domingo, 11 de abril de 2010

Joca Faria






Summertime





As estrelas brilham no céu da noite enquanto ouço Janis Joplin a cidade se move por entre suas entranhas. Deuses caminham por suas avenidas. E eu aqui respirando enquanto não ouço o pulsar de minhas veias. Devo nas noites frias e quentes recolher-me em meditação. Irei recitar mantras pelos resto de minha longa vida. Espero que seja longa? Hoje vi o final de um filme onde a pessoa nascia velho e morre bebe. Vi uma senhora se levantar e se vestir para aquele homem. A vida é longa ou curta só depende de nós. Estamos aqui num Abril quase inteiros. Eu sempre assistindo um filme num canal qualquer. A CIDADE se constrói e sempre se faz através do eterno reaprender a fazer politica. Agora as idéias circulam rapidamente de forma digital e os seres que se fazem afins se encontram. Ainda li pouco de Walt Whitmam, gosto de Fernando Pessoa. Gosto de meus escritos quando bem depois os leio. Acho que ando a carregar na tinta. Ando sempre pesado pensava ser a interferência de um revisor e agora sem ele me achei bem pesado. Devo mudar os rumos pois devemos estar próximo das batidas de coração de nosso leitor. Não devemos ver a vida de uma forma radical. Tudo rola a seu tempo. Eu sou um e todos em comum enxergamos o mundo cada um a sua maneira. E aprendo a ver o mundo sobre as formas dos artistas conceituais. Se bem que ontem

não entendi nada de um espetáculo de performance? Para mim parecia uma oficina aberta ao público. Mas cada um que saiba o que quer propor num palco. Estamos no grande palco da vida sem roteiro prévio a seguir. Deixemos as coisas acontecerem. Quando garoto no Jardim Paulista eu morava do lado da rodoviária e sempre vinham circos e parques de diversão onde eu brincava nos trapézios. Entrava nas jaulas dos leões. E sempre andava na corda bamba. Como canta Eduardo Malafaia na música o poeta e o palhaço estamos sempre numa corda bamba. Quando criança eu era quase feliz e não sabia. Porque vemos o passado de forma romântica e bela. Sejamos o presente belo. A vida é um presente estamos sempre a aprender e sem querer também ensinamos. Ouço o cantar de Janis Joplin. Ela me encanta com seu canto deito-me e vejo Walt Whitmam falar seus poemas o vejo trabalhar nos jornais. E o vejo com seus garotos. Adorei ver aquela senhora se levantar e se vestir. A nudez é algo belo. Seja em qualquer ser humano pena que as mentes humanas andam a se deturpar. Adorei ver as imagens de Wandy Wool numa bienal a anos atrás. Ele previu o yotube. Hoje a qualquer momento nossas imagens estão ai para o mundo ver. Dias destes filmei o parque de minha cidade agora só faltar editar. Dias destes retirei umas imagens minhas onde banhava nú numa cachoeira. Não devo mais entrar em escândalos. Não quero mais misturar-me ao estrume. A arte é algo acima do bem e do mal e nossas cabeças as vezes se deturpam. Janis canta e me encanta. As madrugada de Sábado são belas quando encerramos a noite numa padaria da Adhemar de Barros. A noite a cidade é louca e calma ao mesmo tempo. Amo esta cidade se um dia for embora a levarei dentro de meu coração.

Um dia viverei entre o mar e a serra. Circularei por entre estes lugares. Me sinto muitas vezes um estrangeiro dentro de minha cidade. Sinto-me muitos dentro de mim mesmo. Ouço o cantar de Janis e leio sua frase.





EU CANTO COM MINHA VOZ COM MEU CORPO EU CANTO TODA



Janis Joplin



E ai me sinto Janis, Pessoa, Withimam todos habitam – me e eu habito dentro deles.

A cidade se fecha e se abre a cidade cara pálida somos nós.

Nós somos a cidade nós somos São José dos Campos São Paulo Brasil dentro desta minha aldeia faço parte do mundo e as vezes me torno o mundo.

As estrelas brilhas as luzes se apagam Janis se cala. E eu em silencio. Adentro dentro de mim em busca de meu ser. Onde estou. Sou além deste corpo deste momento eu ainda não sou o ser.





João Carlos Faria



Editora Pasárgada





JOÃO NICOLAU no vide-o páscoa



haptoo://www.youtube.com/watch?v=xv77b5XKbO8









João Nicolau e a pasoa

http://www.youtube.com/watch?v=xv77b5XKbO8

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