segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

A quase quarenta graus


Joca Faria



O astronauta navega nas caravelas espaciais. Enquanto isto curtimos o sol de primavera neste instante que passa. Anjos cantam a lança no espaço, os Deuses estão junto a nós.

Nós absorvemos os raios de sol de uma primavera que se esvai. Cantemos a vida enquanto não se esvai. Secos e Molhados canta no eterno tempo. Ouço cantares da Praça Afonso Pena enquanto bancos são cobertos para presente, a cidade inteira está sendo presenteada a nós pelo Núcleo.

Der repente sou o raio de sol que me queima. Portões se abrem enquanto o sino toca ouço milhões de sinos nesta tarde de fim de primavera. Ó tarde preguiçosa estamos vivos.

Bilhões de estrelas iluminam o universo. Milhões de universos existem enquanto piscamos.

Não somos e somos? Quem não é? O papel não absorve todas as fantasias. Quero uma mente vazia ...

O astronauta navega na caravela espacial enquanto ouço secos e molhados.

Cadê aquela lança perdida no espaço? Não sei até hoje .. Quem não somos faz de nós o que somos. Cadê o lado imaterial...

A música ...a música toca e ressoa dentro de nós ... Somos um grão de areia num oceano. Somos o pássaro cantante eu não sei .

Já não somos o silencio desta tarde a quase quarenta graus.

Quem não somos?

João Carlos Faria

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