sexta-feira, 12 de março de 2010

O HOMEM - MELANCIA

Joca Faria

O Homem - Melancia


A noite chega enquanto para variar leio a poesia de Edu Planchez terei que fazer analise para entender minha predileção por este poeta canibal. Mas para se admirar um talento precisa-se de analise? Ainda não reconhecido pelos cânones literários Edu vive longe das Academias, editoras e tudo ligado ao oficial. Mas e daí é um poeta e pronto. Que tem potencial para ser editado.Ele já tem um poema fundamental para os dias de hoje Os filhos da Morte Burra.
E vive a margem mesmo estando dentro do oficial. Já estivemos juntos numa vernissagem em plena Academia Brasileira de Letras onde confessei que ainda não li Machado de Assis tudo é questão de momento. E melhor ler Machado já na maturidade depois de ter passado por inúmeros autores. Qualquer horas desta lerei. Encontramos Ferreira Gullar na Academia estava presente de alma e corpo. Ajoelhamos nos diante deste poeta. Que já li muitas coisas. Estar no Rio ou em São Paulo tanto faz a cena cultural é sempre a mesma com sua beleza e ilusão. Adorei aquele centro do Rio de Janeiro. Como o de Belo Horizonte, Vitoria e São Paulo já andei pelos quatro estados de nossa região sudeste. Ainda caminharei por Manaus, Cidade do México, Nova Yorque, Paris mas e daí? Não importa? E quero estar juntos com figuras como Edu, Franklin Maciel e Rynaldo Papoy e com ela também. Estas cidades combinam com gente que vê a vida com outros olhos. Olhos de Eliete Santos com quem andarei por todo oriente quem sabe vendo as piramides do Egito.
Quero poder sair em astral mas por enquanto não me é permitido. Talvez ainda seja uma curiosidade mistica enquanto for não sairei. Tudo na vida é ilusão este ano tento me despir da ilusão de sucesso ou fracasso ou de estar numa pretensa cena cultural que não existe. Sempre gostei de aparecer. Vestiria uma roupa de melancia numa boa. Mas agora esforço-me para romper com que chamam de mídia me atentarei aos meus textos e futuros livros e vídeos. Quem sabe alguns longas metragens. Se um dia tiver a tal qualidade necessária uma editora chegará amim. Não mais procuro nada além de tentar ganhar a vida de forma honesta que nos dias de hoje é um grande desafio.
Sempre fui iludido quanto a fama e dinheiro é a influencia desta mídia perversa que nos cerca de todos os lados. Nos deixamos levar pela ilusão de fama e gloria talvez nunca tenhamos lido com atenção o Eclesiastes.
A vida é bem mais que a ilusão da TV ou internet. Quanto tempo perdemos quando deixamos de estar na cozinha nas noite frias para um bate papo. Preferimos as mentiras inofensivas de um msn. Onde somos quase Deuses. Trocamos tudo para estarmos sós diante de um computador o msn aceita tudo. Aquelas mulheres vestindo látex é pura ilusão. As vaginas não existem a pornografia entorpece nossas mentes. E acabamos exigindo da mulher real algo que ela nunca vai conseguir oferecer. A idealizamos e nunca alcançaremos. Agora prefiro o real. Mesmo sabendo que o real não é. Estamos aqui por um certo tempo. Nascemos, crescemos as vezes nos reproduzimos, envelheceremos e morreremos. Tudo é passageiro. Por isto gosto da visceralidade e até do escatológico Edu Planches não acho que seja um escritor pornográfico e vulgar. Ele escreve sem tabu. Fala da vida com prazer nos bons e maus momentos. Não quero ser mais o Homem – Melancia a vida é curta para repetirmos velhos erros. Que a maturidade chegue a mim ainda que tardia. Cade a juventude minha geração já passa da hora. Cade o novo. Até quando viveremos de velhos ídolos pop. Cade os novos. Quando conversamos sobre filosofia sempre ilustramos as conversas com Raul Seixas, Cazuza, Caetano Veloso, Gilberto Gil, Chico Buarque e cade os novos.
Hoje numa banca viámos antológica frase de Jhon Lenom. Chega de uma geração Filha da Morte Burra só Tico Santa Cruz é uma voz quase dicedente. Nesta era de sucessos perenes. Se Tico gravasse Edu iria colocar uma poesia atual dentro desta pasmaceira mas Edu é fruto da Geração 80. E antes brilhar tardiamente do que nunca.
Assim caminhamos neste deserto de criticidade nesta sociedade de internet, tv a cabo. Agora tenho
e só vejo o vazio a exceção de nosso Ziraldo num programa próprio de TV. O mundo atual precisa de uma juventude que viva o amor a flor da pele. O que vem dizer estes Emo? Ainda não vi nada talvez eu esteja careta. E o peso da idade.
Que ouçam e leiam Edu Planchez um poeta profeta de nosso tempo anunciando Os filhos da Morte Burra Edu é visceralidade numa época vazia.

João Carlos Faria

Editora Pasárgada

msn jokafaria@hotmail.com

celular 012 9113 54 17

Um comentário:

Anônimo disse...

A nosso amigo Edu...... que me mostrou a possibilidade de uma verdade diferente....

Ele estendeu a mão e me levou,....

Lendo teu texto...... sinto a vontade imensa de bater papo....tomar café...... simplesmente conversar com vc.....

Venha tomar um café aqui em casa.

Thê.