quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Quando lia Nietze

Joca Faria

Ultimamente ando me desligado da política e partindo para outros rumos. A vida necessita que focamos e construímos alguns objetos. Sempre tive a ilusória mania de querer mudar o mundo como poderia fazer isto? Se nem a mim mesmo eu mudo? Como disse alguém hoje para mim a mídia é ilusão. Concordo mas minha vaidade sempre falou mais alto. Redescobrir outros valores é necessário. Estamos cada vez mais consumistas. Até para escrever temos que superar nossas vaidades. A escrita é um momento de reflexão como toda as artes. E ela não abandono. Como as artes. Neste mundo tudo é ao mesmo tempo difícil e fácil. E o que é construir um objetivo? Será que conquistar coisas materiais é importante? Precisamos de um suficiente para sobreviver. E ás vezes me pego resmungando num ponto de ônibus achando necessário um carro. Se já vivi até hoje sem um. Eu seria mais uma pessoa a poluir o planeta desnecessariamente. Faz anos que estou fora e dentro do sistema em muitas coisas e estou aqui neste momento bem vivo. Temos que refletir sempre no que devemos consumir ou não consumir? Eu não sei como faria sem televisão? Pois quando nasci ela já existia. Mas ás vezes eu passava quando criança com meu avô. Tempos numa casa sem luz elétrica e nos virávamos bem. Não sou tão radical assim. Queria ter um pouco de coragem e ficar uns quinze dias no alto da Serra da Mantiqueira no meio de uma mata. Mas confesso que não saberia viver ou saberia? Quando li Nietze adorava quando Zaratrusta subia a montanha. Agora ganhei o livro acabarei relendo. Ler já é uma bela opção a uma televisão. A internet se não cairmos na arapuca da pornografia é uma grande aliada. Podemos usa la para criar e pensar. Hoje com a televisão muda durante um jornal da Band vi um monte de mulher desfilando de calcinha e já fiquei aceso. Mas consegui resistir. As mulheres pelo jeito não sofrem todo este assedio de pornografia que o homem sofre desde criança. Nos homens no masculino precisamos aprender a nos limpar sei que não é fácil. As mulheres deve ser o excesso de vaidade? Que elas me escrevam. Para falar de suas vaidades. Sei que a arte a filosofia e o saber que aprendemos com as pessoas no dia a dia nos ensina a viver um dia talvez tenhamos cem anos e ainda não saberemos nada da vida. E ai me vem o poeta Reginaldo Gomes que já esta mostrando muita sabedoria em sua poética. Leio seus textos e acho uma simplicidade que estamos muito distante. Como num poema que fala da mania das pessoas ligarem o som dos celulares no ônibus e consegue falar sem reclamar. Eu como fiquei um bom tempo sem pegar ônibus acho um barato. E agora tem até televisão nas mãos das pessoas. Para mim ainda não serve. Prefiro uma câmera digital para flagrar o cotidiano. Adoro este cotidiano das pessoas as mulheres de manhã nos ônibus sempre belas e para a felicidade da nação poucos homens. Nesta cidade devem estar nas industrias. Só sei que a arte salva a humanidade alguma coisa que sobrará de nossa existência neste planeta é a arte. Hoje o calor esta forte estamos a uma semana do carnaval. E vou terminando por aqui. No mais um fraterno abraços aos poucos que me lêem.

João Carlos Faria

Editora Pasárgada

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