sábado, 23 de janeiro de 2010

Estação das Artes




Joca Faria

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São José dos Campos acordou hoje mais ousada tudo começou ontem com um telefonema do jornalista Ricardo Faria do site Vejo São José me telefonou dizendo que neste sábado algo diferente iria acontecer a partir da Praça da Igreja Matriz. Dormi com uma bela curiosidade, pois o jornalista não me contou. O que poderia ser? Fui para meu compromisso de sábado que para mim é de suma importância. Acho que os Sábados são dias mágicos. Na época dos aparelhos de som eu tinha um disco de Vinicius de Moraes onde o mestre declamava O dia da criação. Então assim que terminou o meu compromisso liguei para Ricardo perguntando o que era tão importante assim? E ele me falou que cerca de oitenta pessoas tinha tomado conta da Estação de Trem da cidade. Ai fui da Vila Ema até lá e no caminho encontrei com o deputado Emanuel Fernandes. Le falei do Fundo de Cultura e ficou de me dar uma resposta. Cruzei pelo centro bem afoito desci pela Av. Mário Galvão chegando lá encontrei o pessoal da AFRO NORTE e uma estação de trem abandonada como eu não podia saber que estava fechada? Um prédio histórico abandonado como podemos ter aceitado isto por todos estes anos? Quando criança embarquei naquela estação rumo a Aparecida do Norte que viaje maravilhosa. E hoje abandonada e agora pode ser salva? Vamos aguardar os próximos capítulos? Espero que o coletivo mantenha esta luta que deve ser estendida a toda nossa comunidade. Para isto nasce este texto e outros virão. O espaço de cara precisa ser pintado. Arrumar o teto tem telhas soltas. Neste domingo haverá roda de capoeira. Sugeri um sarau para o próximo sábado. Esta cidade adormecida e onde a população tem a ilusão de se achar classe média deveis enquanto acorda. Espero que não seja algo transitório. A cultura tem sua importância. Este prédio precisa ser restaurado e como li no Valeparaibano precisa-se de uma ligação para o Parque da Cidade e ali é perfeito. Cabem as autoridades políticas da cidade se movimentar. E as nós cidadãos não permanecermos de braço cruzado a outras estações na cidade e do Rio a São Paulo. Quando o governo privatizou a Rede Ferroviária deveria ter previsto como seriam utilizadas as antigas estações. O problema esta ai cabe a comunidade cobrar uma solução. Um espaço de cultura gerido pela comunidade é algo avançado que pode acontecer e a Afro Norte tomou a iniciativa e esta aberta enquanto coletivo. Vamos lá dar as mãos e salvar este patrimônio histórico. Por isto esta cidade precisa repensar a idéia do fundo de cultura. O dinheiro público pode ser gerido diretamente por sua comunidade. Como diria Vinicius agora num cd estamos ai.



João Carlos Faria

Editora Pasárgada



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