domingo, 7 de fevereiro de 2010

Como enxergar além do espelho?

Joca Faria

Assisti quase todo o filme As confissões de Henry Fool por um problema no DVD ainda não vi o final. Estas cópias de um filme para outro sempre dá nisto. Estou baixando o final do filme e se não der certo irei ás locadoras, pois o filme compensa é meio drama meio comédia na busca de outros modos de vida? Se tivéssemos a chave de como acertar na vida seria bem mais fácil. Mas não temos e talvez isto seja muito bom. A vida é sem roteiro, mas muitas coisas são sem previsão. E filmes como este salvam qualquer fim de semana. E salvou minha manhã de sábado pena que não desvendei o final ? Mas gerou uma continuação terei que ver também que coisa não gosto de ir ás locadoras prefiro comprar um filme. Já comentei com os amigos alguns acham que este valorizar da cena undegroud mostrar as fraquezas humanas é degradante enquanto modelo de existência. Não já não sei de nada tem hora que as coisas parecem não acontecer e estão acontecendo. Mas esta era de marketing excessivo esta estragando tudo já fiz muito este jogo e agora quero cair fora de qualquer jogo. Pois nestes jogos de imagens sempre saímos perdendo. Esta faltando conteúdo em tudo hoje em dia os jogos de aparências são maiores. E quando se percebe isto é melhor sair de cena. Competir para ser o escritor mais lido. E não escrever algo profundo que realmente vale a pena ser lido não adianta de nada. Ou ganhar uma eleição qualquer e ser exatamente igual a todos os políticos também de nada serve. Nossa sociedade anda empatando os jogos quando se deixa enganar por dois lados políticos que realmente não existe. O que existe são forças disputando para comandar um jogo já estabelecido e que nós do povo não passamos de massa de manobra. E tem hora que saímos um pouco desta ilusão e vemos este jogo ser jogado. Talvez seja este o real papel das artes. Avisar de um falso jogo que está sendo jogado. Tudo que vivemos não passa de uma grande ilusão. Até este meu texto. Como enxergar além do espelho? Eu busco olho me diante dele e me vejo cada vez mais velho e barrigudo. Mas a vida não pode ser só esta ilusão de nascer, crescer, trabalhar, criar uma família e finalmente morrer. Existe algum valor nisto? Acredito que não. Devemos e precisamos ir além destas tolices e onde esta a chave ou estão ás chaves? Ver um filme ou ler um livro pode ajudar a achar o mapa e este filme contem estes enigmas nos faz pensar. O diretor Hal Harley e os atores fizeram junto uma grande obra. Que para mim demorou a chegar em minhas mãos. Não sei se muda ou não nossa trajetória , mas que ajuda ajuda. Podemos fazer a diferença mesmo que seja para nós mesmos. E como dizem por ai não devemos ter medo de nada. Talvez a vida não passe de um bom ou mau filme. A arte e a vida estão ai. Devemos escreve la e reescreve La por diversas vezes. Repetir caminhos onde sabemos onde irá dar não adianta nada o mundo esta ai e é nosso quintal. Sucesso e fracasso só são fenômenos passageiros. Tudo acontece ou não acontece. E não ver um final de um filme ás vezes gera algo mais surpreendente estamos ai sejamos donos de nosso próprio roteiro. Não devemos deixar os homens e os Deuses determinar nossos caminhos. To indo a uma locadora achar este filme. No mais um bom filme para vocês.


João Carlos Faria
Editora Pasárgada

As Confissões de Henry Fool
(Henry Fool, EUA, 1997)
Gênero: Drama

Duração: 137 min.
Distribuidora(s): Europa Filmes

Produtora(s): Shooting Gallery, True Fiction Pictures


Cotação: 8,7 (12 votos)



Diretor(es): Hal Hartley

Roteirista(s): Hal Hartley

Elenco: Thomas Jay Ryan, James Urbaniak, Parker Posey, Maria Porter, James Saito, Kevin Corrigan (1), Liam Aiken, Miho Nikaido, Gene Ruffini, Nicholas Hope (1), Diana Ruppe, Veanne Cox, Jan Leslie Harding, Chaylee Worrall, Christy Romano¹

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SINOPSE

Lixeiro é auxiliado por estranho escritor que passa a morar em sua casa e que o incentiva a escrever. O sucesso do lixeiro complica a relação.

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