domingo, 20 de junho de 2010

A metafisica de José Saramago.






Joca Faria





Quem ama as escritas e a arte e já tenha lido um livro de José Saramago hoje deve estar em luto não um luto de choros e lágrimas mas de felicidade que alguém que tão bem contribuiu para a humanidade voltou a outro plano. Pena que nossa metafisica que Saramago dizia não acreditar nos diga como foi feito o anuncio da chegada de Jesus Cristo que Saramago nasceu. Não nós nunca sabemos como um ser humano deste nasce e não temos uma máquina do tempo para velos crianças.

Mas sabemos de suas partidas ele nos deixa um legado em forma de escrita. Ele da terra de Camoes e Fernando Pessoa escritores tão importantes para mim enquanto leitor. E para milhões de outros seres humanos. Uma figura desta que respirou o mesmo ar que eu e você. Que fez um livro inventado sobre a vida de Jesus Cristo que para meu inconsciente se tornou tão real como qualquer dos Evangelhos que li ou venha a ler. Tão belo como qualquer dos Apócrifos.

As religiões estão ai tem a sua importância não mais para mim. Saramago não é de uma religião se é que a arte é algo como uma religião. Para mim ver um bom filme, ler um livro ouvir uma música que adentre dentro de mim é pura metafisica. Não sou e nunca tenha sido agnóstico sou estudante de Gnose. Leio e releio Saramago. Ou qualquer artista que tenha alcançado seu porte ou até convivo com muitos que aprendem como eu os segredos e a magia do fazer arte. Gente como eu que ainda não atingiu a perfeição de um mestre como este. Mas que procuram viver uma vida de eterno aprendizado. De eterna critica de si mesmo e do próximo pois estamos sempre buscando uma perfeição. Que graças aos Deuses nunca é atingida. Gosto da gente que encara a arte como um caminho árduo de ensinamentos um caminho difícil. Estamos sempre próximos e distantes deste ideal da indústria cultural que foi criada no século vinte. Mas o artista em essência é um criador e ontem numa rara conversa com uma pessoa amiga debatíamos estas questões do fazer e não fazer.

Tenho a noção do cruel mercado e sua exigências. As vezes fazemos o jogo as vezes não. Faz parte de nosso aprendizado. Pois temos nosso lado direito e nosso lado esquerdo. Quem vive joga. E devemos lutar para deixarmos de sermos marionetes das farsas do destino. Enfim Saramago foi embora e nos continuamos. Faz dois dias que foi embora só hoje fiquei sabendo. Hoje no retorno de um sono entre este mundo físico e as outras dimensões me dei conta que também sou osso com uma das mãos circulei a cavidade de meus olhos e me vi caveira. Uma caveira cheia de emoções, sonhos. Dores, ilusões mas um monte de ossos que respira tem uma cultura um modo de vida.

Que não sabe nada de suas vidas passadas que tem esta personalidade transitória que agora escreve por vaidades e por desejo de sua alma. Quando escrevemos ou fazemos arte tem de tudo misturado nosso ego. A busca da esencia. Nossas vaidades. Necessidade de ser reconhecido e aceito também de justificar uma existência.

Mas para que temos que justificar no fim para nós mesmos eu não verei meu enterro nem o que dirão de mim passará um tempo e minha passagem por aqui será esquecida então para que me preocupar com alguma coisa. Saramago estava vivo mas para mim no meu dia a dia não fazia a diferença. Para os próximos dele sim. Mas para mim só a obra dele era importante.

O que importa é obra para o outro. Para mim é a minha experiencia o meu prazer em escrever.

Findado este texto quem sabe virão outros. E ai o texto esta posto num blog num site. Talvez nunca ganhe as páginas de um livro ou jornal. Mas são suportes a personalidade de José Saramago foi a essência que compõem Saramago existe.

Então de nós só vale a essência. Esta que nos anima e nos faz viver minha personalidade que se chama segundo meu batismo de João Carlos Faria que no universo cultural leva a alcunha de Joca Faria um dia vai-se.

Que talvez nunca se conte-te em ser o que é. Que quer mudar a si mesmo por dentro e por fora. Eu sou fruto de minha época desta virada de seculo vinte para vinte um. Não escrevo a bico de pena, não uso máquina de datilografia e já quase não ouço rádio.

Isto tudo é passageiro menos tudo que já passei e passarei se passar pois estou de passagem. Temos que estar preparados para a morte já em vida.

Assim sempre lembraremos que tudo é transitório. E sabendo que tudo passa devemos nos distanciar do bem e do mal. Do certo ou do errado.

Sei que é quase impossível mas também tudo é possível. O escritor Saramago só se tornou o grande escritor que é já na maturidade.

Mas o que é relevante Os Beatles foram os Beatles na juventude. O tempo é uma invenção quando estivermos prontos estaremos.

Hoje ouvi Secos e Molhados em tempo cronológico já faz quase quarenta anos que gravaram. Mas para mim vale o hoje e hoje é atual.

Tudo vai, tudo vem e ai Vinícius tudo é uma grande onda?

Estou indo se os Deuses deixarem farei outros textos. Um beijo a humanidade que toda a humanidade seja feliz.

Palmas a José Saramago.





João Carlos Faria



Pasárgadas



Editora

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