 5 pessoas, temos que o número de leitores é menor que a população de um bairro de Maputo. É dentro deste universo que circulam convites e os acessos a oportunidades. Falei na tiragem, mas deixei de lado o problema da circulação. Por que geografia restrita circulam as mensagens dos nossos jornais? Quanto de Moçambique é deixado de fora ?
É verdade que esta discriminação não é comparável à do anúncio racista porque não é não resultado de ação explícita e consciente. Mas os efeitos de discriminação e exclusão destas práticas sociais devem ser pensados e não podem cair no saco da normalidade. Esse “bairro” das 60 000 pessoas é hoje uma nação dentro da nação, uma nação que chega primeiro, que troca entre si favores, que vive em português e dorme na almofada na escrita.
Um outro exemplo. Estamos administrando anti-retro-virais a cerca de 30 mil doentes com AIDS. Esse número poderá, nos próximos anos, chegar aos 50 000. Isso significa que cerca de um milhão quatrocentos e cinquenta mil doentes ficam excluídos de tratamento. Trata-se de uma decisão com implicações éticas terríveis. Como e quem decide quem fica de fora? É aceitável, pergunto, que a vida de um milhão e meio de cidadãos esteja nas mãos de um pequeno grupo técnico?
Sétimo sapato - A idéia de que para sermos modernos temos que imitar os outros
Todos os dias recebemos estranhas visitas em nossa casa. Entram por uma caixa mágica chamada televisão. Criam uma relação de virtual familiaridade. Aos poucos passamos a ser nós quem acredita estar vivendo fora, dançando nos braços de Janet Jackson. O que os vídeos e toda a sub-indústria televisiva nos vem dizer não é apenas “comprem”. Há todo um outro convite que é este: “sejam como nós”. Este apelo à imitação cai como ouro sobre azul: a vergonha em sermos quem somos é um trampolim para vestirmos esta outra máscara.
O resultado é que a produção cultural nossa se está convertendo na reprodução macaqueada da cultura dos outros. O futuro da nossa música poderá ser uma espécie de hip-hop tropical, o destino da nossa culinária poderá ser o Mc Donald’s.
Falamos da erosão dos solos, da deflorestação, mas a erosão das nossas culturas é ainda mais preocupante. A secundarização das línguas moçambicanas (incluindo da língua portuguesa) e a idéia que só temos identidade naquilo que é folclórico são modos de nos soprarem aos ouvidos a seguinte mensagem: só somos modernos se formos americanos.
O nosso corpo social tem uma história similar a de um indivíduo. Somos marcados por rituais de transição: o nascimento, o casamento, o fim da adolescência, o fim da vida.
Eu olho a nossa sociedade urbana e pergunto-me: será que queremos realmente ser diferentes? Porque eu vejo que esses rituais de passagem se reproduzem como fotocópia fiel daquilo que eu sempre conheci na sociedade colonial. Estamos dançando a valsa, com vestidos compridos, num baile de finalistas que é decalcado daquele do meu tempo. Estamos copiando as cerimônias de final do curso a partir de modelos europeus de Inglaterra medieval. Casamo-nos de véus e grinaldas e atiramos para longe da Julius Nyerere tudo aquilo que possa sugerir uma cerimônia mais enraizada na terra e na tradição moçambicana.
Falei da carga de que nos devemos desembaraçar para entrarmos de corpo inteiro na modernidade. Mas a modernidade não é uma porta apenas feita pelos outros. Nós somos também carpinteiros dessa construção e só nos interessa entrar numa modernidade de que sejamos também construtores.
A minha mensagem é simples: mais do que uma geração tecnicamente capaz, nós necessitamos de uma geração capaz de questionar a técnica. Uma juventude capaz de repensar o país e o mundo. Mais do que gente preparada para dar respostas, necessitamos de capacidade para fazer perguntas. Moçambique não precisa apenas de caminhar. Necessita descobrir o seu próprio caminho num tempo enevoado e num mundo sem rumo. A bússola dos outros não serve, o mapa dos outros não ajuda. Necessitamos de inventar os nossos próprios pontos cardeais. Interessa-nos um passado que não esteja carregado de preconceitos, interessa-nos um futuro que não nos venha desenhado como uma receita financeira.
A Universidade deve ser um centro de debate, uma fábrica de cidadania ativa, uma forja de inquietações solidárias e de rebeldia construtiva. Não podemos treinar jovens profissionais de sucesso num oceano de miséria. A Universidade não pode aceitar ser reprodutora da injustiça e da desigualdade. Estamos lidando com jovens e com aquilo que deve ser um pensamento jovem, fértil e produtivo. Esse pensamento não se encomenda, não nasce sozinho. Nasce do debate, da pesquisa inovadora, da informação aberta e atenta ao que de melhor está surgindo em África e no mundo.
A questão é esta: fala-se muito dos jovens. Fala-se pouco com os jovens. Ou melhor, fala-se com eles quando se convertem num problema. A juventude vive essa condição ambígua, dançando entre a visão romantizada (ela é a seiva da Nação) e uma condição maligna, um ninho de riscos e preocupações (a AIDS, a droga, o desemprego).
Não foi apenas a Zâmbia a ver na educação aquilo que o náufrago vê num barco salva-vidas. Nós também depositamos os nossos sonhos nessa conta.
Numa sessão pública decorrida no ano passado em Maputo um já idoso nacionalista disse, com verdade e com coragem, o que já muitos sabíamos. Ele confessou que ele mesmo e muitos dos que, nos anos 60, fugiam para a FRELIMO não eram apenas motivados por dedicação a uma causa independentista. Eles arriscaram-se e saltaram a fronteira do medo para terem possibilidade de estudar. O fascínio pela educação como um passaporte para uma vida melhor estava presente um universo em que quase ninguém podia estudar. Essa restrição era comum a toda a África. Até 1940 o número de africanos que frequentavam escolas secundárias não chegava a 11 000. Hoje, a situação melhorou e esse número foi multiplicado milhares e milhares de vezes. O continente investiu na criação de novas capacidades. E esse investimento produziu, sem dúvida, resultados importantes.
Aos poucos se torna claro, porém, que mais quadros técnicos não resolvem, só por si, a miséria de uma nação. Se um país não possuir estratégias viradas para a produção de soluções profundas então todo esse investimento não produzirá a desejada diferença. Se as capacidades de uma nação estiverem viradas para o enriquecimento rápido de uma pequena elite, então de pouco valerá termos mais quadros técnicos.
A escola é um meio para querermos o que não temos. A vida, depois, nos ensina a termos aquilo que não queremos. Entre a escola e a vida resta-nos ser verdadeiros e confessar aos mais jovens que nós também não sabemos e que, nós, professores e pais, também estamos à procura de respostas.
Com o novo governo ressurgiu o combate pela auto-estima. Isso é correcto e é oportuno. Temos que gostar de nós mesmos, temos que acreditar nas nossas capacidades. Mas esse apelo ao amor-próprio não pode ser fundado numa vaidade vazia, numa espécie de narcisismo fútil e sem fundamento. Alguns acreditam que vamos resgatar esse orgulho na visitação do passado. É verdade que é preciso sentir que temos raízes e que essas raízes nos honram. Mas a auto-estima não pode ser construída apenas de materiais do passado.
Na realidade, só existe um modo de nos valorizar: é pelo trabalho, pela obra que formos capazes de fazer. É preciso que saibamos aceitar esta condição sem complexos e sem vergonha: somos pobres. Ou melhor, fomos empobrecidos pela História. Mas nós fizemos parte dessa História, fomos também empobrecidos por nós próprios. A razão dos nossos atuais e futuros fracassos mora também dentro de nós.
Mas a força de superarmos a nossa condição histórica também reside dentro de nós. Saberemos como já soubemos antes conquistar certezas que somos produtores do nosso destino. Teremos mais e mais orgulho em sermos quem somos: moçambicanos construtores de um tempo e de um lugar onde nascemos todos os dias. É por isso que vale a pena aceitarmos descalçar não só os setes mas todos os sapatos que atrasam a nossa marcha coletiva. Porque a verdade é uma: antes vale andar descalço do que tropeçar com os sapatos dos outros.


1 Escritor moçambicano, também licenciado em Medicina e Biologia a 07 de Março, na abertura do ano letivo do Instituto Superior de Ciências e Tecnologia de Moçambique. (Extraído do Vertical N° 781, 782 e 783 de Março 2005).

“Esforçai-vos em entrar pela porta estreita (o SEXO) porque nos tempos do fim muitos tentarão e não conseguirão”.

Há uma saída sim, estreita, comprida e muito difícil para escapar da loucura deste mundo. Chama-se Iniciação.

Quando saibas sentir, com Pureza, teu sexo excitado e dizer: “minha Mãe, entrego-te as Energias Criadoras para dentro e para cima, para nascer e para morrer, porque te Amo”, possuirás, então, a realização psicológica apropriada para o Caminho.

Já a Porta de Entrada abrir-se-á sabendo trabalhar esse sentir no Matrimônio. Demora-se em entrar.

Uma vez dentro, a peregrinação é para toda a vida: uma luta sem trégua contra as forças centrífugas da Fornicação, do Ego e da Magia Negra, em favor do Amor.

Nosso Andrógino Divino - o Pai-Mãe - e seu Filho - o Cristo Íntimo - são o Amor. Buscar o Amor fora é a Grande Ilusão. O Amor encontra-se dentro. A ilusão também, infelizmente. Somente a Sagrada Família pode libertar-te da Ilusão.

Se és um dos poucos que querem se esforçar no aprendizado do Amor, neste livro tens tudo o que precisas, mais o acréscimo das vibrações do Cristo Vermelho de Aquário (o V.M. Samael Aun Weor) e da Loja Branca, dirigida por Jesus.

Este livro é Mágico, literalmente! Este é o Conhecimento para a formação de uma Nova Consciência e o estabelecimento de uma Nova Era. Meditai-o profundamente.

_______________________

O Matrimônio Perfeito - A Porta de Entrada à Iniciação
Samael Aun Weor - 1961

13,9 x 22,5 cm - 320 páginas - Papel Pólen Soft

R$ 7,00
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Como fazer o pedido:
Basta enviar-nos um email com sua solicitação, informando:- Título dos livros que necessita;- quantidade desejada;- CEP de entrega.
Calcularemos o custo e lhe responderemos.
Email: pedidos@divinamae.com.br


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